Publicado em: 20/06/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Tramitam atualmente no Ministério da Educação três requerimentos para abertura de cursos de medicina em São Paulo. Os processos são do Centro Universitário São Camilo e das universidades Anhembi Morumbi e Unip, do Grupo Objetivo. A possibilidade de o Ministério da Educação (MEC) aprovar tais requerimentos causa enorme preocupação à Associação Paulista de Medicina, à Associação Médica Brasileira e a muitas outras entidades médicas – tanto estaduais quanto nacionais. Se necessário for, a Justiça será acionada para conter a proliferação de novas faculdades.
Os números deixam claro que o Estado de São Paulo não precisa de novas escolas médicas. Já tem a relação de um médico para cerca de 600 habitantes, proporção muito superior à preconizada como ideal pela Organização Mundial da Saúde, que é de um para mil. Já a capital e outros grandes centros, como Campinas e Ribeirão Preto, possuem um profissional de medicina para cerca de 300 cidadãos.
Aliás, nem São Paulo nem o Brasil precisam de quantidade. O que nos falta é qualidade. Infelizmente, esta parece não ser a visão daqueles que deveriam regular a área de ensino. Dos 156 cursos de medicina criados no País desde 1808, cerca de 50 nasceram a partir de 2002. É um crescimento sem precedentes. Nem na ditadura, época em que se vendia a versão de que não tínhamos um contingente suficiente de médicos, a expansão foi tão grande. Entre 1960 e 1969, surgiram 35 cursos. De 1970 a 1989, foram criados mais 17. Nada comparável ao que ocorre atualmente.
Outro complicador é que boa parte das novas faculdades não oferece ao futuro médico um ensino adequado. As mensalidades são exorbitantes, mas os cursos muitas vezes não têm profissionais qualificados, faltam-lhes instrumentais básicos e hospital-escola, a grade curricular nem sempre é adequada e existem graves problemas pedagógicos. O resultado é que, a cada ano, parcela expressiva dos 15 mil novos profissionais colocados no mercado apresenta formação insuficiente. O problema é agravado pela falta de vagas para a residência médica. Em resumo, a abertura indiscriminada de escolas médicas representa um risco para a saúde e para os cidadãos.
A Associação Paulista de Medicina e a Associação Médica Brasileira compreendem que é hora de o governo se posicionar firmemente contra a proliferação de faculdades de medicina, pois só assim estará honrando o compromisso de bem representar os interesses da coletividade e protegendo os pacientes. Também é mister uma fiscalização rigorosa de todos os cursos que funcionam atualmente e o fechamento daqueles que, porventura, não atendam as condições necessárias para oferecer formação adequada aos futuros médicos do Brasil. Mais do que nunca a população e a saúde brasileira merecem atitudes coerentes.
São Paulo, 20 de junho de 2006.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com envio da Assessoria de Imprensa da AMB.
Na manhã desta sexta-feira (09/01), a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina...
Leia Mais
O projeto Árvore Solidária, iniciativa do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco...
Leia Mais
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informa que foi publicada...
Leia Mais
Na noite desta quarta-feira (17/12), a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina...
Leia Mais
Na noite desta terça-feira (16/12), o presidente do Conselho Regional de Medicina...
Leia Mais
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) marcou presença em diversas...
Leia MaisConselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |