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Sertanejos sofrem com depressão

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CREMEPE revela índices alarmantes de problemas mentais em três municípios

As pesquisas de saúde mental, realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) nos municípios de Itacuruba, Petrolândia e Tacaratu, no Sertão do Estado, foram apresentados, ontem, através de um relatório com dados concretos sobre o tema. O resultado mostrou uma realidade preocupante em relação aos altos índices de depressão e suicídio na região. Em Itacuruba foram aplicados 63 questionários onde 63% da população estudada têm sofrimento mental. Petrolândia recebeu 57 questionários que apresentaram 68% da população depressiva. Em Tacaratu, 47% de um grupo de 42 pessoas sofrem com o mal.

“São dados elevadíssimos se comparados a média de suicídio em Pernambuco que é de 3 a cada 100 mil habitantes. Se observarmos os dados a cada 100 mil habitantes, Itacuruba chegaria a 25 suicídios e Petrolândia a 13 todos os anos”, revelou o psiquiatra, Augusto Maciel. O principal motivo apontado para a condição atual foi a falta de serviços de saúde mental, que deixa a população sem assistência especializada e impede um trabalho mais acurado.

Outro ponto interessante foi a reconstrução das cidades, em outro sítios, depois que foram inundadas para a construção da Usina Hidroelétrica de Itaparica, entre as décadas de 70 e 80. A perda de terras férteis, da agricultura como base produtiva, de referências simbólicas e ancestralidade estão contribuindo para a ocorrência de transtornos mentais.

Os estudos foram feitos nos hospitais municipais através de um questionário internacional chamado de SRQ 20, validado há vários anos no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com capacidade para medir o nível de sofrimento psíquico. A assessoria de Imprensa da Secretaria de Saúde informou que recebe do Estado uma quantia para o tratamento médico na região e que cada prefeitura entra com outra quantidade, mas, mesmo assim, não dão conta da grande demanda. O município também recebe uma verba destinada do Sistema Único de Saúde (SUS) para serviços voltados aos danos físicos e mentais.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
TEXTO: Lucas Paes, da Folha de Pernambuco (25.05.2007).

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Sertanejos sofrem com depressão

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CREMEPE revela índices alarmantes de problemas mentais em três municípios
Lucas Paes

As pesquisas de saúde mental, realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) nos municípios de Itacuruba, Petrolândia e Tacaratu, no Sertão do Estado, foram apresentados, ontem, através de um relatório com dados concretos sobre o tema. O resultado mostrou uma realidade preocupante em relação aos altos índices de depressão e suicídio na região. Em Itacuruba foram aplicados 63 questionários onde 63% da população estudada têm sofrimento mental. Petrolândia recebeu 57 questionários que apresentaram 68% da população depressiva. Em Tacaratu, 47% de um grupo de 42 pessoas sofrem com o mal.

“São dados elevadíssimos se comparados a média de suicídio em Pernambuco que é de 3 a cada 100 mil habitantes. Se observarmos os dados a cada 100 mil habitantes, Itacuruba chegaria a 25 suicídios e Petrolândia a 13 todos os anos”, revelou o psiquiatra, Augusto Maciel. O principal motivo apontado para a condição atual foi a falta de serviços de saúde mental, que deixa a população sem assistência especializada e impede um trabalho mais acurado.

Outro ponto interessante foi a reconstrução das cidades, em outro sítios, depois que foram inundadas para a construção da Usina Hidroelétrica de Itaparica, entre as décadas de 70 e 80. A perda de terras férteis, da agricultura como base produtiva, de referências simbólicas e ancestralidade estão contribuindo para a ocorrência de transtornos mentais.

Os estudos foram feitos nos hospitais municipais através de um questionário internacional chamado de SRQ 20, validado há vários anos no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com capacidade para medir o nível de sofrimento psíquico. A assessoria de Imprensa da Secretaria de Saúde informou que recebe do Estado uma quantia para o tratamento médico na região e que cada prefeitura entra com outra quantidade, mas, mesmo assim, não dão conta da grande demanda. O município também recebe uma verba destinada do Sistema Único de Saúde (SUS) para serviços voltados aos danos físicos e mentais.