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Fila cria "migrantes" do transplante

Publicado em: 25/09/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Muitos pacientes que precisam de fígado são obrigados a viajar porque só existe hospital credenciado em 11 Estados

Feliciano do Amaral, de 47 anos, descobriu no ano passado que seu fígado havia sido silenciosamente consumido pela hepatite C. Após tentar se curar com remédios, ouviu dos médicos que a única esperança seria um transplante. Como a cirurgia não é feita em nenhum lugar da região Norte, ele teria de deixar Manaus. Não pensou duas vezes. Afastou-se do trabalho, arrumou as malas e, com a mulher, mudou-se para Porto Alegre. Já está há dois meses no outro extremo do País, sem data para voltar.

Amaral é um dos milhares de “migrantes do SUS”, doentes que precisam de tratamentos do Sistema Único de Saúde inexistentes em suas regiões e que, para não morrer, se vêem obrigados a buscá-los longe de casa. No caso do transplante de fígado, só 11 Estados têm hospitais credenciados. Em todo o Norte e Centro-Oeste e em boa parte do Nordeste, não existe nem sequer uma equipe médica habilitada. A realidade é parecida em outras cirurgias de alta complexidade.

“Seria muito mais fácil se eu estivesse em Manaus, com a família e os amigos, em casa, numa cidade que não é desconhecida”, diz Amaral, ao lado da mulher, enquanto aguarda mais um exame na Santa Casa de Porto Alegre. Somente com todos os resultados em mãos ele entrará na fila do fígado. “Preciso ter paciência. Minha vida depende disso.”

ACREANOS EM SÃO PAULO

Hoje, no Brasil, há cerca de 7,5 mil pessoas espalhadas pelas 11 filas estaduais do transplante de fígado. A distribuição é desigual. A mais concorrida é a de São Paulo, com 4 mil pacientes. Do total, perto de 700 são “migrantes”- 130 acreanos, por exemplo.

Logo depois, vem o Rio Grande do Sul. Lá, dos 450 pacientes, perto de 90 saíram de outros Estados, principalmente do Amazonas, do Pará e de Goiás. “O SUS é nacional. Todo cidadão tem o direito de ser atendido, não importa a residência”, explica Denise Sarti, da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério da Saúde, não é possível saber quantos daqueles 7,5 mil brasileiros estão fora de seus Estados, porque, ao entrar na lista, muitos fornecem o endereço dos parentes ou amigos onde ficarão hospedados até chegar a data do transplante.

Ao contrário do rim, para o qual existe a diálise, ninguém pode ficar muito tempo com um fígado em colapso. O órgão é responsável por dezenas de funções vitais. Ajuda na digestão, neutraliza o efeito das drogas, produz as substâncias de coagulação do sangue e armazena nutrientes.

Certas doenças podem prejudicar o fígado. A principal é a cirrose, decorrente da bebida e das hepatites B e C. Quando os danos são irreversíveis, a saída é o transplante. O fígado vem, na maioria das vezes, de uma pessoa morta. Há casos em que o doador é um vivo (retira-se um pedaço do órgão, que se regenera).

O jornalista Eduardo Araújo e Silva, de 63 anos, saiu de Belém na semana passada para fazer exames pré-operatórios em São Paulo. Retorna ao Pará nos próximos dias, já que sua vez na fila só deve chegar em dezembro. Ele elogia o fato de as passagens aéreas e toda a cirurgia serem pagas pelo SUS, mas se queixa das dificuldades de estar longe de casa. “Vou precisar de um acompanhante aqui em São Paulo após a operação. Tenho quatro filhos, que trabalham. Não posso desestruturar a vida deles por dois, três meses. Não será justo pedir que deixem Manaus para ficar comigo.”

DOIS MESES NA PARAÍBA

A “migração” ocorre até mesmo quando o SUS oferece a cirurgia na região do paciente. Nesse caso, os doentes viajam para locais onde serão atendidos com mais rapidez. Um dos Estados evitados é a Bahia, onde se realiza um transplante por mês – é baixíssima a obtenção de órgãos. Em São Paulo, a captação de fígados é alta, mas essa vantagem acaba anulada pela grande quantidade de pessoas na fila.

