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Mal atinge quase metade das mulheres após a menopausa

Publicado em: 28/06/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Cerca de 42% da população feminina é vítima da doença no Brasil

Dentre alguns dos problemas que afligem as mulheres após a menopausa, a Incontinência Urinária (IU) – perda involuntária de urina – é uma das mais freqüentes, mas, mesmo assim, ainda pouco comentada. Estima-se, hoje, que cerca de 42% da população feminina nessa fase da vida sofra com o mal. No Estados Unidos, pesquisas revelam que são 30 milhões de mulheres com a doença. O curioso é que mesmo atingindo um número significativo, metade das pacientes não procura ajuda médica, por causa de receio, constrangimento ou vergonha. A maioria tenta esconder a Incontinência recorrendo ao uso de fraldas descartáveis e absorventes íntimos.

Perder urina involuntariamente, inclusive aos mínimos esforços, como sorrir, tossir e espirrar. Esses são alguns dos sintomas principais da Incontinência Urinária que podem derrubar a auto-estima, desestimular a atividade sexual e ainda causar infecções urinárias e dermatites na região perineal. Certos fatores são impulsionadores para mulheres terem a doença, como a maternidade, roturas perineais provocadas por lacerações não corrigidas durante partos normais, além de fumo, obesidade e mesmo o envelhecimento.

Outras causas incluem as doenças do sistema nervoso (acidentes vasculares cerebrais, doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesões medulares) ou que afetam o sistema nervoso. A obstipação e tosse crônica (bronquite) podem contribuir para agravar a Incontinência, assim como a cirurgia e a radioterapia pélvica e certos medicamentos.

Quadros de IU são tratados, com freqüência, através de cirurgia, mas existem outras vias de tratamento, como reeducação perineal, fisioterapia, drogas específicas, eletroestimulação da musculatura do períneo, que, em alguns casos, pode substituir a intervenção cirúrgica ou complementá-la.

Existem três tipos mais comuns de Incontinência na mulher:

Esforço – Perda de urina durante a atividade física ou por espirro, riso, tosse; Urgência – Há uma necessidade imperiosa de urinar, com a incapacidade de segurar a urina; Mista – Combinação de esforço e urgência, apresentando ambos sintomas. Conforme já foi constatado, a IU é mais presente no sexo feminino, sobretudo em pessoas de mais idade. Cerca de 1/2 de todas as mulheres e aproximadamente 1/5 de homens idosos “experimentarão” o problema no decorrer da vida.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações da Comunicativa.

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