CRIANÇAS DESAPARECIDAS | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe leva estado e município para conhecerem o Sicride

Foto: Joelli Azevedo

Da esquerda para direita: delegado Antônio Campos, secretário Murilo Cavalcanti, conselheiro Fernando Oliveira e a delegada Nilcéia Ferraro. Foto: Joelli Azevedo

Representantes do Cremepe realizaram na quinta-feira (12/11) visita ao Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), ferramenta da Polícia Civil do Paraná especializada no resgate de pessoas de 0 a 11 anos que “somem” da vista de seus responsáveis. O encontro foi promovido pela Câmara Temática de Assistência à Criança e ao Adolescente do Cremepe com o objetivo de desenvolver estratégias para reduzir o número de desaparecimentos nesta faixa etária em Pernambuco.

De janeiro a setembro deste ano (2015), 192 crianças foram encontradas no Paraná, ou seja, 100% dos registros de desaparecimentos foram localizados pelo Sicride. Visando a excelência do trabalho, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) organizou um encontro entre representantes do governo de Pernambuco, com a presença do delegado Antônio Campos e do secretário de mobilidade urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, além do coordenador da câmara temática de assistência da criança e do adolescente do Cremepe, Fernando Oliveira com a delegada responsável pelo Sicride, Nilcéia Ferraro, para entender a atuação do serviço.

Segundo ela o diferencial das ações está relacionado ao comprometimento da equipe de trabalho. A instituição conta com um pouco mais de 20 profissionais que atuam desde a recepção, monitoramento online dos boletins de ocorrência, pericia, psicologia, desenvolvimento de retratos, estudo prosopográfico até a busca ativa. “Cada um, em sua área de atuação, ajuda de alguma forma na investigação”, indicou Nilcéia.

Para o representante do Cremepe, Fernando Oliveira, o Sicride deve ser referência para os outros estados do país. “A partir dessa visita, vamos desenvolver relatórios com medidas de curto, médio e longo prazo para serem apresentadas aos gestores públicos a fim de conseguirmos ações efetivas na busca de crianças desaparecidas em Pernambuco”, explicou Oliveira.

Movimento de resgate

As ações sobre o tema começaram desde 2011 quando o Conselho Federal de Medicina – baseado nos números de 50mil crianças desaparecidas por ano no Brasil e no percentual que de 15% a 20% não são encontrados por um longo período – criou uma comissão de ações sociais que desenvolveu o “Movimento afetivo de resgate à criança desaparecida”. A campanha foi para rua e entidades foram conscientizadas do problema. Em Pernambuco, a campanha tem o apoio do governo do Estado e da prefeitura do Recife.

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