Publicado em: 01/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Quem achava ter chegado ao fim a febre das cirurgias plásticas deve ter se surpreendido com os comerciais de televisão, cada vez mais freqüentes, sobre planos de parcelamento para implante de silicone, lipoaspiração, correção de olheiras ou remoção de papadas. Consórcios fechados diretamente com os médicos oferecem prestações de até 24 vezes a juros razoáveis. Mas há perigo por trás desses crediários.
Além de infringir a ética médica – que proíbe o profissional de firmar consórcios com o paciente –, alguns cirurgiões não cumprem procedimentos básicos para a realização de plásticas, o que aumenta o risco de erro ou resultado insatisfatório. A denúncia é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Pernambuco (SBCP-PE).
Mesmo com o trauma por causa de cicatrizes exageradas ou resultados diferentes do que havia imaginado, o paciente ainda é obrigado a continuar pagando as parcelas, geralmente descontadas em cheques ou através de financeiras. “É como comprar um celular caríssimo, um sonho de consumo, e ser roubado antes de pagar a primeira parcela”, compara a relações públicas Carmem Azevêdo, 38 anos, que fez implante de silicone nos lábios e diminuiu o nariz.
Ela ficou sabendo do plano para a cirurgia plástica por uma amiga, que também aproveitou a oportunidade para fazer uma lipoaspiração. Dividiu a cirurgia em seis vezes, mas se arrependeu. “Não gostei do resultado, achei que minha boca ficou muito grande. Talvez se tivesse tido mais encontros com o médico, ele teria entendido o que eu queria”, lamentou Carmem, que disse não pretender processar ou denunciar o médico ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).
O problema identificado pela relações públicas é o mesmo apontado pelo presidente da SBCP-PE, Ivo Salgado. “O que acontece nesses casos é a total mercantilização da medicina estética. Tenho conhecimento de casos em que os pacientes têm o primeiro encontro com o médico no dia da cirurgia”, revela o cirurgião com 30 anos de experiência.
O médico alerta que somente os profissionais registrados na sociedade de cirurgia plástica estão aptos a realizar cirurgias. Mesmo após formados, os médicos precisam passar por dois anos de formação em cirurgia geral e depois mais três anos de prática na especialidade em uma clínica ou hospital credenciado pelo Ministério da Educação e SBCP.
Além de ter certeza de que o médico preenche todos os requisitos, o paciente deve procurar ter vários encontros com o cirurgião. “É preciso haver um elo entre os dois. O importante é que a cirurgia atenda às necessidades de quem vai se submeter a ela”, ressalta Ivo Salgado.
Também há quem seja vítima da influência do médico. A estudante de administração em marketing Maristela Barros, 42, viveu quatro meses de sofrimento por causa de uma cirurgia na barriga mal sucedida. O pior: não queria passar pelo procedimento. “Quando procurei a médica, pensava somente em retirar uns caroços que tinha nos seios. Ia aproveitar e diminuir, já que apresentava displasia. Ela ficou falando que eu estava acima do peso, que deveria tirar a barriga, que era só pagar um pouquinho a mais. Acabei aceitando”, lembra.
Maristela pagou R$ 1,5 mil a mais pelo extra. O prejuízo foi bem maior. “Os pontos da barriga não fecharam. Tive que passar por cirurgia de novo, mas eles continuaram abertos até o músculo. Foram quatro meses sentindo muita dor e tendo que me virar sozinha, porque todo mundo que vinha fazer curativo passava mal quando via a abertura”, conta. Ficaram as cicatrizes enormes e o trauma. “Passei por três gestações e preciso fazer levantamento de bexiga. Já disse a meu médico que não vou passar por outra operação nunca mais, nem que isso me custe a vida.”
Veja notícia relacionada: http://portal.cremepe.org.br/publicacoes_clipping_ler.php?cd_clipping=3865
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe
Com informações do Jornal do Commercio.
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