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Cuba exporta médicos para o SUS

Publicado em: 06/09/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Escola Latino-americana de Medicina forma estrangeiros no modelo cubano de assistência à saúde

Setenta jovens ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre eles seis pernambucanos, estão estudando medicina em Cuba e devem retornar, nos próximos anos, com o objetivo de atuar em acampamentos e assentamentos, de forma integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Dirigentes do MST argumentam que os agrupamentos de famílias sem-terra estão localizados em áreas onde a fixação de médicos é difícil. “Nos assentamentos há carência de atenção médica”, diz Messilene Silva, do setor de formação do MST-PE.

O MST é uma das siglas que têm convênio com o governo cubano para obtenção de bolsas de estudo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, 600 dos 670 brasileiros que vivem na ilha estudam medicina. Eles têm direito a ensino médico gratuito, com casa e comida garantidos por Cuba.

Os candidatos são selecionados por partidos políticos e movimentos sociais. “Meu filho se formou na semana passada. Estou muito feliz. Ele voltará ao Brasil e quer se especializar em cirurgia plástica”, conta o vereador José Carlos Correia (PSB), de Goiana, na Mata Norte. O filho, também do PSB, tem 29 anos e iniciou o curso em 2000.

Em Cuba, há jovens que tentaram estudar no Brasil, mas não conseguiram vencer o vestibular de medicina. Na Universidade de São Paulo (USP), a disputa por vagas foi de 32,86 este ano. Na Universidade de Brasília (UnB), chegou a 82,28 na segunda edição de 2006. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a concorrência tem oscilado nos último cinco anos entre 21,73 e 27,5 candidatos por vaga.

O governo de Fidel Castro criou a Escola Latino-americana de Medicina para formar estrangeiros no modelo cubano de assistência à saúde. Em vez de apenas exportar profissionais, concedeu bolsas a países americanos, caribenhos e africanos. Os parceiros passam a ter médicos com formação voltada à prevenção. Cuba ganha simpatia e investimento, já que os jovens acabam consumindo e movimentando o mercado interno do país sob efeitos do embargo econômico.

A medicina cubana é inspiração para o Programa Saúde da Família (PSF), implantado no Brasil a partir dos anos 90. É reconhecida pela tecnologia, favorecendo o turismo terapêutico. Médicos de Cuba atuam no território brasileiro por meio de convênios de cooperação técnica nessa área.

A nova modalidade de intercâmbio está fazendo o governo brasileiro adotar providências. O conselheiro Igor Kitman, do Ministério das Relações Exteriores, explica que foi criada uma comissão, formada por faculdades de medicina brasileiras, para avaliar o curso cubano. “Concluíram que a qualidade é boa”, informa. Mesmo assim, segundo ele, está sendo proposta a inclusão de duas disciplinas: epidemiologia das doenças brasileiras e SUS.

A idéia é eliminar o exame feito para validação de diploma no Brasil. Segundo Kitman, no início do mês passado, o governo cubano aceitou incluir as duas matérias, que seriam ministradas por brasileiros.

Validar diploma e conseguir registro nos conselhos de medicina não tem sido fácil para médicos cubanos. Genário Barbosa, coordenador de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM), diz que o exame de validação do diploma tem que ser obrigatório para todos que se formam fora do País. E, no caso dos brasileiros que estudam em Cuba, deve ser mantido mesmo com a inclusão das duas disciplinas propostas. “Estudar fora do País é um direito que cabe ao cidadão, mas a validação tem que existir”, diz.

Segundo a Polícia Federal, há mais de 3 mil cubanos vivendo no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores acredita que parte deles são parentes de profissionais que atuam no País. A reportagem do JC entrou em contato, por telefone, com a Embaixada de Cuba no Brasil, mas não obteve resposta.

Preparação científica, ética e humanista, faz parte do currículo

A Escola Latino-americana de Medicina abriga 7,2 mil jovens de 24 países. A primeira turma foi formada no ano passado. A maioria é proveniente de 19 países latino-americanos. Há também estudantes da África e até mesmo dos Estados Unidos.
Os dados sobre a escola, que funciona em Santa Fé, Havana, em instalações que pertenciam à Academia Naval, estão disponíveis no site da Embaixada de Cuba.

A missão é formar médicos generalistas básicos, orientados para a atenção primária de saúde, com preparação científica, humanista, ética e solidária. Pessoas que possam atender às necessidades de sua população para desenvolvimento humano sustentável.

