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Cremepe alerta autoridades para evitar festas de réveillon e carnaval: ‘não vale a pena correr esse risco’, diz presidente

glomeração em festa de carnaval preocupa autoridades médicas por causa de nova onda de Covid na Europa e na África do Sul — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

A preocupação com a possível piora da pandemia de Covid-19 em caso de realização de festas de réveillon e carnaval levou o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) a divulgar, nesta sexta (26), uma nota de alerta para as autoridades de saúde. A entidade entende que eventos com aglomerações devem ser evitados.

A nota do Cremepe foi divulgada um dia depois de as academias pernambucanas de Ciência e Medicina emitirem uma nota conjunta pedindo que sejam evitadas aglomerações para evitar uma nova onda da doença.

No mesmo dia, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, afirmou, em entrevista coletiva, que é bem provável que a definição do carnaval fique para o início 2022.

Enquanto o governo não decide se vai liberar ou não as festas públicas no estado e as autoridades de saúde se mobilizam para evitar os eventos, municípios pernambucanos anunciaram que não vão realizar eventos. Essas medidas já foram anuncias pelas prefeituras de Carpina, Barreiros e Ribeirão, na Zona da Mata.

A nota do Cremepe aponta que o alerta deve ser feito por causa da nova onda de Covid que “assola países da Europa, Américas e a África do Sul”. “Temos agora o problema dessa nova cepa denominada ômicron”, justificou o presidente da entidade.

Na nota, o conselho regional destaca a importância de evitar as festas e aglomerações “até o contole seguro da pandemia”. Também ressalta que é preciso reforçar o uso de máscaras e manater distanciamento social.

Em entrevista o g1, por telefone, Matos disse que o Cremepe está “cumprindo seu papel de garantir a proteção da sociedade”.

“Conversamos com o secretário André longo, na quinta (25), e ele se mostrou preocupado com a situação. A nota foi publicada a gora, por não é possível mais esperar”, declarou.

Primeiro secretário do Cremepe, André Dubeux afirmou que a nota é um primeiro passo de representantes das entidades médicas para tentar barrar as festividades com grandes aglomerações.

“Esta,os dispostos até a pedir uma audiência com o governado Paulo Câmara”, afirmou.

Dubeux defende, ainda, que atitudes semelhantes devem ser tomadas em conjunto por autoridades de saúde de outros estados.

“Estamos preocupados. É importante conversar com outros estados para tomar medidas para evitar a contaminação”, afirmou.

Nova variante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a B.1.1.529 como uma “variante de preocupação” e escolheu como nome “ômicron” 

Com essa classificação, a nova variante foi colocada no mesmo grupo de versões do coronavírus que já causaram impacto na progressão da pandemia: alfa, beta, gama e delta.

A omicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Ela é considerada de preocupação pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou mais letal: a própria OMS diz que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante.