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Os médicos cubanos estão chegando

Publicado em: 09/01/2007 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Luiz Alberto Barcellos Marinho

Não bastasse o imobilismo na área da saúde do governo Izalene Tiene (PT), agora se lê que o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), formado em Medicina, pretende receber entre 20 e 30 médicos made in Cuba para trabalhar na cidade.

Propor ações apenas para resolver interesses próprios parece mesmo ser a tônica dos governantes deste país. Eis o caso do aumento de 91% que os senhores deputados queriam, de forma desavergonhada, aprovar para os já bem polpudos salários. Em se tratando de Campinas, somos também obrigados a assistir, quase que estupefatos, a atitudes da classe política que caminham na contramão das necessidades dos trabalhadores, ou mais especificamente, nesse caso, na contramão dos anseios da classe médica campineira.

O senhor prefeito e seus assessores imediatos argumentam que não conseguem contratar médicos para atuar em unidades básicas de saúde e nos serviços de urgência, mas há que se fazer um esclarecimento para que se entenda o porquê dessa dificuldade de admissão. Não tenho nada contra os médicos cubanos, assim como não sou contrário à Medicina praticada em Cuba. O que questiono é a real necessidade de se trazer médicos de fora para atender a população campineira, em se sabendo que existem, sim, profissionais disponíveis na região.

Como todo médico, independentemente da especialidade exercida, o doutor Hélio deveria rever os ditames da boa prática de Medicina que ensina que qualquer problema de saúde tem sempre uma causa, e que é a partir do conhecimento dessa causa que se pode chegar ao tratamento e, conseqüentemente, à cura. Isso se chama etiologia. Pois é a etiologia para a dificuldade de admitir novos médicos que poderia desafogar o atendimento à população de Campinas, principalmente a mais carente. Alguns pontos são facilmente identificáveis. Vejamos:

1) O concurso irregular que incluía médicos em Campinas, na gestão da prefeita Izalene Tiene – e que até esta data está subjudice – acabou causando um verdadeiro engessamento na contratação desses profissionais. Aquela administração deixou como legado um verdadeiro abacaxi para que o sucessor, um eminente cirurgião pediátrico – e, portanto, hábil com o bisturi –, descascasse. A ex-prefeita ainda cobrou a taxa de inscrição de um concurso que não foi considerado legal pela justiça e sequer devolveu o dinheiro ou realizou nova prova para resolver o impasse. Atualmente, a Prefeitura tem tentado contornar o problema, embora de maneira pífia, fazendo a contratação via hospital Cândido Ferreira.

2) O crescimento da cidade levou também à criação de novos bairros periféricos e, conseqüentemente, ao surgimento de novas necessidades da população que ali habita, como água, luz, transporte e… médicos. No entanto, não basta inaugurar um Centro de Saúde todo pintado de azul e branco, ‘novinho em folha’, levar para lá banda de música, fazer discurso para a tão sofrida população e abandonar o profissional médico com um aparelho de verificar pressão e um outro para fazer a ausculta cardíaca. O que acontece depois é uma série de deficiências que não poderão ser resolvidas com a simples presença do médico e dos profissionais de enfermagem naquele CS. Como, por exemplo, o aparelho de eletrocardiograma que não existe ou passa a maior parte do tempo em manutenção. Ou, ainda, a demora na remoção de um paciente via SAMU, situação que pode ser das mais angustiantes. Tudo isto leva ao aumento do nível de estresse da equipe de saúde e dos parentes do doente, o que pode culminar com atos de violência por parte da população, que se sente mal assistida e enganada.

No Centro de Saúde Costa e Silva, onde trabalho, os funcionários são freqüentemente ofendidos por parte da população que, vendo frustradas as suas necessidades, canaliza toda a revolta contra os funcionários públicos municipais. E olha que o CS Costa e Silva está localizado perto do Shopping D. Pedro – ou seja, não está na periferia da cidade. Imaginem o que deve ocorrer nas Unidades Básicas de Saúde onde o nível de violência é maior.

Portanto, temos uma outra causa para a falta de profissionais médicos que querem e precisam trabalhar, mas também, querem e precisam estar vivos para cuidar dos seus familiares:

3) Existe uma legislação que normatiza a revalidação do diploma de médicos formados em outros países e que queiram exercer a prática médica no Brasil. O que não pode ocorrer é o atropelamento do instrumento legal, ainda mais sendo o prefeito um médico. Não é com propostas como esta, de trazer profissionais de Cuba, que a atual administração estará resolvendo a questão.

O exercício da Medicina sem a competente revalidação do diploma de médico é ato ilegal e já foi tentado por outros políticos da região do Brasil Central. Isso é o político se colocando acima da lei. Graças à atuação firme dos Conselhos Regionais de Medicina dos estados onde se tentou burlar a lei, e também do Conselho Federal de Medicina, esta distorção foi corrigida. Agora, ficam algumas perguntas no ar: Por que valorizar os médicos cubanos? Será que a Medicina brasileira está tão aquém quando comparada à de outros países? Por que não são dadas condições adequadas de trabalho e de ganho digno aos médicos que se dispõem a trabalhar em regiões mais afastadas do país?

Espero que o doutor Hélio reconsidere a idéia de trazer médicos de Cuba para trabalhar em Campinas, pensando em solucionar um problema que está atravessado em sua própria garganta. Tanto o Sindicato dos Médicos (Sindimed) de Campinas como o Cremesp não assistirão à consumação desta proposta passivamente e, com certeza, estarão atentos para que a legalidade no exercício da profissão de médico seja respeitada. Todos queremos uma saúde melhor, principalmente para os que mais precisam, mas não é tomando um atalho e contornando o problema que se terá a sua solução. Problema esse que até pode ser comparado a um abscesso que surge justamente no bumbum e que lateja dia e noite. O doutor Hélio, como cirurgião pediátrico, sabe muito bem que não adianta colocar pomada no local e fazer um simples curativo. Para ficar livre do abscesso, há que drenar aquela coleção de pus e sangue – procedimento doloroso, mas que leva à cura por possibilitar a saída de todo aquele material infectante.

Neste começo de ano, espero, sinceramente, que a atual administração municipal seja mais feliz do que no ano que acabou de acabar e que o prefeito nunca se esqueça de que, mesmo quando deixamos de exercer a Medicina por questões políticas ou por aposentadoria, não deixamos de ser médicos.

Luiz Alberto Barcellos Marinho
Médico mastologista e ginecologista, diretor do Sindicato dos Médicos de Campinas e Região

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Enviado pela Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (SP).

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