Publicado em: 20/01/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Entidade criada por amigos do psicanalista Antônio Carlos Escobar, assassinado há um mês, começa uma série de ações na mídia para cobrar mais segurança do Estado
Pernambuco, o Estado do medo. Essa é uma das frases fortes que serão reproduzidas em outdoors, outbus e anúncios de jornal, a partir de hoje nas principais ruas e avenidas do Recife. A campanha é a primeira ação do Instituto Antônio Carlos Escobar (Iace), formalmente criado ontem, por integrantes de 42 entidades que querem dar um basta à violência e cobrar mais segurança do Governo do Estado. O Iace é fruto da indignação de uma parcela da sociedade recifense pelo assassinato do psicanalista Antônio Carlos Escobar, ao tentar impedir um assalto, em um semáforo de Boa Viagem há um mês. O evento de lançamento do Iace e da campanha ocorreu ontem pela manhã, na sede da Sociedade de Medicina de Pernambuco, na Boa Vista. A comissão que presidiu a cerimônia informou que o instituto já conta com uma sede provisória no Sindicato dos Médicos e assegurou recursos para manter uma estrutura básica e bancar a campanha de mídia.
“Essa publicidade vai ser importante para chamar a atenção para a violência. Temos um governo que não admite a gravidade do problema. Na guerra do Iraque matam seis soldados e isso é notícia no mundo todo. Aqui, todo fim de semana morrem 30 pessoas e ninguém liga. É a banalização do mal”, ressaltou o médico Mardônio Quintas, presidente do Sindicato dos Hospitais e membro do instituto. A viúva de Antônio Carlos Escobar, Tereza Guimarães, foi escolhida como presidente do instituto e assegurou que a adesão da sociedade à iniciativa está ajudando a família a enfrentar a perda. “Esse apoio nos fortalece e nos incentiva a seguir lutando pelos ideais de Antônio Carlos”, asseverou Tereza.
O tom dos discursos na cerimônia era o mesmo das frases publicitárias. “Não podemos admitir que cargos públicos importantes sejam ocupados por políticos desempregados sem conhecimento técnico da segurança pública. Esses gestores tem que ser cobrados com o mesmo apuro que nós somos, em nossas vidas profissionais”, disse o médico e professor da Universidade de Pernambuco, Ricardo Lima. O evento também abriu espaço para que vítimas de violência mostrassem sua indignação. Várias pessoas relataram casos de assaltos sofridos e do descaso das autoridades na investigação.
Acompanhamento dos números – O irmão do psicanalista Assassinado, José Carlos Escobar, esclareceu que o trabalho de acompanhamento dos números da violência em Pernambuco só poderá ser feito se a sociedade colaborar com denúncias. “A Secretaria de Defesa Social tem os números dela. Nós teremos os nossos e isso só será possível se as pessoas colaborarem através do site do Instituto, envio de cartas e visita à nossa sede”. Para ele o importante agora é colocar o IACE em funcionamento, só assim os trabalhos podem começar a ser desenvolvidos.
FUNCIONAMENTO – O IACE está funcionando no Sindicato dos Médicos de Pernambuco, na Av. João de Barros, nº 587. O telefone é o 3082-7298 e o endereço eletrônico www.iace-pe.com.br.
CAMPANHA: O IACE já está distribuindo adesivos para carros e fichas de filiação. Também já estão sendo veiculados os anúncios de jornal, out-doors, out-bus. As camisetas estão sendo vendidas na sede do IACE.
Médico discutia tema
O movimento pela cultura de paz já era um interesse do psicanalista Antônio Carlos Escobar, que demonstrava uma preocupação com o crescimento da violência. Em seu último artigo, intitulado de “Violência no Brasil contemporâneo e o Mal-estar na civilização”, publicado em 2003 no livro “Violência – Um estudo psicanalístico e multidisciplinar, o médico defendia que a violência tinha sua origem, na maioria dos casos, na exclusão social.
Na opinião dele, “a violência atual é ocultada pela mentira de que “todos são iguais” e que a comunidade, seus bens e oportunidades são iguais para todos e ainda, que as diferenças são toleradas” Ele também dizia que se registra como violência apenas aquilo que o estado nomeia como tal: roubos, assassinatos e violações. “Mas não são nomeadas e, portanto, não parecem existir, aquelas formas de violência produzidas pelo seqüestro da subjetividade, por abuso econômico, religioso ou perda do trabalho”, ressaltou em um dos trechos do artigo.
Em outra parte do texto, ele pontuouque uma medida de contensão urgente da violência seria aumentar a auto-estima dos policiais pela melhoria das suas condições de vida, além de desarmar a população e modernizar o aparelho policial, que segundo ele, é inferior ao do crime organizado. No artigo, Escobar ainda lista mais dez pontos de medidas, a médio e longo prazo, que vão desde a atenção às crianças e adolescentes até à melhoria das condições humanas.
Para a viúva de Escobar e presidente do Iace, Tereza Guimarães, a criação desse movimento vai ser uma forma de acompanhar as ações realizadas pelo Governo que não reconhece que a situação está fora de controle. “O mais importante, além de atender um desejo do meu marido é que agora a violência ganhou mais uma entidade de combate.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio e do Diário de Pernambuco.
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