Publicado em: 06/02/2007 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Pronto-socorro Cardiológico sofre com falta de verbas. UNIDADE hospitalar foi inaugurada há sete meses
O Pronto-socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) pode fechar as portas a qualquer momento. A unidade de saúde, inaugurada há quase sete meses, encontra problemas com falta de verbas e burocracia, o que está lhe causando dificuldades para adquirir materiais fartamente utilizados no cotidiano e continuar a tocar as atividades que oferece diariamente à população. Estimativas mais pessimistas dão conta de que o hospital pode encerrar as atividades em questão de horas. Para que isso acontecesse, bastaria que os funcionários que estão sem receber os vales-transporte não tivessem como comparecer ao local de trabalho. Serviços básicos – a exemplo da alimentação que é oferecida aos pacientes – podem ser suspensos porque os fornecedores estão sem serem pagos.
Materiais descartáveis para realização de simples procedimentos hospitalares, como etiquetas usadas para registrar os internamentos, estão minguando e não contam com a expectativa de serem repostos em breve. É o que se passa, também, com os produtos de limpeza. Receituários só existem porque são repassados pelo Hospital Oswaldo Cruz (HUOC), a quem o Procape está vinculado. A unidade de assistência cardiológica permanece, ainda, aguardando uma definição do Ministério da Saúde para se credenciar junto ao Serviço Único de Saúde (SUS) e passar a contar com os recursos federais que garantam seus atendimentos. A única verba recebida até agora foi a de R$ 7,5 milhões, disponibilizada pelo Estado na inauguração e que deveria ser utilizada para sustentar o hospital por apenas três meses. O custo para manter o Procape, no entanto, segundo o diretor, Ênio Cantarelli, gira em torno dos R$ 2,6 milhões por mês.
A unidade, criada para ser referência em cardiologia no Nordeste, conta com empresas terceirizadas nas áreas de vigilância, nutrição, limpeza e manutenção dos equipamentos. Mas as licitações para aquisições de suprimentos básicos estão emperradas. Apenas a dos medicamentos foi aprovada e vai permitir o abastecimento até o mês de março, o que vem garantindo o funcionamento do centro. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Carlos Vital, 60% dos médicos aprovados em concurso para atuar no Procape, no ano passado, desistiram diante da falta de condições de trabalho.
O secretário de Saúde, Jorge Gomes, disse que vai esta semana a Brasília para tentar acelerar a inclusão do centro no SUS. “Temos que analisar com calma a questão do custeio. Estamos avaliando o quadro”, frisou. Para o secretário de Ciência e Tecnologia, Aristides Monteiro, grande parte da responsabilidade pela atual situação da unidade recai sobre o governo passado. Segundo a assessoria de Imprensa dele, “não existiria dotação orçamentária suficiente para custear o Procape”. Ele vai se reunir, nos próximos dias, com a Secretaria da Fazenda para tratar do assunto. O Procape chega a realizar, aproximadamente, 700 atendimentos por dia. Em janeiro, foram 750 internamentos.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
TEXTO: Tiago Barbosa, da Folha de Pernambuco.
Na tarde desta terça-feira (10/03), a diretoria do Conselho Regional de Medicina...
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O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), por meio da Escola...
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