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Pesquisador da UFPE vai a Brasília para reunião sobre pesquisa

Publicado em: 01/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Acontece esta semana em Brasília a primeira reunião entre pesquisadores e governo federal para discutir orçamento para liberação de uma verba de R$ 6 milhões destinada a pesquisas na área de saúde. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) será representada pelo médico e pesquisador João Ricardo Mendes de Oliveira, que está fazendo um estudo sobre os fatores de risco para o mal de Alzheimer.

Segundo o especialista, os casos dessa doença tem aumentado nos países em desenvolvimento conforme a expectativa de vida também cresce. O mal de Alzheimer aparece principalmente a partir dos 65 anos; no mundo, 5% da população com essa idade tem a doença, enquanto a incidência em pessoas com 80 anos chega a 20%.

A principal característica do mal de Alzheimer é a perda progressiva de memória. “O cérebro vai diminuindo de tamanho, porque existe uma degeneração celular em regiões específicas. Essa atrofia causa lesões dentro do cérebro, especialmente nas regiões destinadas à memória”, diz João Ricardo.

CARACTERÍSTICAS

No estágio inicial da doença, a pessoa parece confusa, esquece palavras e deixa pensamentos inacabados. Freqüentemente, o doente não se lembra dos fatos e conversas recentes, mas pode lembrar de acontecimentos do passado. No estágio intermediário do mal de Alzheimer, a pessoa precisa de ajuda para realizar tarefas do dia-a-dia, pode não reconhecer parentes e perder-se em locais que conhece bem. Variações de humor, impaciência e imprevisibilidade também são comuns. No estágio avançado, o doente perde completamente a memória, a capacidade de julgamento e raciocínio e fica dependente dos familiares para tudo.

De acordo com João Ricardo, o melhor exame para detectar os sintomas do mal de Alzheimer é a investigação clínica com neurologista ou psiquiatra. “Não existem diagnósticos 100% precisos, mas você faz uma análise para excluir outras fontes que possam causar problemas de memória”, explica. João Ricardo informa ainda que o mal tem um componente familiar importante, mas que fatores ambientais também contribuem para o grau de desenvolvimento da doença, assim como o grau de escolaridade, que, segundo ele, também parece interferir no quadro do paciente.

“O esquecimento é um fenômeno comum, o que a gente tem que observar é se esse esquecimento está sendo progressivo, se a piora é contínua. Depressão, estresse excessivo, ansiedade são problemas que comprometem a memória também e não têm, necessariamente, ligação com Alzheimer”, encerra.

Da Assessoria de Comunicação de Cremepe
Com informações do pe360graus.com.

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