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26/04: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

No final de 2019, com o surgimento do novo coronavírus, a hipertensão arterial, que atinge, segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 35% dos brasileiros, foi destacada como uma das doenças consideradas como fatores de risco para o possível agravamento do quadro clínico da COVID-19. Portadores das doenças que fazem parte deste grupo de fatores estariam mais sujeitos a desenvolverem uma forma mais grave da infecção. Dessa forma, segundo o Plano Nacional de Imunização, os portadores de hipertensão arterial são considerados do grupo prioritário para a vacinação contra o novo coronavírus.

A fim de esclarecer algumas das principais dúvidas que cercam a relação da COVID-19 com a hipertensão arterial, o Cremepe entrevistou a conselheira e cardiologista Adriana Reis:

CREMEPE: Primeiramente, quais os principais fatores que podem levar à hipertensão?

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica e multifatorial, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (sistólica maior ou igual a 140mmHg e/ou diastólica maior ou igual a 90mmHg ), medida por técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes e na ausência de medicação anti-hipertensiva. Diversos são os fatores de risco para HAS, mas podemos destacar o caráter genético, a idade (envelhecimento), a obesidade, a ingestão elevada de sal, o sedentarismo, e o uso excessivo de álcool.

CREMEPE: Porque o Hipertenso está no grupo de risco da Covid-19?

Os portadores de doenças cardiovasculares em geral, incluindo os hipertensos, apresentam uma taxa de mortalidade pela COVID-19 mais elevada, em comparação com a população em geral. 

CREMEPE: O que pacientes hipertensos devem fazer caso suspeitem de infecção pelo novo coronavírus?

Os pacientes hipertensos devem procurar precocemente por assistência médica, quando surgirem sintomas da COVID-19, assim como devem manter as suas medicações anti-hipertensivas, apenas modificando-as em caso de orientação médica.

CREMEPE: O período de pandemia afetou a rotina de todos, deixando, inclusive, as pessoas mais estressadas e impactando os hábitos cotidianos como prática de exercícios físicos e até mesmo visitas periódicas ao médico especialista e a realização de exames periódicos. Que tipo de mudança de hábito é aconselhada e quais hábitos não podem ser deixados de lado durante esse período?

Mesmo durante a pandemia, devemos prezar por hábitos saudáveis, como uma dieta pobre em gordura e sal, realização de atividade física aeróbica e não coletiva (ex. ciclismo ou caminhadas por 30 minutos, de 5-7 dias por semana), evitar o consumo excessivo do álcool e o tabagismo, além do controle do estresse emocional por diversas técnicas existentes. Além disso, é de fundamental importância manter contato com o médico assistente, seguindo as orientações e medicações prescritas. Dessa forma, vamos atravessando com mais saúde essa difícil fase das nossas vidas.