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Cremerj apóia Congresso Franco-Brasileiro de Oncologia

Publicado em: 18/10/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

O Professor David Khayat, atual presidente do INCA, Instituto de Cancer da França, representando o Governo Francês, assinará com autoridades brasileiras, o Tratado de Paris durante o IV Congresso Franco Brasileiro de Oncologia, evento da Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia apoiado pelo CREMERJ. Este Tratado é um compromisso sobre a relaçao com os pacientes de cancer (Leia abaixo) já assinado pelo Presidente da França e mais 32 países. Na America do Sul já foi assinado pelo presidente do Uruguai, o também médico oncologista, Tabarez Vasques em novembro de 2005.

O IV Congresso Franco Brasileiro de Oncologia trará a “nata” da oncologia mundial e acontece de 2 a 4 de novembro 2006, no Hotel Sofitel, Rio de Janeiro (RJ). O IV Congresso Franco Brasileiro de Oncologia terá tradução simultânea em todas as Sessões, justamente para facilitar esse congraçamento entre os médicos de ambos os países.Outras informações e inscrições pelo site www.oncologiafrancobrasileira.com.

A NATA DA ONCOLOGIA ESTARÁ NO BRASIL

De acordo com uma das organizadoras do evento, a oncologista Dra. Carla Ismael, membro da Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia e da Câmara Técnica de Oncologia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), “O Congresso contará com os mais representativos nomes da Cancerologia Mundial, como no caso de Câncer de Mama, a Dra. Martine Piccart, presidente do BIG ( Breast International Group), maior Grupo Cooperativo de Mama do Mundo, que é também a presidente atual da EORTC ( European Organization of Research and Treatment of Cancer ). Dr. Fabrice André, que recebeu o premio de melhor oncologista da Europa pelo ESMO (European Society of Medical Oncology ) e que vem desenvolvendo pesquisa na área de fatores preditivos para a evolução do Câncer de Mama. Dr. Joseph Gligorov, oncologista clinico, que em conjunto com Prof Moise Namer fizeram no ultimo ASCO ( American Society of Clinical Oncology) aprersentou o painel educacional sobre os Guidelines em Câncer de Mama.Dr. Alain Monnier, professor em Monbeliard, e responsável pelo trial com inibidores de aromatase adjuvante no tratamento dos tumores de Mama, outro estudo que mudou a forma de se tratar esse doença.

“Para o Câncer de Pulmão, teremos o DR. Thierry Le Chevalier, o responsável pelo estudo IALT em tratamento Adjuvante de Câncer de Pulmão., o primeiro estudo que mostrou o beneficio do tratamento quimioterapico após a cirurgia em Câncer de Pulmão, e nos Dara em primeira mão as atualizações do mesmo. O Dr. Jean Charles Soria, brilhante professor do Institut Gustave Roussy,que faz inúmeros estudos com novas drogas e sensibilidade ao tratamento das células de câncer de Pulmão, o Dr. Aimery DeGramont, o maior especialista em Câncer de Colon do mundo, responsável pelos tratamentos adjuvantes dessa doença, que inclusive leva o seu nome, Esquema “DeGramont”.

Ele é o responsável pelo GERCOR(Groupe de Etude et de Recherche em Cancerologie), e nos trará os últimos resultados atualizados do grupo. O Dr. Jean Bourhis, chefe do departamento de Radioterapia do Institut Gustave Roussy,a maior autoridade em tumores de Cabeça e Pescoço e presidente do GORTEC ( Groupe Oncologique et de Radiotherapy de Traitement du Câncer), o responsável sobre a Meta analise da Radioterapia no Câncer de Cabeça e Pescoço. O Dr. Hugo Marsiglia,chefe da Patologia Mamaria do Institut Gustave Roussy, um dos introdutores da radioterapia intraoperatória no Câncer de Mama que vai participar da III Jornada Franco Brasileira de Radioterapia,juntamente com Jean Bouhris e Jean Pierre Gerard, presidente do Centre Anticancer Antoine Lacassagne, em Nice, pioneiro no tratamento Radioterápico de tumores de Reto, e desenvolve novas técnicas de radioterapia para tratamento dos Tumores do Reto.

Jean Pierre Armand, maior autoridade no desenvolvimento de Novas Drogas, responsável por inúmeros estudos com moléculas anti angiogenicas atuais.Lya Ju, pesquisadora chinesa de novas moléculas para o tratamento do Câncer. O Dr. Philippe Dartevelle, professor de Cirurgia Torácica , que fará toda a atualidade cirúrgica durante a II Jornada Franco Brasileira de Cirurgia Torácica. O Dr. Thomas Tursz, presidente do Institut Gustave Roussy,da Federação dos Centros de Luta Contra o Câncer da França,e Vice Presidente da EORTC, imunologista brilhante, que falara sobre o Futuro da Cancerologia.

“Alem do Programa Cientifico do IV Congresso Franco Brasileiro de Oncologia, teremos pela primeira vez no Brasil, “ The Best of ESMO”,apenas um mês após o término do Congresso da ESMO em Istambul, e com a presença dos presidentes atual , Hakan Melsted e eleito dessa Sociedade, Jose Baselga.

“A ASCO(American Society of Clinical Oncology) fará com a SFBO ( Sociedade Franco Brasileira de Oncologia) um Joint Symposium sobre o Curriculum Global em Cancerologia, que versa sobre o conteúdo necessário para o ensino da cancerologia no mundo.O Prof Eduardo Cazap,presidente do International Affaires da ASCO, e presidente do SLACOM(Grupo Latino Americano de Oncologia clinica)será co-chair,juntamente com dr Gilberto Schwartsmann dessa reunião, e serão convidados os presidentes da SBOC e SBC,assim como INCA para participar também, assim como a Dra Martine Piccart e Fabrice André pela ASCO e ESMO.

Enfim, o IV Congresso Franco Brasileiro de Oncologia se anuncia como o maior e melhor de todos os que já organizamos no Brasil, pelo leque dos convidados internacionais que participarão do mesmo, assim como pela aliança com as duas maiores Sociedades de Câncer do mundo ( ASCO e ESMO), fato inédito no nosso Pais.

Tratado de Paris (4 de Fevereiro de 2000)

O Tratado de 4 de Fevereiro de 2000, assinado no Fórum mundial contra o Câncer para o Novo Milênio, Chartre de Paris reconhece a luta contra o câncer como uma prioridade internacional.

Profundamente perturbados pelas repercussões importantes e universais do câncer sobre a vida humana, o sofrimento humano, e sobre a produtividade das nações, Comprometidos na humanização e numa parceria universal dos povos frente ao câncer, num esforço permanente de luta contra esta doença, antecipando o ritmo de rápido crescimento da incidência do câncer sobre todo planeta, seja nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, Reconhecendo a necessidade de uma intensificação das inovações em todos os domínios da investigação sobre o câncer, da prevenção e dos tratamentos, persuadidos que a qualidade dos cuidados é um direito essencial do homem, reconhecendo que certas melhorias já possíveis a nível da sobrevivência do câncer ainda não foram obtidas devido a um recurso insuficiente à prevenção, financiamentos inadaptados e um acesso desigual à tratamentos anticanceres de qualidade, certos que vidas humanas podem e devem ser salvas graças a um melhor acesso às tecnologias existentes, Candidato à nada menos que uma aliança invencível – entre investigadores, profissionais da saúde, doentes, governos, indústrias e meios de comunicação social – de luta contra o câncer e contra os seus melhores aliados que são o medo, a ignorância e resignação….

Nós, abaixo assinados, a fim de prevenir e curar o câncer, e a fim de assegurar a melhor qualidade de vida possível às pessoas que vivem com esta doença e às que morrem por causa dela, nós nos comprometemos plenamente e nos consideramos responsáveis pêlos princípios e práticas definidos a seguir:

Artigo I

Qualquer pessoa portadora de câncer tem os mesmos direitos que qualquer ser humano. O movimento atual consiste em definir e aplicar os direitos dos doentes com câncer é indispensável para que sejam reconhecidos e protegidos o valor e a dignidade dos pacientes portadores de câncer, no mundo todo.

Artigo II

Os estigmas associados ao câncer representam um obstáculo importante ao progresso ao mesmo tempo nos países desenvolvidos e em desenvolvimento e provocam freqüentemente:
– traumatismo emocional ilegítimo para os doentes e as suas famílias
– prejuízos e uma discriminação no que diz respeito às pessoas atingidas de câncer quando trata-se da sua vida profissional e/ou a sua participação na vida social
– dificuldades financeiras e uma perda de produtividade
– dificuldades de comunicação e uma educação insuficiente do público
– um sentimento excessivo de fatalismo que pode ter repercussões contrárias no compromisso dos governos, dos organismos de saúde e as instituições na sua participação na luta contra o câncer.

As partes do presente Tratado comprometem-se a melhor compreender e erradicar os estigmas associados ao câncer a fim de redefinir de maneira indiscutível esta doença como uma patologia biológica potencialmente curavel e não uma condição social. A reorientação positiva da opinião, a percepção e as preocupações do público relativa ao câncer e aos milhões de vidas que ele afeta, permitirá a inteira realização cada uma das prioridades abaixo.

Artigo III

As partes comprometem-se profundamente a trabalhar para a criação de um ambiente ótimo para a inovação em matéria de investigação contra o câncer.
– O conhecimento dos mecanismos biológicos do câncer e os mecanismos essenciais que permitem ao câncer de aparecer e progredir, estão relacionados com os progressos obtidos e todos os progressos que virão, e também com as taxas de cura e a qualidade de vida de milhões de pessoas no mundo. Se queremos ganhar a luta contra o câncer, devemos acelerar a identificação de novos alvos que permitem a detecção, o diagnóstico e o tratamento dos tumores.

As partes comprometem-se a fazer todo o possível para melhorar os financiamentos governamentais e industriais da investigação fundamental, a apoiar e incentivar as que inovam, e melhorar as condições que permitem aos cientistas trabalhar em liberdade, para que os limites atuais do conhecimento recuem cada dia mais.
– A investigação clínica é indispensável para que a investigação fundamental tenha um impacto na vida dos seres humanos. As descobertas capitais em matéria de biologia molecular ou genética não terão nenhum impacto na prevenção, no rastreamento, no diagnóstico e no tratamento do câncer, se não forem desenvolvidos durante ensaios clínicos em grande escala. A investigação clínica permite igualmente trazer, em troca, informações indispensáveis à investigação de laboratório fundamental em curso.

Este tipo de investigação translacional, habitualmente efetuada por instituições que dispõem ao mesmo tempo de estruturas de investigação fundamental e clínica, permite testar rapidamente as hipóteses geradas em laboratório. O progresso imediato obtido a nível clínico graças à investigação translacional permite reorientar de maneira significativa os esforços de investigação fundamental e estimular a produção de novas hipóteses importantes.

Apesar da sua importância, a investigação clínica é ameaçada não somente pela falta de financiamentos, mas também por uma falta de compromisso por parte dos profissionais da saúde e das instituições – assim como uma falta de conhecimento dos pacientes do interesse e dos benefícios em participar destes ensaios clínicos. A falta de harmonização entre os países a nível dos dispositivos legais e regulamentares, pode igualmente tornar os grandes ensaios clínicos internacionais – muito eficazes estatisticamente e susceptíveis de fazer progredir rapidamente as práticas médicas – a se tornar de difícil realização e extremamente dispendiosos.

As partes se comprometem a sensibilizar aqueles que representam na investigação clínica e estimular o seu compromisso neste sentido, assim como reforçar em todas oportunidades as infra-estruturas internacionais de investigação.

As partes comprometem-se além disso a fazer com que melhor e universalmente se reconheça, a noção de consentimento informado – aos pacientes devendo ser informados inteiramente os objetivos, os riscos e as vantagens de qualquer ensaio clínico. As partes procuram assim permitir a realização de ensaios clínicos rápidos e eficazes, que recrutariam os doentes éticamente e dar-lhes-iam o direito de participar realmente da luta contra o câncer.

Artigo IV

Apesar dos formidáveis progressos da luta contra o câncer, os resultados em matéria de sobrevivência variam consideravelmente no mundo – não apenas entre os países, entre as cidades, mas também entre as instituições de uma mesma cidade. As desigualdades importantes a nível das normas de tratamentos e do acesso à cuidados de qualidade são em grande parte responsáveis por essas divergências – e freqüentemente pela morbidade e mortalidade inúteis que resultam.

