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Estratégias vacinais para a Covid-19 e como os anticorpos podem estar envolvidos na patogenia da doença são discutidos em webinar do Lika

O desenvolvimento de vacinas para a Covid-19 no mundo, o desenvolvimento de uma estratégia vacinal feita na UFPE, e diferenças imunológicas da Covid-19 nos pacientes foram alguns dos pontos apresentados no webinar promovido pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da UFPE na sexta-feira (18/06). O evento ao vivo foi transmitido através do canal do YouTube do Lika.

Foto: UFPE

O coordenador do Laboratório de Estudos Moleculares e Terapia Experimental (Lemte) da UFPE, Antônio Carlos de Freitas, explicou como cada vacina disponível no mercado e liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) age na imunização do indivíduo, falou sobre o quantitativo de vacinas disponíveis e que vem sendo estudadas, além de fazer um panorama sobre o desenvolvimento das vacinas para a Covid-19 no mundo e como essa produção teve que ser feita de forma rápida devido à necessidade de um processo de imunização diante da crise sanitária causada pelo novo coronavírus.

Ele também ressaltou que, apesar desse processo ter sido desenvolvido de maneira rápida – geralmente, as vacinas levam de 10 a 20 anos para serem feitas – os critérios de segurança foram mantidos. A importância dos pesquisadores e da integração profissional das mais diversas áreas também foram pontuadas.

De acordo com Antônio Carlos de Freitas, a UFPE fez grandes esforços para que uma vacina pudesse ser estudada e desenvolvida dentro da própria universidade. “Graças a esses esforços, pudemos ter um laboratório e um biotério de nível de biossegurança 3. A fase pré-clínica da vacina vem sendo feita dentro do contexto da Universidade e a ideia é que possamos ter um bom caminho nesse desenvolvimento”, afirmou.

Ele ainda completa que todos esses esforços não visam apenas a vacina, também visa a relevância da plataforma e estrutura montada dentro da UFPE. “ Esse é um grande legado, é um grande salto não só para a Universidade, mas para Pernambuco também. É um importante passo para a formação de recursos humanos e, futuramente, poderemos atrair outras indústrias e investidores, sendo mais uma formação de tecnologia para o nosso estado”, salienta.

Já o professor Ernesto Marques Júnior, da Universidade de Pittsburgh dos Estados Unidos e também pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou as respostas dos anticorpos e como eles podem estar envolvidos na patogenia da Covid-19. Ele ressaltou que ainda não se sabe muito sobre as diferenças das manifestações clínicas da doença no organismo dos pacientes e o motivo de algumas pessoas irem para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outras não apresentarem quaisquer sintomas.

“O que se sabe é que, no momento, se tem uma correlação com idade e comorbidades como obesidade, diabetes e pressão alta. Alguns pacientes que foram estudados foram divididos por necessidade e não necessidade de UTI e esse estudo apontou que os pacientes mais jovens e com menor massa corporal tiveram maior tendência a não irem para a UTI,” explicou.

Ainda segundo Ernesto Marques Júnior, pessoas que apresentam o quadro mais grave da Covid-19 possuem mais cópias do genoma viral no sangue do que os pacientes que apresentam a forma mais leve da doença. “Pudemos observar que os pacientes graves têm um aumento mais rápido de anticorpos, principalmente o IGG, resultando no aumento de cópias virais no sangue. Esse processo também está associado com a obesidade”, finalizou. 

A mediação do seminário virtual foi realizada pelos professores José Luiz de Lima Filho (Lika) e Jones Albuquerque (IRRD-UFRPE e Lika).

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFPE