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Greve de residentes afeta atendimento

Publicado em: 09/11/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Ontem, movimento ganhou adesão em São Paulo; apenas casos de urgência ou com hora marcada são atendidos em hospitais. Houve protestos ontem na capital paulista, Campinas (SP), Porto Alegre, Goiânia e Recife; categoria pede reajuste de 53,7%

Mais de 5.000 dos 6.500 médicos residentes do Estado de São Paulo entraram em greve ontem, intensificando a paralisação nacional da categoria deflagrada na semana passada em busca de aumento no valor das bolsas de pagamento. Nos principais hospitais da capital paulista, eram atendidos apenas casos de urgência e emergência ou com hora marcada.

À tarde, os residentes reuniram-se com a Secretaria do Estado da Saúde, que afirmou que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede aumento a qualquer funcionário nos oito meses anteriores à troca de mandato.

A paralisação em âmbito nacional começou no dia 1º e, conforme a Associação Nacional dos Médicos Residentes, teve adesão de 80% dos 17 mil residentes do país -com São Paulo, passou a ser 18 o número de Estados com grevistas. Eles reivindicam reajuste de 53,7% no piso da bolsa, hoje de R$ 1.470 para 60 horas semanais. O valor é fixado pelo MEC.

O MEC e o Ministério da Saúde enviaram anteontem à Casa Civil da Presidência um projeto de lei que define o aumento em 30%. Os ministérios disseram considerar legítima a demanda, já que a categoria não tem aumento há cinco anos. O Conselho Regional de Medicina paulista também legitimou as reivindicações, mas alertou para a necessidade de manter o atendimento de urgência.

A situação em São Paulo era complicada. A dona-de-casa Erilena Santos, que chegou anteontem à noite ao Hospital São Paulo (zona sul), ainda não havia sido atendida após 15 horas de espera. “Estou ouvindo desde as 8h para esperar mais dez minutos. Já são 13h30.”

Houve protestos ontem em São Paulo, Campinas (SP), Porto Alegre, Goiânia e Recife.

Em Campinas (95 km da capital), uma mobilização em frente ao Hospital das Clínicas da Unicamp reuniu cerca de 800 pessoas. Em Recife, cerca de 150 manifestantes protestaram na avenida Agamenon Magalhães, próxima ao centro. Em Goiânia, o ato aconteceu em frente à Santa Casa de Misericórdia. Em Porto Alegre, 300 pessoas foram da Assembléia Legislativa até a prefeitura.

Entenda a greve

Médicos residentes pararam ontem no Estado de São Paulo

A greve foi deflagrada no país na semana passada, e atingiu principalmente serviços nos Estados de MG, RS, SC, PR, RJ, CE, BA, AM, PE e do DF

17 mil residentes trabalham em serviços de saúde no Brasil

Em SP, a Associação Nacional dos Médicos Residentes prevê a paralisação de mais de 5.000 dos 6.500 residentes que atuam em todo o Estado

A associação reivindica aumento de 53,7% no piso da bolsa paga aos residentes, que atualmente é de R$ 1.470 para 60 horas semanais de trabalho

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações da Folha de São Paulo.

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