As partes apoiam o Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos do Homem que estipula que cada um tem direito a um nível de vida suficiente para assegurar a sua saúde, o seu bem-estar e os da sua família, nomeadamente para a alimentação, o vestuário, a habitaçao, e os cuidados médicos . As partes afirmam além disso que tendo em conta a onipresença do câncer e o seu impacto na sociedade, o fato de receber cuidados médicos de qualidade em relação ao câncer, no contexto econômico local, é um direito fundamental do homem.

As partes esforçam-se para promover :

– Uma prática médica que repousa em informações comprovadas e uma definição clara dos tratamentos de qualidade conforme todas as informações científicas disponíveis.

– A redação sistemática de recomendações com base nas melhores provas científicas disponíveis em matéria de prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos.

– Dar prioridade aos tratamentos de qualidade em matéria de câncer no âmbito das atribuições orçamentais nacionais, em adequação com as necessidades ligadas à importância desta doença.

– Intensificar a formação de especialistas em oncologia e uma melhor integração dos cuidados do câncer nas outras disciplinas médicas.

– O acesso sistemático para qualquer paciente voluntário à ensaios clínicos de elevada qualidade

Artigo V

A Organização Mundial da Saúde considera que para o ano 2020, 20 milhões de novos casos de câncer aparecerão cada ano. 70% destes doentes viverão em países que terão, todos juntos, menos de 5% dos seus recursos a consagrarem à luta contra o câncer. O início do novo milênio, será marcado por uma progressão crescente do número de cânceres, apesar do fato de grande parte deles poderia ser objeto de uma prevenção eficaz, quer se trate do consumo do tabaco, dos regimes alimentares, do controle das infeções e da poluição.

Considera-se, por exemplo, que as infeções, cuja maioria poderia ser objeto de uma prevenção, são a origem de 15% dos cânceres no mundo e 22% dos cânceres nos países em desenvolvimento. O consumo de tabaco é igualmente a causa de milhões de novos casos de cânceres bem como de milhões de mortes devidas à esta doença a cada ano, quer seja nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Esta realidade mostra que é necessário difundir urgentemente os conhecimentos e as tecnologias existentes que permitem a prevenção fundamental do câncer, a fim de conter a progressão rápida desta doença. As partes comprometem-se:

– Apoiar ativamente os programas existentes em escala mundial de prevenção do câncer e incentivar a sensibilização e o compromisso em matéria de prevenção do câncer através daqueles que representam;

– Identificar as oportunidades de aceleração da educação do público em matéria de consumo de tabaco, modificação da alimentação, controle das infeções e proteção do meio ambiente.

– Organizar o apoio da indústria e dos governos para melhorar a prevenção em matéria de câncer por intermédio das tecnologias médicas por toda a parte onde isso seja possível.

Artigo VI

É incontestável que a detecção precoce de cada um dos duzentos tipos de câncer é essencial. O tratamento de certos estados précancerosos identificáveis desempenha igualmente um papel importante na prevenção do câncer. O temor e a ignorância dos sinais e sintomas do câncer ou dos estados précancerosos são infelizmente muito grandes, e pela sua própria natureza, o câncer é geralmente insidioso e difícil detecção sem uma real intervenção de rastreamento.

Igualmente sabe-se que uma detecção precoce é particularmente importante para as pessoas que apresentam um risco elevado de desenvolver um câncer devido ao seu modo de vida, de seu ambiente, da sua profissão, das predisposições familiares ou uma situação sócio-económica difícil.

Os primeiros sintomas do câncer podem ser confundidos com os de outras doenças, o que confirma a necessidade de um rastreamento eficaz e um diagnóstico médico atento. Os métodos de rastreamento do câncer podem ir da simples observação, análises de laboratório e radiografias à exames mais sofisticados, que têm todos as suas provas na detecção precoce de diferentes cânceres. Além da educação em matéria de prevenção, a instauração de programas de rastreamento – em função das possibilidades econômicas regionais – deve ser o objetivo essencial para a luta contra o câncer. Para ser eficazes, estes programas de rastreamento devem ir em conjunto com o acesso à tratamentos de qualidade.

