Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins

Corregedor critica conduta de médicos

Publicado em: 12/09/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Profissionais teriam se tornado “garotos-propaganda” dos laboratórios

Dirigente da entidade que julga as infrações éticas de médicos brasileiros, o cardiologista Roberto Luiz d´Avila tocou em uma questão polêmica durante o Simpósio Sul-Americano de Clínica Médica, que termina hoje em Bento Gonçalves, na Serra.

Influenciada por brindes e estadias gratuitos em congressos realizados em regiões turísticas ou hotéis cinco estrelas, muitos profissionais transformaram-se, segundo o corregedor do Conselho Federal de Medicina, em “garotos-propaganda de luxo da indústria farmacêutica”.

O temor de D´Avila é que essa relação antiética arranhe a confiança dos pacientes nos médicos. – A indústria farmacêutica aplica cerca de 30% de seu faturamento em publicidade e marketing. Quase tudo é dirigido aos médicos. Artigos mostram que eles são influenciáveis pela publicidade, cada vez mais agressiva – disse D´Avila, em entrevista a Zero Hora ontem.

Para evitar que os efeitos se agravem, a entidade tentará, até o fim do ano, estabelecer novas regras para o relacionamento entre a classe e os laboratórios, inspiradas em iniciativas européias. O conselho já publicou uma resolução para tratar o assunto em 2000, mas não surtiu efeito, reconhece o corregedor.

A medida proíbe, por exemplo, que um profissional vincule a prescrição ao recebimento de brindes, ou seja, que receite um remédio porque ganhou um presente. Também determina que, ao participar de palestras ou escrever artigos sobre produtos farmacêuticos, o médico informe sobre os agentes que patrocinaram suas pesquisas ou apresentações.

Para contrapor os argumentos do dirigente, Zero Hora tentou contato com o presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Ciro Mortella, mas não conseguiu localizá-lo. A reportagem também procurou a direção do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul (Sindifar), que preferiu não comentar o assunto por considerá-lo de responsabilidade da Febrafarma.

“A indústria farmacêutica é um negócio, precisa vender”
Entrevista: Roberto Luiz d´Avila, corregedor do Conselho Federal de Medicina

O cardiologista Roberto Luiz D´Avila defende que os médicos não possam aceitar brindes:

Zero Hora – De que forma a indústria farmacêutica conquista os médicos?

Roberto Luiz d´Avila – O marketing vai desde a oferta de pequenos brindes, como canetas, agendas, até passagens e estadias para congressos. Descobrimos agora que a indústria usa outra metodologia com as farmácias: ela tem acesso ao receituário e sabe quais são os médicos que receitam o seu produto.

ZH – Como ocorre a pressão?

D´Avila – Colegas reclamam que o propagandista de laboratório chega no consultório e diz: “Eu lhe visito todo mês, dou-lhe amostra, tenho oferecido uma série de presentes, e o senhor não receita meu produto?”. Tem propagandista que fala: “Olha, eu preciso este mês fechar as vendas neste produto e vejo que não vou conseguir alcançar a meta, por favor, me ajude”. É uma relação que começou a ficar doentia.

ZH – Essa “relação doentia” é comum e generalizada no país?

D´Avila – Muitos médicos que recebem os propagandistas em seus consultórios acham que os brindes e almoços são desinteressados. Acreditam que se mantêm íntegros e não sofrem influência. É muita ingenuidade. Esquecem que a indústria farmacêutica é um negócio, precisa vender, ter lucro. Há também muita esperteza de alguns poucos médicos.

ZH – Como estabelecer uma relacionamento com os laboratórios sem promiscuidade?

D´Avila – É preciso uma relação transparente. Os brindes devem ser abolidos: o médico não precisa de almoço, jantar. A indústria farmacêutica pode e deve continuar próxima dos médicos, informando quais são seus produtos e lançamentos. Pode patrocinar livros, trazer um speaker que diga claramente no início da palestra que está sendo pago pelo laboratório para falar do remédio. É preciso ser mais claro.

ZH – O senhor também é contra as amostras grátis?

D´Avila – Não há necessidade de amostras. Posso dar a algum paciente, mas, se usa amostra grátis, você praticamente obriga o paciente continuar com aquela prescrição. Os 30% que a indústria gasta com almoços, jantares e amostras podem ser revertidos com benefícios com o barateamento do preço do remédio na farmácia.

ZH – Como o paciente pode se precaver disso?

D´Avila – Não é prática generalizada, mas não vejo impedimento para que pacientes esclarecidos discutam essa situação com o médico.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul.

×
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Surto de dengue em Parnamirim: prefeito pede mais...

O prefeito do município de Parnamirim, Fernando Cabral, será recebido na tarde...

Leia Mais

Caravana do Cremepe chega a sua última etapa

A Caravana do Cremepe deu início na segunda-feira, 23.05, a sua terceira...

Leia Mais

Médicos pedem policiamento à SDS

Representantes do Cremepe e do Sindicato dos Médicos, se reuniram na noite...

Leia Mais

Imip promove seminário sobre economia da saúde

O evento integra o calendário de atividades, que vêm ocorrendo ao longo...

Leia Mais

Médicos preferem dividir escolha de tratamento com paciente

O paciente vai ao médico. O profissional faz perguntas, examina-o e indica...

Leia Mais

Oportunidade de trabalho para médicos no Mato Grosso...

A Prefeitura Municipal de Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, está contratando,...

Leia Mais

Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94

Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94