Publicado em: 26/04/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Bertoldo Kruse Grande de Arruda
Presidente do Imip
Em virtude da celebração do convênio entre o Imip e a Arquidiocese de Olinda e Recife, com interveniência da Santa Casa, concretiza-se um dos sonhos mais belos de Fernando Figueira – a integração do Hospital Pedro II ao complexo hospitalar do Imip. Por certo, a maior e mais significante iniciativa depois da fundação do Instituto em 1960, fazendo antever que algo de novo e relevante para o futuro desta Instituição irá acontecer no campo do ensino e da atenção à saúde. Outrossim, confirma-se que os rumos definidos por Fernando Figueira estão sendo trilhados, que permanecem vivos os seus ideais e o compromisso com a sua visão ambiciosa em prol da saúde e bem-estar da mulher e da criança carentes. Nessa crença no porvir é que vamos encontrar a razão dos sucessos que vêm sendo obtidos, e muito esperamos do comprometimento e da dedicação do Superintendente Antonio Carlos Figueira e sua equipe, à causa imipiana, porque a batalha de Fernando Figueira ainda não foi ganha. Apoiando-me em registros de Leduar de Assis Rocha e de Veloso Costa, tecerei algumas referências à historicidade desse Hospital numa perspectiva da “contemporaneidade do passado”, isto é, com vistas a estabelecer uma ponte entre o passado e o presente; o desafio de unir esforços e conhecimentos para preservar e prosseguir.
Em 25 de março de 1847 foi lançada a pedra fundamental do Hospital Pedro II, criado pela Lei Provincial nº.165, de 17 de novembro de 1846, sendo inaugurado em 10 de março de 1861. Portanto, a sua construção durou 14 anos. Cabe recordar um acontecimento importante que ocorreu em 22 de dezembro de 1859: o suntuoso baile que a Associação Comercial de Pernambuco ofereceu, em recinto do Hospital, ao soberano brasileiro, D. Pedro, então de visita às Províncias do Norte. A essa festa compareceram mais de duas mil pessoas e a propósito da mesma assim manifestou-se D. Pedro: “o novo hospital é obra magnífica, e o desejo de aproveitar o que já está feito, para o baile, por ocasião da minha visita à Província, fez com que a obra se adiantasse bastante… Ao menos o baile foi aqui útil, ainda que indiretamente…” Um espetáculo comovedor constituiu a transferência dos primeiros doentes, na tarde de 10 de março de 1861, do antigo Hospital de Caridade para o novo nosocômio, formando-se um préstito que se movia lentamente, assinalou naquela época o Diário de Pernambuco: “cavalheiros, comendadores, literatos ilustres, negociantes abastados dando o braço e servindo de esteio a infelizes doentes” e “o que mais comoveu a grande massa popular presente à cerimônia, foi a circunstância, jamais imaginada, de todas aquelas damas, o que havia de mais aristocrático da terra, darem, cada uma fraternalmente, o braço a uma enferma, para encaminhá-la ao novo hospital”. Relatam os historiadores que o Hospital Pedro II teve os seus dias de decadência e de prestígio e houve até o tempo em que era considerado o melhor hospital do país, e nos seus serviços se destacaram médicos e cirurgiões, costumando o venerando Cosme de Sá Pereira apelidá-lo de o “Panteon dos Coelhos”.
Decorrido um longo período, em 9 de fevereiro de 1954, mediante os ofícios nº. 13/14, dirigidos ao Provedor da Santa Casa, o então diretor da Faculdade de Medicina, Prof. Antonio Figueira, deu o primeiro passo para transformá-lo em Hospital de Clínicas, incluindo a Maternidade Oscar Coutinho, “provisoriamente, enquanto não se concluir a construção do definitivo já em bom andamento no Engenho do Meio”, firmando-se em 7 de junho de 1954 o primeiro convênio com essa finalidade, entre a Santa Casa de Misericórdia do Recife e a Universidade do Recife, o qual vigorou até janeiro de 1982. Daí por diante aconteceu a sua desativação e em março de 1982, o diretor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade, professor Amaury Coutinho, em relatório ao Reitor, “ chama a atenção para as grandes dificuldades do ensino e da assistência médica, oriundas da transferência parcial e precipitada dos serviços do Hospital Pedro II para o novo Hospital das Clínicas-Campus”. Vale ressaltar uma referência desse relatório: “O ensino da Pediatria há aproximadamente 20 anos vinha se processando em bom nível, tanto para os cursos de graduação como de pós-graduação, graças a um convênio estabelecido entre a UFPE e o IMIP. Em março de 1982, sem maiores justificativas, a Reitoria susta o referido convênio, caindo consideravelmente o ensino e a Residência Médica, até então considerada em nível de excelência pela Comissão Nacional de Residência Médica”. Estas reminiscências, proferidas na reunião do Conselho Consultivo do Imip, no Hospital Pedro II, em 27/março/2006, como marco da incorporação desse Hospital, também representam uma homenagem a duas figuras de mestres, Fernando Figueira e Antonio Figueira, com os quais, em inúmeros momentos, as idéias defendidas levaram a estabelecer, com muitos dos integrantes desse Conselho, uma relação visível de cumplicidade.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
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