O site divulga também as condições para obter bolsas de estudo. Não são aceitos pedidos individuais, apenas os encaminhados por instituições oficiais, políticas, governamentais e sociais brasileiras. A bolsa contempla moradia, alimentação e estudos de forma gratuita, em iguais condições à dos bolsistas cubanos. Os custos das passagens aéreas ficam por conta do bolsista.

Para concorrer às bolsas é preciso ter idade máxima de 25 anos, ensino médio, aptidão física e mental, e pertencer a famílias de baixa renda. São exigidos documentos como certidão de nascimento (autenticado em cartório e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil), certidão e histórico escolares de ensino médio (autenticados pelos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores de Brasil), entre outros.

Depois de ser selecionado no Brasil, o estudante faz curso pré-médico ao chegar em Cuba. Se não obtiver notas suficientes, é obrigado a repetir as aulas. A primeira parte do curso universitário é dada na Escola Latino-americana. A partir do segundo ano, cada um escolhe em que faculdade de medicina deseja completar o curso, que é de seis anos, como ocorre no Brasil. O contato com o paciente começa desde o início do curso, assim como o estudo sobre o sistema de saúde local.

Na Venezuela, integrantes do MST fazem agronomia

A solidariedade latino-americana, que voltou a ser pregada com maior freqüência a partir da ascensão da esquerda no continente, também deve ajudar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra a formar agrônomos e médicos na Venezuela. Messilene Silva, do setor de formação e da direção do MST em Pernambuco, informa que mais 140 integrantes devem estudar fora do Brasil, a partir de convênio entre a Via Campesina e a Escola Latino-americana que o governo venezuelano fundou. Setenta farão agronomia e outro número igual, medicina. Nos dois grupos há quatro e cinco pernambucanos, respectivamente.

Os futuros agrônomos estão fazendo curso preparatório desde agosto em São Paulo, recebendo aulas de espanhol e de iniciação em temas que serão tratados durante a formação superior. De lá, eles viajarão à Venezuela. As aulas começarão no dia 18, em Barinas. Os de medicina devem seguir em setembro.

O objetivo, conforme Messilene, é que os jovens militantes, quando formados, retornem aos acampamentos e assentamentos, assim como se espera dos que estão em Cuba. Os que estudam em Havana e outras cidades cubanas voltam ao Brasil a cada dois anos, para visitar os familiares e os amigos. E o interesse de trilhar o mesmo caminho é de muitos. No último ano, em Pernambuco, mais de 20 se interessaram em cursar medicina na terra de Fidel.

“Pretendo fortalecer o SUS”

Técnico em agropecuária, nascido em Vitória de Santo Antão, Edinaldo Ferreira da Silva Filho entrou no MST em 1999, para dar assistência técnica. Neto de agricultores expulsos da terra que cultivaram, sempre teve simpatia pela luta em favor da reforma agrária. No movimento, passou a fazer parte do núcleo de estudo e da produção de plantas medicinais. Mas o sonho de ser médico, da infância e esquecido pelas dificuldades da juventude, voltou à tona em 2000, quando recebeu a proposta de estudar em Cuba. Hoje, aos 26 anos, faz planos para o futuro próximo. “Quero atuar nas áreas mais necessitadas e ajudar a fortalecer o SUS.”

Edinaldo é um dos seis pernambucanos ligados ao MST que estudam medicina em Cuba. “Fiz curso preparatório em São Paulo e em 2001 segui para Havana, onde iniciei o pré-médico”, conta. Esses estudos, com duração de seis meses, incluíram aulas de biologia, sistema de saúde cubano, química, física, espanhol, inglês, história geral e da medicina, mais educação física. Só depois teve início o curso médico, que possibilita o contato com o paciente logo no primeiro ano. “Isso ocorre nos ambulatórios, hospitais e nas comunidades”, conta, impressionado com a relação médico-paciente naquele país. “Em Cuba, paciente não é cliente”, afirma.

A formação inclui não só as clínicas básicas, mas também as especialidades de cardiologia, ortopedia, oftalmologia, dermatologia, epidemiologia e ciência de desastres. Edinaldo estuda no momento no Instituto Superior Carlos Juan Finlay, na Província de Camagüey, onde está a maioria dos brasileiros e são desenvolvidos projetos de fitoterapia. Ele e os colegas do quinto ano, brasileiros, cubanos e de outros países, acompanham pacientes internados, realizando exames físicos completos como tarefa diária obrigatória.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Reportagem de Verônica Almeida, do Jornal do Commercio.

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