Publicado em: 09/06/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Cerca de 70 mil brasileiras vivem no exterior praticando prostituição, muitas delas vítimas do tráfico de pessoas. Um número desconhecido de
crianças também é submetido a esse tipo de exploração no Brasil. E aproximadamente 25 mil homens são aviltados, também dentro do país, como escravos na lavoura.
Esses dados, divulgados ontem no “Informe sobre Tráfico de Pessoas – 2006”, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, são apenas uma confirmação de que o problema persiste. O documento, porém, destaca um fato pouco abordado: o de que peruanos, bolivianos, coreanos e chineses vêm sendo trazidos de seus países para “serem explorados como escravos em fábricas” no Brasil.
As autoridades não revelaram a cifra dessas vítimas nem quem as estaria explorando. Mas, ao lançar o informe, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, disse que o presidente George W. Bush está comprometido em acabar com esse mercado negro, ajudando os governos a tomar providências e punindo com sanções comerciais os que não derem atenção ao problema:
“Derrotar o tráfico humano é uma grande convocação moral de nossa época e sob a liderança de Bush os Estados Unidos estão conduzindo um novo movimento abolicionista para terminar com o sórdido comércio de seres humanos”.
Pelos cálculos das autoridades americanas cada ano 800 mil pessoas são vítimas desse crime no mundo. As mulheres brasileiras têm tido um caminho semelhante – em termos geográficos – ao percorrido legalmente pelos jogadores de futebol que o Brasil exporta: elas vão principalmente para a Europa, Japão e Oriente Médio, além de países da América do Sul, do Caribe e também para os EUA.
Rota do tráfico humano passa pelo RS
Gaúchas de idades variadas, mães preocupadas com o futuro dos filhos e moradoras das regiões de Caxias do Sul e Uruguaiana. Esse é o perfil das vítimas do tráfico de seres humanos no Estado, de acordo com pesquisa do Ministério da Justiça em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, apresentada ontem, na Secretaria Estadual da Justiça e da Segurança, na Capital.
Coordenada pela doutora em Educação Jacqueline Oliveira Silva, professora da Unisinos, e realizada entre 2003 e 2005, a pesquisa deu ênfase ao tráfico de mulheres e crianças para fins de exploração sexual. O diagnóstico trouxe desagradáveis constatações. “Está na hora de desmitificar o Sul maravilha, aqui há tanto tráfico quanto no Nordeste. O nosso Estado é um prato cheio para o crime organizado, pois é próximo à fronteira, inserido na economia global e com acesso facilitado por meio de aeroportos em cidades menores e portos”, explica Jacqueline.
O levantamento de dados foi feito por meio de pesquisas já realizadas por órgãos como Poder Judiciário, Superintendência da Polícia Federal,
organizações governamentais e não-governamentais de defesa dos direitos humanos.
Foram constatados casos de tráfico de pessoas em pelo menos oito cidades gaúchas (veja quadro). Os municípios de Uruguaiana e Caxias do Sul são as principais rotas usadas pelo crime organizado. – Pensávamos que o tráfico se dava somente em regiões pobres, mas vimos que
pólos desenvolvidos atraem gente de fora e por isso abrem mais a rede de contatos dos traficantes – diz a jornalista Marina Oliveira, coordenadora de ações do Ministério da Justiça na área de tráfico de pessoas.
De posse das informações, a Secretaria Nacional de Justiça pretende agora atacar o problema que, segundo Marina, afeta em graus diferentes todos os Estados. O objetivo é formar uma política nacional para direcionar verbas específicas e garantir o trabalho integrado entre ministérios e órgãos brasileiros.
Aumentam as remessas de mexicanos nos EUA
O valor das remessas de mexicanos nos Estados Unidos atingiu em abril um novo registro histórico. Nos primeiros quatro meses do ano entraram recursos na ordem de 7,29 bilhões de dólares, quantia que representou um incremento de 24,47% na comparação com o mesmo período de 2005.
O Banco Central dá conta de que o montante médio da remessa se manteve sem variação significativa em 348 dólares, quantia 4,45% superior à do mesmo período de 2005. No entanto, o incremento foi determinado principalmente por um aumento no número de envios. Este dado corrobora o crescimento da migração para os Estados Unidos nos últimos anos. Segundo cálculos do Pew Hispanic Center, centro de análise de temas de migração com sede em Washington, a cada ano, desde 2000, pelo menos meio milhão de mexicanos cruzaram a fronteira norte para buscar trabalho.
O México é o segundo maior receptor do mundo O principal canal de envio de remessas para o México são as transferências eletrônicas. Por esta via entraram, entre janeiro e abril, seis bilhões e 483 milhões de dólares, 92,2% do total de dólares captados no período, segundo o Banco Central. Em 2005, as remessas representaram um ingresso de divisas na ordem de 20,35 bilhões de dólares. Projeções do Banco de México situam em 24 bilhões de dólares as remessas esperadas para este ano, com o que o país se consolidará como o segundo maior receptor do mundo, atrás apenas da Índia. Este país recebeu em 2005 21,7 bilhões de dólares.
A lei migratória terá impacto negativo nas remessas
Se a lei migratória dos Estados Unidos for aprovada, haverá vantagens para o México, como um tratamento melhor a seus migrantes, mas também se verá afetado por remessas menores e um aumento no número de deportados, aos quais será preciso dar trabalho. De acordo com Consultores Internacionais, a reforma migratória aprovada pelo Senado norte-americano e que terá que ser homologada com o projeto que a
Câmara de Representantes aprovou em dezembro passado, tem pontos obscuros para o México.
A reforma terá um impacto imediato já que os 2,5 mil dólares de multa, a serem pagos para se beneficiar da reforma, representariam para o migrante o envio médio de oito meses de remessas. Além disso, a vigência da reforma significará a deportação de ao menos dois milhões de mexicanos que entram nos Estados Unidos nos últimos cinco anos.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações dos jornais O Globo (RJ), Zero Hora (RS) e La Jornada (México).
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