Publicado em: 23/10/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Quando as obras de ampliação da unidade estiverem concluídas, com a restauração do antigo Pedro II, a instituição será a maior do Nordeste na prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde
A partir do próximo mês, o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), localizado no bairro dos Coelhos, no Recife, estará ampliando as clínicas voltadas para tratamento de adultos. Enfermarias de neurocirurgia, cirurgia cardíaca, nefrologia e transplante renal fazem parte da nova oferta, resultado da transformação do Imip, unidade filantrópica conveniada ao Sistema Único de Saúde, num complexo hospitalar, com a ocupação de dois prédios vizinhos, o do antigo Hospital Oscar Coutinho e do Hospital Pedro II.
“Deveremos nos transformar no maior complexo hospitalar totalmente público do Norte e Nordeste”, afirma Antônio Carlos Figueira, superintendente da instituição. Somente em leitos, o número passará dos atuais 650 para 720. O novo Imip é um conjunto de dez prédios distribuídos numa área de 53 mil metros quadrados que deve oferecer ao SUS mais consultórios especializados para crianças, mulheres e homens, com centro de diagnóstico e medicina intervencionista próprios, hospital-dia, emergências e salas para realização de diferentes terapias.
A unidade, que nasceu como maternidade e hospital de pediatria, transforma-se num serviço para atendimento à família inteira. “Nossa expectativa é fazer mais 350 cirurgias oncológicas (de tratamento do câncer) por ano, mais 300 neurocirurgias, número igual de cirurgia cardíaca e cerca de 70 transplantes”, adianta Figueira. Todo o conjunto só deve funcionar plenamente no primeiro trimestre de 2010, quando estará concluída a reforma do centenário Hospital Pedro II, que tem prédio tombado pelo patrimônio histórico. O início das obras está previsto para março de 2007.
A ligação entre os três hospitais (antigo Imip, Oscar Coutinho e Pedro II) já foi iniciada, com a retirada de muros que separavam as construções, abertura e pavimentação de ruas internas e instalação de passarelas. Jardins também estão sendo construídos para humanizar a paisagem. Uma praça deve funcionar entre as três edificações.
A transformação do Imip foi iniciada há dois anos. Na atual fase, as obras e a aquisição de equipamentos são estimadas em R$ 13 milhões, a maior parte do Ministério da Saúde, com contrapartida do Estado e recursos próprios do instituto. A incorporação e reforma do vizinho Oscar Coutinho, que funcionava como maternidade, possibilitou o início do tratamento de pacientes do sexo masculino com mais de 18 anos. O prédio ganhou fachada nova, de características semelhantes à da maternidade do Imip. E vem abrigando novas enfermarias. No mês passado, foram inaugurados dez leitos de UTI pós-cirúrgica. Em novembro, estão previstas as clínicas de cirurgia cardíaca de adultos e neurocirurgia. No mês seguinte, serão inaugurados leitos de oncologia e transplante renal, também para adultos. Ao todo, desde a reabertura do Oscar Coutinho sob a administração do Imip, são 87 novos leitos. O hospital tem emergência de clínica médica e ortopedia, que recebe 130 pacientes por dia.
Conforme Antônio Carlos Figueira, em agosto de 2007, o complexo deve ganhar um prédio de sete andares que reunirá todos os ambulatórios. O edifício já está erguido. Há também readequações de espaço em outros prédios já existentes. O ambulatório da mulher, que terá os consultórios transferidos para o novo imóvel, vai abrigar um centro de pesquisa, com laboratório de cirurgia experimental e setor clínico. “Está muito bom e ficará melhor”, avalia o mototaxista Gildo Paulino, de Limoeiro. O filho é paciente do hospital e ele também pode usar os serviços.
Prédio do Pedro II terá centro de convenções
No edifício, também serão instalados clínicas de hemodiálise e de fisioterapia
O projeto de restauração do Hospital Pedro II, o mais novo incorporado ao complexo hospitalar do Imip, deve ficar pronto em novembro. Segundo o superintendente do Imip, Antônio Carlos Figueira, a idéia é instalar no térreo uma clínica de hemodiálise para adultos, radioterapia e fisioterapia. Nesse pavimento, deve permanecer a Fundação Alice Figueira, de apoio ao Imip, que já foi transferida para lá, com a saída, este ano, da I Gerência Regional de Saúde.
No primeiro andar, deve funcionar um centro de convenções médicas, com auditório para 1.500 pessoas. No último pavimento, ficará a Escola Politécnica de Saúde, que formará profissionais de nível médio, além de uma pousada para professores convidados e o alojamento dos médicos residentes.
O projeto de recuperação arquitetônica do prédio, obedecendo aspectos originais da construção, ficará com o arquiteto Jorge Passos. O de distribuição dos serviços será de Humberto Zírpoli. A instituição vai fazer uma campanha de captação de recursos com o empresariado e governos federal, estadual e municipal.
Figueira, que comanda a transformação do Imip em complexo hospitalar, pertenceu à última geração de estudantes de medicina que passou pelo Pedro II. Participou da luta estudantil que tentou barrar a transferência do Hospital das Clínicas da UFPE para o novo prédio, construído na Cidade Universitária.
O edifício, de três pavimentos, em estilo neoclássico, inaugurado em 1860, pertence à Santa Casa de Misericórdia, que assinou contrato de locação com o Imip. Até o início do ano abrigava a I Geres. A farmácia de medicamentos especiais, da Secretaria Estadual de Saúde, ainda no prédio, deve ser transferida para um imóvel localizado na Avenida Norte.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações de Verônica Almeida, do Jornal do Commercio.
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