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Vida e ética

AMAURY MEDEIROS, membro da Academia Pernambucana de Medicina.

O médico, escritor e humanista Helio Begliomini, presidente em repetidas ocasiões da Comissão de Ética Médica e Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Urologia e da Câmara Técnica de Urologia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores publicou o livro Urologia, vida e ética, honrando-me com um exemplar autografado. Dividiu-o em três partes: a primeira denominada crônicas e ensaios com reflexões éticas, a segunda, considerações sobre a vida humana, e por último, uma coletânea de pareceres deontológicos.

Com os avanços da ciência e da tecnologia, os médicos passaram a se preocupar mais em prolongar a vida do que em expandir a existência. Isso os leva, em geral, a se preocupar sobremaneira com o tempo que a pessoa viverá e não com a qualidade de vida. Esqueceram que o paradigma técnico-científico não pode ficar acima do humanitário. Impõe-se a busca do equilíbrio entre os dois. H. Begliomini defende que, na evolução da medicina, a ética deve preceder a técnica. Ele é categórico ao afirmar não existir nem medicina nem médico autêntico sem um fulcro educacional-humanista e humanizante. Enfatiza a necessidade de jamais se olvidar que a ciência deve estar a serviço do homem e não o homem da ciência. Ciência com consciência (ética) é o aforismo que deve ser definido, pois nem a ciência nem a técnica são valores absolutos em si mesmos. Ilustra seu ponto de vista ao fazer uma comparação: se a ciência fosse uma rodovia que conduzisse o homem a um bem maior, a ética seria suas imprescindíveis placas de sinalização, sem as quais não se poderia trafegar com segurança. O autor nos oferece suas opiniões “fundamentadas em uma antropologia que reconhece a pessoa humana na sua dignidade e totalidade como o único fundamento das nossas ações”, como ressalta um de seus prefaciadores. O que observamos no cotidiano da prática médica é um distanciamento cada vez maior da relação médico/paciente, com o enfraquecer do elo humanístico que deveria uni-los. As causas são diversas e não caberia aqui dissecá-las em face da exigüidade de espaço.

Na parte final o autor discute temas polêmicos e atuais: aborto provocado, qual o valor da vida?, limites éticos da intervenção sobre o ser humano, aids, o cirurgião e a ética médica, erro médico – realidade ou miragem?, vasectomia: sim ou não?, extensores penianos e a ética, farmacoereção para o tratamento de ejaculação precoce: preços abusivos e a ética, transfusão de sangue em paciente testemunha de Jeová, etc. A obra do H. Begliomini ficará como fonte de referência, autêntico livro de cabeceira.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, que tem como um de seus objetivos garantir o comportamento eticamente correto, com a portaria nº 6/2004 criou a comenda prof. Fernando Figueira, destinada a médicos que se tenham destacado pela conduta ética e profissional. Em tempo: o Cremepe acaba de lançar o livro Severina que vida é essa?, contendo dados de 104 municípios pernambucanos em diversas áreas e de suma importância para o conhecimento de toda a sociedade. Parabéns ao Cremepe, na pessoa de seu profícuo presidente Carlos Vital Tavares Corrêa Lima e ao meu dileto amigo Hélio Begliomini pela beleza de livro publicado.

PS – Agradeço a Lula Carlos, o bola branca da crônica esportiva pernambucana, as referências elogiosas sobre meu livro A próstata. O fantasma do homem.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Oublicado no Jornal do Commercio (10.01.2007).

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Privado: Vida e ética

AMAURY MEDEIROS

O médico, escritor e humanista Helio Begliomini, presidente em repetidas ocasiões da Comissão de Ética Médica e Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Urologia e da Câmara Técnica de Urologia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores publicou o livro Urologia, vida e ética, honrando-me com um exemplar autografado. Dividiu-o em três partes: a primeira denominada crônicas e ensaios com reflexões éticas, a segunda, considerações sobre a vida humana, e por último, uma coletânea de pareceres deontológicos.

Com os avanços da ciência e da tecnologia, os médicos passaram a se preocupar mais em prolongar a vida do que em expandir a existência. Isso os leva, em geral, a se preocupar sobremaneira com o tempo que a pessoa viverá e não com a qualidade de vida. Esqueceram que o paradigma técnico-científico não pode ficar acima do humanitário. Impõe-se a busca do equilíbrio entre os dois. H. Begliomini defende que, na evolução da medicina, a ética deve preceder a técnica. Ele é categórico ao afirmar não existir nem medicina nem médico autêntico sem um fulcro educacional-humanista e humanizante. Enfatiza a necessidade de jamais se olvidar que a ciência deve estar a serviço do homem e não o homem da ciência. Ciência com consciência (ética) é o aforismo que deve ser definido, pois nem a ciência nem a técnica são valores absolutos em si mesmos. Ilustra seu ponto de vista ao fazer uma comparação: se a ciência fosse uma rodovia que conduzisse o homem a um bem maior, a ética seria suas imprescindíveis placas de sinalização, sem as quais não se poderia trafegar com segurança. O autor nos oferece suas opiniões “fundamentadas em uma antropologia que reconhece a pessoa humana na sua dignidade e totalidade como o único fundamento das nossas ações”, como ressalta um de seus prefaciadores. O que observamos no cotidiano da prática médica é um distanciamento cada vez maior da relação médico/paciente, com o enfraquecer do elo humanístico que deveria uni-los. As causas são diversas e não caberia aqui dissecá-las em face da exigüidade de espaço.

Na parte final o autor discute temas polêmicos e atuais: aborto provocado, qual o valor da vida?, limites éticos da intervenção sobre o ser humano, aids, o cirurgião e a ética médica, erro médico – realidade ou miragem?, vasectomia: sim ou não?, extensores penianos e a ética, farmacoereção para o tratamento de ejaculação precoce: preços abusivos e a ética, transfusão de sangue em paciente testemunha de Jeová, etc. A obra do H. Begliomini ficará como fonte de referência, autêntico livro de cabeceira.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, que tem como um de seus objetivos garantir o comportamento eticamente correto, com a portaria nº 6/2004 criou a comenda prof. Fernando Figueira, destinada a médicos que se tenham destacado pela conduta ética e profissional. Em tempo: o Cremepe acaba de lançar o livro Severina que vida é essa?, contendo dados de 104 municípios pernambucanos em diversas áreas e de suma importância para o conhecimento de toda a sociedade. Parabéns ao Cremepe, na pessoa de seu profícuo presidente Carlos Vital Tavares Corrêa Lima e ao meu dileto amigo Hélio Begliomini pela beleza de livro publicado.

PS – Agradeço a Lula Carlos, o bola branca da crônica esportiva pernambucana, as referências elogiosas sobre meu livro A próstata. O fantasma do homem.

Amaury Medeiros é membro da Academia Pernambucana de Medicina.
E-mail: amamed@hotmail.com