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Cirurgia rara salva paciente

Publicado em: 18/12/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Especialistas do Incor/DF usam a criatividade e o conhecimento para aplicar técnica incomum de extração de tumor no fígado de uma mulher que fora desenganada. No final, tudo deu certo

A dona-de-casa Antônia Alves de Jesus sorri aos 52 anos. Mais que muitos, ela sabe o valor de um sorriso. Ainda no repouso sobre uma cama de hospital, pede ao repórter que se aproxime. Que chegue mais perto para ouvir a história de uma mulher desenganada pelos médicos. De uma mãe de oito filhos, avó de 13 netos, que encarou a morte, enfrentou operação delicada e sobreviveu. Antônia carregou no corpo frágil um tumor por mais de um ano. Suportou a dor do câncer espalhado por dois terços do fígado. Um pedaço estranho de 4,5kg, retirado da dona-de-casa há uma semana.

A cirurgia, rara na literatura médica, ocorreu no Instituto do Coração do DF. Exigiu coragem tanto da paciente quanto do médico. A equipe do cirurgião geral Roland Montenegro Costa, que é da rede pública de saúde, assumiu a responsabilidade. E em cinco horas arrancou a massa de tecidos necrosados que consumia a vida de Antônia. “Era uma operação incomum e de alta complexidade, impossível de ser realizada sem uma equipe multidisciplinar”, resume o especialista. A dona-de-casa recebeu a atenção de três cirurgiões, dois anestesistas e um hematologista. E venceu. A cirurgia foi bancada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse exemplo de renovação começou em dezembro de 2005. A família de Antônia descobriu a ação maligna no fígado nove anos depois de outro sofrimento: a retirada de um tumor, daquela vez próximo ao estômago. Com o resultado dos exames na mão, a mulher se deparou com a doença pela segunda vez. Recorreu a um especialista, que optou por tratar a metástase com medicamentos. Em 12 meses, no entanto, o câncer evoluiu. Formou uma protuberância no corpo. Ganhou até apelido, o de “hérnia”. Antônia sentia dores. Cansava ao menor esforço. Perdeu o apetite. E emagreceu.

Os familiares adoeceram ao lado da matriarca. Desesperaram-se com a perda gradual de força da sempre entusiasmada dona da casa. Mais uma vez, recorreram ao médico responsável pelo caso. Cobraram dele tratamento alternativo. A professora Adriana Alves da Silva, 31 anos, uma das filhas, de Antônia, porém, ouviu palavras de pessimismo. “Ele chegou a dizer que era preciso se preparar para o pior. Mas respeitamos a opinião dele, que entendeu os medicamentos como o melhor caminho. Ainda assim, buscamos outros especialistas. Não podíamos esperar”.

Lasanha e farofa

Os parentes conseguiram o que queriam em uma semana de procura. Um médico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) se mostrou capaz de extirpar o tumor de Antônia. A operação acabou marcada para terça-feira da semana passada. Mas o cirurgião não apareceu no dia combinado. Nem mesmo deu satisfações à família. “Foi um dos piores momentos para a gente, que se preparou tanto para aquilo”, afirma Adriana. No mesmo dia, a família recebeu um presente. Um cardiologista do hospital indicou a equipe do cirurgião Roland Costa.

O especialista analisou os exames de Antônia e avaliou a gravidade da situação. Descobriu que um terço do fígado da paciente permanecia sadio. O restante havia sido tomado pelo tumor, que se expandiu entre a bacia e o peito da dona-de-casa. “A cirurgia só seria possível porque era o fígado, órgão capaz de se regenerar”, revela. Costa marcou a cirurgia no Incor/DF. Antônia ouviu dele os detalhes do procedimento. E sentiu segurança. “Ele disse para mim: “Só vou fazer a cirurgia porque a senhora tem muita vontade de viver”. Aquilo foi suficiente”, conta.

A mulher recupera as forças num dos apartamentos do Incor/DF. Em nada lembra aquela pessoa que na última sexta-feira nem mesmo sabia se viveria até o fim do ano. A vitória garantiu o Natal da família. A casa em Taguatinga ganhará decorações de Papai Noel neste fim de semana. Antônia conta os dias para deixar o hospital, previsto para sexta-feira. Pensa também em realizar sonhos deixados para trás. Certeza, no entanto, só mesmo quanto ao que fará assim que sair: comerá lasanha e farofa. “Ganhei a minha liberdade de volta”. “O fígado dela vai se regenerar em três meses”, garante o cirurgião. “É como se ela nunca tivesse tido câncer”. Roland Montenegro, cirurgião

História se repete

O cirurgião Roland Costa atacou o tumor no fígado de Antônia com a criatividade e experiência vividas em outras intervenções complicadas. Em setembro de 2005, retirou um facão de 25cm de comprimento do pescoço do pedreiro Lorismar Ribeiro. A lâmina estava próxima à aorta. Mas ele salvou a vida do paciente que teve o pulmão perfurado em operação de duas horas. A vítima sobreviveu sem seqüelas. Costa formou-se em cirurgia geral na Alemanha e fez especialização em transplante de fígado nos Estados Unidos.

No caso de Antônia, atuou ao lado dos colegas Lúcio Lucas e Renato Cury. Os três sabiam dos riscos da operação. Apesar da experiência profissional, a equipe se surpreendeu durante a cirurgia. Assustou-se com o tamanho do tumor e a hemorragia provocada pela intervenção – a paciente precisou do sangue de 12 bolsas. (GG)

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Com Informações de Guilherme Goulart, da equipe do Correio Braziliense.

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