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Cremepe lamenta o falecimento do médico Gustavo Antônio da Trindade Meira Henriques

Pernambuco se despede, nesta sexta-feira (07/01), de um grande nome da Medicina e do universo literário. Gustavo Antônio da Trindade Meira Henriques, aos seus 88 anos, deixa órfãos, hoje, familiares, amigos, pacientes, seus leitores e gerações futuras que buscarão o seu legado.

Ao longo de décadas, ele buscou aproximar essas duas artes, a do cuidado e da literatura. Do fascínio pelas letras ao seu dia a dia profissional como combustível de inspirações, Dr. Gustavo brindou a todos com versos que ressaltam que pacientes e médicos fazem parte de uma unidade indissociável na luta pela cura.

“Em cada recanto de nossa cidade, em cada bairro, em cada esquina, conhecemos as necessidades, as angústias e a dor dos pacientes como pedaços de nós mesmos”. Essas palavras, ditas em 2003, quando tomou posse da cadeira de número 31 da Academia Pernambucana de Medicina (APM), enfatizam a visão de mundo daquele  que também foi membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames). Como romancista, foi autor de obras como: “Saudade não tem passado”, “Pedras e sombras”; “A flor da meia noite”; “O despertar dos imortais”; “O berço da serpente” e “O pranto da lua”.

A trajetória de Dr. Gustavo, que era formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desde 1958, também reservava outros grandes feitos. Ao longo de sua carreira médica, Dr. Gustavo atuou como professor adjunto, regente da disciplina de Terapêutica Geral da Universidade do Recife; Vice-presidente da Sociedade de Medicina de Pernambuco, entre os anos de 1970 e 1977; preceptor de residência médica do Hospital Barão de Lucena e vice-reitor da Universidade de Pernambuco.

Todos os feitos e desafios citados o credenciaram a ser umas das personalidades agraciadas com a Medalha de São Lucas em 2010, honraria concedida pelas Entidades Médicas do Estado. Além disso, ainda foi contemplado com a Medalha de Mérito Médico Maciel Monteiro; Ordem do Mérito Guararapes e com o Grau de Oficial pelo Governo de Pernambuco, em 1991.

No seu livro de vida pessoal, Dr. Gustavo também deixou belas histórias marcadas em sua família. Como semente de seu legado, se tornou pai de outros médicos: Antônio Neto, Maria Dolores, Maria Alice e Gustavo Filho.

No capítulo final dessa história brilhante, ficam a saudade e sentimento de dever cumprido. Nas redes sociais, o médico recebeu homenagens de saudade. “Grande médico, grande pai, grande avô, grande inspiração. Saudade não tem passado”, escreveu a neta, e também médica, Maria Alice Gurgel.

O Conselho Regional de Medicina (Cremepe) expressa condolências para todos os amigos, familiares e leitores do Dr. Gustavo.

Edição: Joelli Azevedo