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Agressão nas escolas preocupa pediatras

Publicado em: 11/10/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Pediatras estão alertando para a agressão (física e psicológica) repetida entre estudantes, nas escolas. No Congresso Brasileiro de Pediatria, que será encerrado hoje, no Centro de Convenções de Pernambuco, o comportamento denominado bullying foi apresentado como problema de saúde pública. “É a forma mais comum de violência na infância e adolescência, principalmente entre os 11 e 13 anos”, afirmou o médico Aramis Lopes Neto, da Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).

Segundo ele, o comportamento tende a ser visto como inofensivo e se manifesta de diferentes formas. Inclui espancamentos e pressão psicológica, como xingamentos, apelidos, exclusão, fofoca e ameaças. “A vítima é impedida de participar dos grupos ou é obrigada a dar a merenda ao agressor, por exemplo”, relata o pediatra.

“Os que praticam, tendem a ter atos cada vez mais agressivos. Os que sofrem a agressão, têm depressão, baixa estima, adoecem e podem ter problemas de relacionamento afetivo e social para o resto da vida”, explica.

Neto cita que uma pesquisa feita em 2002 e 2003, com 5.800 estudantes de 5ª a 8ª série de 11 escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro, detectou que 40% estavam envolvidos com a prática agressiva repetida, como autor ou vítima. Cerca de 80% não aprovavam esse comportamento, mas não sabiam como resolver o problema.

Segundo Aramis Neto, os pais, professores e pediatras devem ficar atentos ao problema. “É comum o pai perguntar apenas sobre as notas. É preciso perguntar se o filho se sente bem no ambiente escolar e como se relaciona com seus colegas”, ensina. A mesma sondagem deve ser feita pelos pediatras nas consultas regulares.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.

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