Publicado em: 07/06/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
A violência no trabalho é um problema crescente observado em todos os locais. Os hospitais, principalmente os serviços de urgência, onde os trabalhadores da equipe de saúde lidam diretamente com os pacientes, destacam-se por apresentarem atos de violência com freqüência, o que vêm prejudicando a assistência prestada às pessoas. Vários fatores podem interferir na violência ocupacional, tais como aspectos individuais dos trabalhadores, entre eles personalidade e formação; aspectos relacionados ao próprio ambiente de trabalho, como estratégia organizacional, recursos humanos, recursos materiais e sistema de comunicação; além de aspectos ligados à clientela atendida.
Nesse sentido, as pesquisadoras Eliane Cezar, da Universidade Norte do Paraná, e Maria Helena Marziale, da Universidade de São Paulo,resolveram caracterizar os problemas de violência ocupacional a que estão expostos os médicos e trabalhadores de enfermagem no serviço de urgência hospitalar e levantar os problemas de violência identificados pela gerência da equipe médica e de enfermagem.
O estudo foi conduzido no serviço de urgência de um hospital geral de 204 leitos em Londrina, no Paraná, com 33 trabalhadores de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) e 14 médicos, que atuavam no serviço no período de 20 de outubro a 15 de novembro de 2004. De acordo com artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública, “O expressivo número de trabalhadores do setor de saúde que são atingidos pela violência em diversos países chamou a atenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e de outras instituições que estabeleceram diretrizes para combater o medo, a humilhação, as agressões e os homicídios nos locais de trabalho”.
Os resultados mostram que 85,7% dos médicos, 100% dos enfermeiros, 88,9% dos técnicos em enfermagem e 88,2% dos auxiliares de enfermagem foram vítimas de violência ocupacional. As principais formas de violência citadas pelos médicos e pelos enfermeiros foram as agressões verbais, o roubo, a competição entre os colegas, o assédio sexual, as agressões físicas, o assédio moral, a discriminação social e os maus tratos. Eliane e Maria Helena destacam no artigo que os enfermeiros têm sido a principal vítima de violência nos locais de prestação de trabalho.
Em relação à identificação do agressor, as pesquisadoras observaram que o paciente é o principal agressor, seguido do acompanhante. “Na opinião da maioria dos profissionais, essa violência é motivada pelas precárias condições de atendimento ao público devido às péssimas condições de trabalho e à desigualdade social vigente no país”, afirmam no artigo.
Dessa forma, elas alertam para o fato de os trabalhadores estarem expostos a vários fatores de risco de violência ocupacional e não estarem preparados para lidar com eles. “Medidas devem ser implementadas para a prevenção de atos violentos, entre elas capacitar os trabalhadores para o enfrentamento de situações críticas e para a prevenção de atos violentos de pacientes, familiares ou da própria equipe de saúde; melhorar as condições de trabalho com número adequado de recursos humanos e materiais; instalar dispositivos de segurança, impedir a entrada de pessoas armadas no interior do serviço; contratar profissional de segurança para as portarias; melhorar acomodação para os pacientes e acompanhantes; informar o motivo da demora no atendimento; criar um protocolo sistemático de registro das formas de violência ocupacional; formar um comitê multidisciplinar; e implantar um programa de prevenção de violência para o hospital, baseado nas diretrizes da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial de Saúde”, afirmam as pesquisadoras no artigo.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações da Agência Notisa.
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