REDE MATERNO INFANTIL | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Assistência obstétrica é tema de reunião no MPPE

Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Assistência obstétrica em Pernambuco foi o tema da reunião na sede das promotorias de justiça, na tarde desta sexta-feira (07/06), com as entidades médicas de Pernambuco – Cremepe e Simepe – e secretaria de saúde do Estado. O coordenador do Caop saúde do Ministério Público, Édipo Soares, iniciou a reunião esclarecendo o motivo do encontro e informando que já existe um estudo da Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (COSEMS-PE), em parceria com o MPPE sobre a situação da assistência no Estado.

Para o secretario de Saúde, André Longo, a rede materno infantil é a prioridade da gestão. Ele explicou que o estado tem que garantir o pré-natal de alto risco e sua vinculação às maternidades com o mesmo perfil, enquanto a assistência básica deve ficar a cardo dos municípios. “Se você pegar de 2011 para cá, os municípios deixaram de fazer 10 mil partos, quase mil partos por mês, enquanto o estado subiu o seu número em seis mil. A rede estadual crescendo e a rede municipal se desresponsabilizando”, relatou Longo sobre as transferências dos partos que poderiam ser absorvidos nos municípios e são absorvidos pelo Estado.

O diretor do Cremepe, André Dubeux, ainda completou que para essa discussão há a necessidade de representação dos municípios. “Há uma desassistência completa na assistência materno infantil e não é falta de empenho do estado, mas outros atores deveriam estar nesta reunião que são os municípios”, disse Dubeux. Ele apresentou alguns números levantados pelo Cremepe referente à taxa de ocupação, taxa de mortalidade materna, mortalidade neonatal, além do número de transferência e o déficit de profissionais médicos em 17 maternidades do Estado.

Já a presidente do Sindicato dos Médicos, Cláudia Beatriz, destacou a necessidade das gestantes terem atendimento por um obstetra pelo menos três vezes antes do parto. A necessidade de recomposição de escalas médicas já que segundo o levantamento das entidades médicas há déficit de recursos humanos em todas as maternidades do Estado. E ainda foi categórica ao questionar “Quais os caminhos para os municípios assumirem sua responsabilidade?” a fim de minimizar a superlotação das unidades e sobrecarga de trabalho dos médicos.

Assim, ficou deliberada a formação de um grupo de atualização regionalizada no MPPE para atuação junto à rede obstétrica, onde a primeira reunião será dia 19 de junho, na sede das promotorias de justiça, com representantes das maternidades de São Lourenço, Abreu e Lima, Camaragibe, Recife, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Olinda.

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