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Cremepe, MPPE e SES voltam a discutir a situação do Ulysses Pernambucano

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Foto: Joelli Azevedo

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco voltou a discutir a situação do Hospital Ulysses Pernambucano (HUP), na quarta-feira (08/06), desta vez, em audiência no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na sede do órgão no bairro da Boa Vista. O encontro foi convocado pela promotoria de saúde da capital através das promotoras Ivana Botelho e Helena Capela, além do coordenador do Caops saúde, Édipo Soares.

Na oportunidade, o Cremepe apresentou as decisões da plenária realizada na segunda (06/06) com a secretaria de Saúde do Estado (SES) e diretoria do HUP, onde foi definida uma comissão para acompanhar as reformas e vistoriar os déficits apresentados no relatório de fiscalização da maior emergência psiquiátrica do Estado. O grupo foi criado para evitar uma interdição ética do serviço e para garantir o funcionamento adequado do hospital. “A finalidade da comissão é garantir a assistência à saúde mental do Estado, convergente com a reforma psiquiátrica, evitando a abertura de instituições irregulares que defendem o modelo manicomial e que levam a assistência ao retrocesso”, defendeu Sílvio Rodrigues, 2º secretário do Cremepe.

De acordo com Ivana Botelho a audiência foi marcada para identificar se existiram mudanças na unidade. Ela sinalizou que o MPPE já visitou o serviço em duas ocasiões, uma por conta da presença de felinos no ambiente hospitalar e a última para verificar especificamente a emergência. “Diante da crise que passamos, acredito que a situação do Ulysses é a mais afetada porque os pacientes – que são psiquiátricos – não reclamam”, explicou Botelho.

A direção hospitalar explicou que houve a ampliação de 25 para 70 leitos na emergência, que o paciente está ficando o mínimo possível na unidade uma vez que o HUP tem o perfil de urgência e emergência. Sobre a quantidade de gatos, a diretoria explicou que já reduziu o número de animais nas mediações, além de retirar o lixo acumulado. Já a questão de medicamentos, não é regra faltar, mas quando ocorre as medicações demoram cerca de 15 dias para serem liberados pela farmácia do Estado.

Escalas de plantão

Segundo o relatório do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o HUP ainda apresenta problemas na questão estrutural e de escala de plantão uma vez que o quadro é preenchido com plantões extras e ainda há dificuldade na chegada de medicação de 2ª e 3ª linha. Em relação ao número de médicos, a secretaria confirmou que há profissionais do último concurso para serem chamados, mas está fazendo o levantamento das vacâncias para encaminhar à secretaria de administração que deve fazer a convocação.

Estrutura Física

Por se tratar de um prédio centenário e tombado, a estrutura não pode ser alterada, só é possível realizar alguns reparos na unidade. Essa é a principal regra da reforma no Ulysses Pernambucano. Portanto, diante do objeto, o setor de engenharia da SES sinalizou dois processos de reformas: um emergencial de ordem estrutural e o outro para colocar a unidade em operação plena.

De acordo com o engenheiro da SES a parte emergencial deve durar de três a nove meses a partir do termo de assinatura do termo de referência. “A parte orçamentária já foi aprovada, mas ainda falta o termo de referência – acerca das obras estruturais – que está em fase de conclusão e deve ser encaminhado ainda está semana para o setor de orçamentos para depois seguir para as licitações”, explicou. A promotora cobrou a inclusão da cozinha no termo de referência emergencial da engenharia para a reforma da unidade. O termo emergencial deve sair até sexta dessa semana e o mais completo o MPPE deu o prazo de 15 dias.