No ano passado, a farmacêutica Eliane Lopes Jimenes, de 40 anos, abandonou a fila paulista porque sua vez só chegaria dentro de três anos. Mudou-se para a Paraíba, um Estado bem menos concorrido. “Deixei em São Paulo o meu tesouro maior, que é minha filha. Meu marido ia a cada dez dias. Foi triste e difícil. Eu passava o dia todo na rede. Acabei ficando depressiva.”

Após dois meses em João Pessoa, a doença de Eliane, uma cirrose biliar, piorou ao ponto de o transplante precisar ser imediato. Ela voltou para São Paulo e, sem opção, entrou com uma ação nos tribunais. Ganhou o direito de furar a longa fila. Hoje, um ano depois, sua saúde está ótima.

Para os especialistas, as “migrações” ocorrem pelo fato de os Estados não demonstrarem interesse em criar equipes de transplante. As exigências do Ministério da Saúde para o credenciamento são rigorosas. Os médicos precisam ter experiência comprovada, os hospitais devem ter toda a infra-estrutura e o sistema de captação de órgãos precisa ser eficiente. “Os transplantes estão concentrados em certas regiões porque poucas equipes preenchem os requisitos”, diz Maria Cristina Castro, presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.

A situação também é vista com preocupação pelo Ministério da Saúde. “É necessário que haja vontade local”, diz o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Roberto Schlidwein. Ele afirma que o ministério tem incentivado os Estados com centros de transplante a ensinar os Estados que não têm.

O Pará e o Maranhão, por exemplo, têm convênio com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, que é responsável por 10% de todos os transplantes de fígado feitos no País.

No Sul, 3 casas só para os transplantados do Amazonas

Diante do grande número de pacientes que precisam fazer transplante de fígado, a Secretaria da Saúde do Amazonas resolveu neste ano alugar três apartamentos em Porto Alegre. Um deles fica em frente à Santa Casa da capital gaúcha, onde são feitos os exames pré-operatórios e os transplantes.

Cerca de 20 amazonenses, entre doentes e seus familiares, estão hoje nesses locais. “O fígado tem de ser transplantado logo após a morte do doador. Por isso, os pacientes já precisam estar em Porto Alegre quando o órgão aparece”, explica o secretário da Saúde do Amazonas, Wilson Alecrim. O Estado espera começar a realizar transplantes de fígado dentro de cinco anos.

Os apartamentos foram alugados em razão da pressão de entidades de transplantados de Manaus e de Porto Alegre. Aos poucos, as residências estão sendo mobiliadas, principalmente com doações obtidas pelas entidades.

Além do lugar para ficar e das passagens aéreas, cada paciente recebe do governo uma ajuda de custo de R$ 450 por mês. Considerando o pré e o pós-operatórios, é possível que alguns amazonenses fiquem na capital gaúcha por mais de um ano.

Feliciano do Amaral, de 47 anos, está lá há dois meses. Com a mulher, ele divide um dos apartamentos com dois casais. “Teve gente que chegou com a roupa do corpo, achando que aqui é quente como Manaus. Fazia uns 4°C. Sorte que conseguimos umas roupas emprestadas para eles não morrerem de frio”, conta ele. “Tenho muitas saudades da família e dos amigos. Mas Manaus é tão longe que o cartão telefônico acaba rapidinho. Nem dá para falar com todo mundo.”

DIREITO DE TODOS

De acordo com o a Constituição Federal, a mais alta lei do País, a saúde é “direito de todos e dever do Estado”. Por isso, todos podem receber tratamento médico até mesmo quando não é oferecido na cidade onde moram. Nesses casos, é preciso solicitar à Secretaria da Saúde o TFD, sigla de tratamento fora do domicílio, que inclui transporte, hospedagem e alimentação. Tudo é pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O TFD vale quando o paciente mora a mais de 50 km do hospital onde será feito o tratamento.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações de Ricardo Westin, do jornal O Estado de São Paulo.

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