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Planos de saúde já procuram nova rede de hospitais

Publicado em: 01/11/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Se não houver acordo sobre o reajuste dos materiais, diárias e taxas hospitalares, empresas de autogestão vão mudar a rede credenciada

Os planos de saúde de autogestão que atuam no Estado já começam a avaliar o credenciamento de uma rede alternativa de hospitais, numa possível substituição para 15 das grandes empresas do setor em Pernambuco. A contratação de outros prestadores de serviços acontecerá se não houver acordo entre o Sindicato dos Hospitais do Estado (Sindhospe) e o Grupo de Empresas de Autogestão em Saúde (Gremes). Nos últimos 60 dias, as partes estiveram negociando, mas não chegaram a um consenso em torno do reajuste dos materiais descartáveis, diárias e taxas pagas aos hospitais. Em reunião realizada ontem, na Defensoria Pública do Estado, o Sindhospe apresentou uma nova proposta, que voltará a ser discutida na próxima quarta-feira.

Como os 23 planos de saúde associados ao Gremes têm situações financeiras diferenciadas, umas com poucos usuários e outras com muitos, cria-se uma dificuldade maior de se fechar um acordo único com os hospitais. Sérgio Sônego, presidente do Gremes, explica que cada plano terá a opção de aderir a um possível acordo entre as partes. Aqueles que ficarem de fora, poderão tentar avançar em negociações específicas ou contratar outros hospitais para prestar serviços aos seus usuários.

“Conseguimos recentemente um excelente acordo com o Hospital Boa Viagem Medical center, que estamos levando para a assembléia dos filiados do Gremes”, adiantou Sérgio Sônego, acrescentando ainda que as empresas podem procurar também os hospitais Albert Sabin e o Canaã como rede credenciada alternativa.

A preocupação do Gremes é para não deixar os usuários sem assistência hospitalar. Atualmente, os 23 planos unidos têm 189 mil usuários. Em 2000, eles tinham 300 mil. “O número de usuários está diminuindo porque os nossos associados não têm reajuste salarial”. Os planos de autogestão são aqueles constituídos pelas empresas estatais.

Os hospitais, por sua vez, reclamam do congelamento no preço dos itens que compõem os seus custos. Há estabelecimentos que não têm reajuste há cinco anos. De acordo com Mardônio Quintas, presidente do Sindhospe, o INPC do período teve uma variação de 64%. Os 15 hospitais envolvidos na negociação são o Pronto Socorro Infantil Jorge de Medeiros, Esperança, São Marcos, Português, Boa Viagem, Memorial São José, Prontolinda, D’Ávila, Santa Cecília, Jayme da Fonte, Santa Joana, Unicordis, Memorial de Petrolina, HGV de Petrolina e Neurocárdio.

Sindhospe apresenta uma nova proposta de reajuste de preços

A audiência realizada ontem na Defensoria Pública do Estado abriu a possibilidade para um acordo entre Sindhospe e o Gremes. Na sexta-feira passada, a comissão formada com representantes de cada lado encerrou as rodadas de negociação com um impasse e os hospitais voltaram a avaliar a possibilidade de suspender os serviços prestados para os usuários dos 23 planos de saúde associados do Gremes. “A Defensoria estará atenta aos direitos dos usuários e tentará mediar esses conflitos”, declarou Cristina Sakaki, defensora.

No final da semana passada, os hospitais repeliram a oferta feita pelo Gremes de reajuste de 17,36% na tabela de diárias e taxas dos hospitais padrão especial (Santa Joana, Memorial São José, Esperança e Português) e de 11,23% para os demais estabelecimentos, bem como a tabela Simpro (de preços de materiais descartáveis) mais 15%.

Ontem, o Sindhospe apresentou nova proposta que foi levada aos filiados do Gremes à tarde. Na próxima quarta-feira, o Gremes deverá dar sua resposta. A oferta do Sindhospe se baseia num ajuste feito numa alternativa que já tinha sido anteriormente avaliada pelas partes. Seria um reajuste de 33,08% nas taxas e diárias dos hospitais especiais e de 20% nos demais. Além da adoção da tabela Simpro com mais uma margem de comercialização de 20%. Os hospitais queriam inicialmente a tabela Simpro mais 25%. A idéia seria a vigência desses valores por 12 meses, sendo posteriormente rediscutidos.

Mardônio Quintas, presidente do Sindhospe, declarou que será difícil ceder mais, pois os hospitais estão aceitando recompor apenas metade da defasagem nos seus custos. Sérgio Sônego, presidente do Gremes, disse que não tem como avaliar se a nova proposta do Sindhospe é positiva porque essa análise depende das condições de cada plano de saúde.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.

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