Publicado em: 06/10/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Imunização completa, com pelo menos três doses em seis meses, deverá chegar a mais de R$ 2 mil
A primeira vacina contra o papilomavírus humano (HPV), responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero, pode ter o maior preço já visto nas clínicas de vacinação do País: de R$ 500 a R$ 700 a dose. Significa que a imunização completa da Gardasil, fabricada pelo laboratório Merck, poderá custar às brasileiras entre R$ 1,5 mil e R$ 2,1 mil, já que o fabricante recomenda três aplicações no período de seis meses.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal que regula os preços dos medicamentos no País, está em fase final de aprovação do valor definitivo pelo qual a Merck poderá vender o produto. Mas as negociações já começaram.
“O preço sugerido pelo fabricante vai ficar em torno de R$ 500. Será muito difícil alguma clínica escapar da faixa de R$ 550 a R$ 700”, conta Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e um dos sócios da clínica de vacinação Clinivac. Nos laboratórios da rede Delboni Auriemo, por exemplo, a previsão é que o valor do produto fique em pelo menos R$ 500.
Hoje, a vacina mais cara no mercado é a pneumocócica conjugada (bactéria que causa pneumonia e um tipo de meningite), para crianças com menos de 1 ano. Preço médio: R$ 220. Nos Estados Unidos, onde a Gardasil foi aprovada em junho deste ano, a dose custa US$ 120.
“Um dos possíveis motivos do alto preço é a falta de concorrência”, explica Jesse Reis Alves, assessor médico da Área de Vacinação do laboratório Fleury. A Merck é a única fabricante. O laboratório Glaxo desenvolve uma vacina contra o HPV e está em fase final de testes clínicos em humanos.
Não há previsão de que o governo compre a Gardasil por enquanto. “Quando o Ministério da Saúde compra uma vacina, ela automaticamente perde valor nas clínicas particulares”, conta o médico do Fleury. A vacina de rotavírus, por exemplo, já custou em torno de R$ 250. Depois de entrar no calendário do governo, em março, pode ser encontrada por cerca de R$ 180.
9 A 26 ANOS
A Gardasil é indicada para mulheres de 9 a 26 anos de idade, não infectadas. Ela combate quatro tipos de HPV – aqueles que respondem pelos casos de câncer de útero (tipos 16 e 18) e responsáveis por 90% das verrugas genitais (tipos 6 e 11).
A aplicação é feita em três doses – a segunda é dada dois meses depois da primeira e a terceira, após seis meses da dose inicial. O tempo de imunização é de cinco anos, mas isso não significa que depois desse período a mulher terá de ser imunizada de novo. “O prazo de cinco anos de proteção corresponde ao tempo comprovado em pesquisas. Pode ser que ele seja ainda maior”, diz João Sanches, diretor de Comunicação da Merck.
Só neste ano, serão 19.260 novos casos de câncer de colo de útero, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer. A contaminação pode ocorrer em qualquer tipo de contato com a área genital, mesmo oral ou por manuseio – os homens atuam como vetores da doença na transmissão. Na maioria das vezes a infecção não tem sintomas. O HPV pode ser detectado pelo papanicolau, exame ginecológico que checa alterações nas células do colo do útero.
A data de lançamento da vacina depende do aval da CMED. As clínicas apostam que nas próximas semanas a Gardasil já comece a ser vendida no Brasil.
Vacinação deve ser obrigatória
A revista médica britânica The Lancet afirmou em sua última edição que os países europeus deveriam vacinar de forma obrigatória meninas com idade a partir de 11 e 12 anos contra o HPV.
“Para que a erradicação do vírus seja efetiva a longo prazo todas as adolescentes devem ser imunizadas”, diz o editorial.
A Lancet lembra ainda o exemplo do Estado americano de Michigan, que aprovou uma lei no mês passado obrigando a vacinação das meninas dessa faixa etária.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações de Adriana Dias Lopes, do Estado de São Paulo, com Agência Efe.
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