As partes se comprometem a acelerar o desenvolvimento e a aplicação em escala mundial das tecnologias de rastreamento confirmadas ou que serão confirmadas, de modo que todos os indivíduos susceptíveis de se beneficiar do rastreamento se beneficiem , independente da sua raça, da sua nacionalidade ou das suas condições socioeconómicas.

Artigo VII

A defesa dos direitos dos doentes, a nível individual assim como a nível associativo, teve uma influência direta e positiva na luta contra o câncer sempre que era bem documentada e fundada na compreensão e no compromisso em prol de uma investigação científica de qualidade e nas práticas médicas que repousam sobre dados convincentes.

O doente, como primeiro alvo na luta contra o câncer, é particularmente bem colocado para orientar o esforço geral de luta contra a doença, para a erradicação dela e para uma utilização ótima dos recursos, para que possam se beneficiar todas as pessoas à risco e todas as que vivem e lutam contra o câncer.

As partes se comprometem a fazer todo esforço para que o doente torne-se um parceiro ativo na luta contra o câncer e promover ativamente os princípios seguintes:

– Todas as pessoas afetadas ou potencialmente afetadas pelo câncer devem ter um acesso igual à informação sobre a origem da doença, para sua prevenção e os meios atuais de detecção, de diagnóstico e de tratamento.

– A comunicação sincera e bilateral entre as pessoas portadoras de câncer e os profissionais da saúde é essencial.

– O compromisso para o bem-estar total do doente supõe não somente cuidados clínicos, mas também uma informação e um apoio psicológico. Os profissionais da saúde e os pacientes de câncer compartilham ambos a responsabilidade de garantir que todas as necessidades dos doentes serão respeitadas.

– Todas as pessoas portadores de câncer no mundo devem ter a possibilidade de serem informadas, de se organizarem e de influenciar as políticas de saúde e as práticas médicas.

– A comunidade médica, reconhecendo a importância e as vantagens de ter um público informado e ativo, incentivará o compromisso de todos nas atividades científicas e na prática uma medicina de qualidade.

– A investigação médica, a indústria e as comunidades políticas considerarão os defensores dos doentes informados como parceiros estratégicos chave para todos os aspectos da luta contra o câncer, incluindo os progressos a se realizar tanto em matéria de normas de saúde como de sobrevivência dos pacientes.

Artigo VIII

A melhoria da qualidade de vida dos doentes é um dos objetivos essenciais deste Tratado. Os sofrimentos físicos e a carga emocional ligados ao câncer podem ser importantes, e são provocados freqüentemente pelos efeitos secundários dos tratamentos. Na medida em que as probabilidades de sobrevivência podem ser afetadas pelo estado mental e físico do doente, pela preservação da qualidade de vida, incluído o bem-estar físico, psicológico e social, deve ser uma prioridade médica assim como humanitária.

É necessário igualmente notar que se grandes progressos foram realizados em matéria de melhoria das taxas de cura durante os 20 últimos anos, a maioria dos doentes atingidos de câncer no mundo hoje não é curada. Quando o câncer não é curavel, é no entanto possível melhorar consideravelmente a qualidade de vida do doente graças a tratamentos anticancer ótimos (quimioterapia, radioterapia) e cuidados de acompanhamento, incluindo a luta contra a dor e o cansaço, e os cuidados de acompanhamento no fim da vida.

As partes se comprometem com os objetivos seguintes para aumentar a qualidade das condições de vida daqueles que lutam contra o câncer:

– A melhoria da qualidade de tratamento das pessoas atingidas pelo câncer, incluindo cuidados de acompanhamento e cuidados paliativos utilizando as modalidades de tratamento adequadas.

– O reconhecimento a nível clínico, mas também a nível político, da importância da qualidade de vida dos pacientes em todas as fases da doença, independentemente do prognóstico, e dos cuidados de acompanhamento ótimos, em especial para os doentes para os quais a cura não pode ser obtida.

– A prioridade dada à noção da qualidade de vida é um elemento essencial e indiscutível no desenvolvimento dos novos medicamentos bem como nos tratamentos dos pacientes.

– O desenvolvimento intensivo e permanente de instrumentos científicos que permitem medir e avaliar a qualidade de vida nas instituições de tratamento.

