Publicado em: 02/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
O que deveria ser uma cirurgia relativamente simples teve um desfecho aterrador para os parentes da faxineira Marinete Ferreira da Silva, 64 anos. Eles denunciam que a mulher, morta na semana passada, foi vítima de um erro médico cometido pela equipe responsável pelo procedimento de retirada de um tumor no útero, há cerca de oito meses, no Instituto Materno Infantil Fernando Figueira (Imip). Durante a operação, uma pinça metálica foi esquecida na cavidade abdominal de Marinete. O fato só foi descoberto no mês passado, quando a paciente foi socorrida em outro hospital queixando-se de fortes dores na barriga.
Filho da paciente, o porteiro Josival Franquilino da Silva afirma que a morte da mãe foi conseqüência direta de negligência. “Tenho certeza que ela morreu porque deixaram a pinça”, revolta-se. Munido de exames que comprovam o erro, ele e os irmãos pretendem levar o caso à Justiça. “Não vai salvar a vida dela, mas quero impedir que um absurdo desses aconteça a outras pessoas”, diz. Segundo Josival, Marinete procurou o Imip no fim de 2005 para tratar de um problema no útero, diagnosticado como um câncer. Ela passou cerca de 15 dias internada e depois retornou para casa, onde se recuperou. Há duas semanas, porém, a faxineira começou a reclamar de um incômodo seguido de dores na barriga.
Para a surpresa dos familiares e perplexidade dos médicos, um raio-x realizado no PAM de Areias, onde ela foi socorrida às pressas, revelou o artefato. Diante da constatação, dois dias depois, Marinete foi levada ao Imip para a retirada do objeto. “Ela já chegou mal no Imip. E depois da operação foi para a UTI com infecção. Enquanto isso os médicos desconversavam e diziam para a família que isso era besteira, que casos assim aconteciam mesmo”, revolta-se Josivan. Na sexta-feira passada, o estado de saúde de Marinete se agravou e, por conta da falência nos rins, ela foi transferida para o Hospital Barão de Lucena, onde faria sessões de hemodiálise. À noite, porém, a faxineira faleceu. Na certidão de óbito consta como causa damorte uma pneumonia aguda.
Sindicância – A direção do Imip, por meio de nota divulgada ontem, reconhece o erro. “A paciente Marinete Ferreira da Silva, submetida a tratamento médico nessa unidade hospitalar, passou por procedimento para a retirada de tumoração maligna do útero e uma pinça foi realmente deixada na sua cavidade abdominal, fruto de uma lamentável fatalidade. Após o incidente, o Imip continuou a prestar à paciente todos os cuidados intensivos e a assistência especializada requerida pelo caso”, diz o documento. Segundo a nota, uma comissão de sindicância interna foi instituída para investigar o caso.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Carlos Vital, o fato acontece de forma eventual, principalmente em procedimentos de urgência. “Um caso assim pode ser classificado como erro médico, quando fica patente a negligência. Mas isso depende de uma avaliação individualizada”, afirma. Uma investigação também será aberta pela entidade para apurar o caso. Segundoestatísticas médicas, o esquecimento de corpos estranhos acontece uma vez a cada dez mil cirurgias.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com informações do Diário de Pernambuco.
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