Publicado em: 31/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
No Recife, 200 mil usuários de 24 empresas de autogestão serão prejudicadas
Onze hospitais privados do Recife vão suspender a partir de amanhã os atendimentos eletivos (cirurgias marcadas) aos 200 mil usuários das 24 empresas de autogestão associadas ao Gremes (Grupo de Empresas de Autogestão em Saúde). Entre esses planos de saúde estão: Geap, Cassi, Fachesf, Camed, Caixa Econômica, Celpos, Sindifisco. O impasse está na negociação da nova tabela de preços do material descartável. Os hospitais alegam que os preços estão defasados. O Gremes apresentou uma proposta de reduzir em 25% o valor dos descartáveis. As empresas entram hoje na Justiça com um mandado de segurança coletivo para obrigar os hospitais a manterem o atendimento até que seja montada uma nova rede assistencial.
Os onze hospitais que vão suspender o atendimento foram listados pelo Sindicato dos Hospitais (Sindhospe). Essas unidades absorvem 90% dos serviços da rede hospitalar privada no Recife. Serão mantidos os atendimentos de emergência com risco de vida. Os hospitais também cogitam atender aos usuários das empresas de autogestão pela tabela atual, desde que eles desembolsem o valor da tabela atual e peguem o reembolso no plano de saúde.
A decisão de suspender o atendimento foi anunciada ontem em entrevista coletiva pelo presidente do Sindhospe, Mardônio Quintas. “É impossível manter o atendimento com os preços defasados”, diz. Os descartáveis representam em média 20% dos custos hospitalares, sendo um dos itens que mais pesam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Segundo Mardônio, o Gremes apresentou uma nova tabela de preços para os descartáveis com valores 25% abaixo dos que estão sendo praticados desde outubro de 2004.
Legalidade – O presidente do Gremes, Sérgio Sônego, considera a decisão dos hospitais “arbitrária”. Ele argumenta que os contratos entre os hospitais e as empresas de autogestão estão em pleno vigor e não houve pedido de descredenciamento das unidades conveniadas. “A suspensão do atendimento não tem valor legal”, alega. Pelos contratos em vigor, os prestadores de serviços devem comunicar com antecedência de 30 dias a suspensão do atendimento as empresas.
O departamento jurídico do Gremes entra hoje com um mandado coletivo na Justiça com pedido de liminar contra os hospitais, para garantir o cumprimento dos contratos. Ontem, duas empresas de autogestão se anteciparam e entraram com ações individuais para manter o atendimento aos seus clientes. O Gremes não revelou os nomes dessas empresas.
Em relação à tabela de descartáveis (seringas, agulhas, ataduras, algodão, álcool), o presidente do Gremes alega que não foi ofertada nova tabela de preços aos hospitais. “Fizemos um estudo com base nos preços de mercado e encontramos preços mais em conta dos que os praticados”. Sônego disse que os hospitais querem adotar a tabela Sinpro com mais 25%, o que está acima das condições de pagamento das empresas.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe
Com informações do Diário de Pernambuco.
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