Publicado em: 09/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Emanuel Morais é a criança com o menor peso no país a passar pelo procedimento
O pequeno Emanuel Morais Batista, que está prestes a completar sete meses de vida, já pode ser considerado um vitorioso. Ontem, ele recebeu alta do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), após um transplante de fígado. Emanuel é a criança com menor peso (5,3 kg) no país a passar por um procedimento desse tipo. Agarrado ao peito da mãe, ele parecia querer recuperar o tempo perdido.
Vítima de uma doença congênita chamada atresia das vias biliares, um problema caracterizado pela ausência dos canais que levam a bile fabricada pelo fígado ao intestino, sem o transplante, Emanuel teria poucas chances de chegar ao primeiro ano de vida, no próximo dia 15 de janeiro. “Meu filho nasceu de novo com o transplante no dia 20 de julho e terá agora duas datas para festejar”, revelou o pai, o contador Antônio Henrique Batista de Morais, 27 anos.
Um conjunto de fatores ajudou a salvar a vida de Emanuel. Primeiro, a determinação dos pais, que não se contentaram com o diagnóstico inicial do pediatra, de que a criança estaria com icterícia. “Percebemos que alguma coisa não estava normal e decidimos procurar outro médico que confirmou a doença”, contou a mãe, a comerciante Jeane Patrícia Melo de Morais, 30. O outro fator foi a sorte. Emanuel foi beneficiado pela portaria 1.160, de julho deste ano, que mudou as regras que organizam a fila de espera por um transplante. A prioridade passou a depender da gravidade do doente e não mais da ordem cronológica. No topo da nova lista, ele esperou apenas dois meses. A maioria dos pacientes fica até dois anos na fila. Alguns, morrem antes.
A cirurgia, que durou sete horas, foi realizada por um total de 14 pessoas divididas em duas equipes. O órgão foi retirado de uma criança de dois anos de idade que apresentou morte cerebral e cujos pais autorizaram a doação do órgão. Segundo Cláudio Lacerda, cirurgião-chefe do programa de transplante de fígado dos hospitais Oswaldo Cruz e Jayme da Fonte, a fase mais crítica foi superada. “O período de maior risco de rejeição é entre o 1º e o 14º diae ele já passou dessa fase”, explicou.
Segundo o médico, a maior dificuldade do procedimento foi o manejo de estruturas muito delicadas. “Tivemos que usar lentes de aumento para executar o procedimento”, explicou. Para evitar a rejeição do órgão, Emanuel terá que tomar, pelo resto da vida, um remédio chamado FK-506, fornecido pelo Ministério da Saúde. “A medicação é gratuita e até agora nunca faltou no estoque”, revelou Lacerda.
Considerado o terceiro maior centro transplantador de fígado no país em número de operações, o Huoc já realizou este ano 31 transplantes. Destes, 21 em crianças. A meta até o fim do ano é chegar a 70 procedimentos. Em 2005 foram realizados 35 transplantes de fígado.
Trabalho – A Central de Transplantes de Pernambuco (CTP) faz a captação de córnea, coração, rim e fígado. Em 2005, Pernambuco registrou 945 transplantes de diversos órgãos. Este ano, já houve um aumento até agora de 30% no número de transplantes em relação ao ano passado. A lista de espera por doadores em Pernambucoé atualmente de 6.500 pessoas. A maior procura é por córneas, um total de 3.600 pessoas, seguido de rim com 2.700 pessoas e fígado com 450.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe
Com informações do Diário de Pernambuco.
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