– A formação intensiva dos profissionais da saúde e dos doentes portadores de câncer, sobre a necessidade e a oportunidade de um controle eficaz da dor em todas as fases da doença e do tratamento. A dor ligada ao câncer tem repercussões profundas sobre a qualidade de vida e freqüentemente é grosseiramente subestimada e tratada de maneira insuficiente, mesmo podendo ser controlada de maneira adequada.

– A continuação de uma verdadeira reflexão em torno da morte e de quem morre e as atitudes que decorrem disso para que a idéia de fim de vida possa ser aceita como uma experiência humana natural, que pode e que deve ser abordada medicamente, psicologicamente, emocionalmente e espiritualmente. O acompanhamento médico ótimo do doente em fase terminal é particularmente mal compreendido e devera se tornar mais eficaz, mais humano e mais cheio de compaixão.

Artigo IX

Reconhecendo a enorme variabilidade que existe no mundo a nível dos recursos e a epidemiologia desta doença, as partes afirmam que cada país deve optar por uma política nacional de luta contra o câncer em função das suas necessidades locais e repartir os seus recursos de modo que produzam o impacto mais significativo.

Certos países podem escolher, por exemplo, subvencionar antes de mais nada as ações contra os cânceres que podem ser objeto de uma prevenção ou contra os que são curáveis, incluindo uma educação em matéria de prevenção e o desenvolvimento de tratamentos específicos.

Outros países poderão centrar os seus esforços num reforço das campanhas de vacinações no âmbito de uma política geral de controle do câncer ou apoiar mais ativamente a utilização da quimioterapia adjuvante para melhorar a sobrevida. Estas necessidades variáveis e estas oportunidades foram recentemente definidas pela Organização Mundial da Saúde nos seus esforços de instaurado de uma estratégia mundial de controle do câncer.

É evidente que independe das condições econômicas, uma avaliação crítica das necessidades em matéria de luta contra o câncer, uma planificação e uma definição das prioridades adequadas permitirão reduzir consideravelmente o impacto do câncer nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.

As partes se comprometem a apoiar ativamente o conceito de planificação nacional de luta contra o câncer em função dos recursos e das necessidades locais. Comprometem-se igualmente a incentivar todas as comunidades implicadas na luta contra o câncer a garantir que este planejamento dará prioridade suficiente a crise atual e ameaçadora em matéria de câncer, e apreender da melhor maneira possível as oportunidades de redução da morbidade e da mortalidade ligada à esta doença.

Artigo X

Dado que o câncer não conhece fronteiras e que os países não podem lutar cada um separadamente de maneira eficaz contra a doença, é necessário estabelecer uma nova abordagem cooperativa no que diz respeito à investigação, a defesa dos direitos dos pacientes, a prevenção e o tratamento do câncer.

As partes comprometem-se a instaurar alianças e redes mundiais sem precedentes para atingir os objetivos fixados no presente Tratado. Comprometem-se igualmente a assegurar de que após a assinatura do Tratado, os objetivos a atingirem não serão abandonados:

– Fazendo reconhecer às todas as instituições envolvidas na causa que o 4 de Fevereiro será considerado como o Dia Mundial contra o Câncer , de modo que cada ano, o Tratado de Paris encontre-se no coração e no espírito dos habitantes do mundo inteiro.

– Estabelecendo comissões permanentes que fornecerão relatórios anuais e destacarão os progressos efetuados em relação ao que é enunciado nos artigos do Tratado.

– Formando uma rede mundial de grupos de defesa dos direitos dos doentes para incentivar o respeito legítimo, pelas diferentes comunidades, dos artigos do Tratado.

– Criando uma organização de investigação mundial composta das maiores associações de profissionais do mundo. A tarefa deste grupo será a de assegurar que os conhecimentos atuais serão compartilhados por todos os países, que as lacunas a preencherem serão identificadas e que novos campos de investigação prometedores serão explorados.

– Agrupando as assinaturas de um milhão de pessoas do mundo inteiro sobre o Tratado de Paris para o ano 2001, o que mostrará a sua vontade de mobilização em nome dos pacientes atingidos pelo câncer.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações de Andrea Penna, Gerente de Comunicação Social do CREMERJ.

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