Publicado em: 11/04/2007 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
O governo anunciou, ontem, a retomada das obras em grandes emergências, a contratação de 142 médicos e a intervenção no Hospital de Câncer
O governador Eduardo Campos (PSB) anunciou, ontem, um plano de ações na área da saúde que prevê investimento de R$ 58,8 milhões para melhorar a assistência, principalmente de emergência e de alta complexidade, conforme adiantou o JC. O pacote reúne atividades em sete campos diferentes e inclui, além da construção de um novo hospital (promessa de campanha), melhor oferta de serviços para tratamento de câncer e doenças do coração.
Um dos principais itens é a retomada de reformas nas grandes emergências, mais a contratação de 142 médicos, ativação completa do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), intervenção no Hospital de Câncer, expansão do Hospital Oswaldo Cruz, reabertura do Hospital Municipal de Nazaré da Mata e mudanças na assistência farmacêutica. Prevê também incentivo aos municípios para o Programa Saúde da Família, de atenção básica, promoção da saúde da mulher e combate à mortalidade infantil.
Dos R$ 58,8 milhões a serem investidos, 64% sairão do Tesouro Estadual, parte do orçamento da saúde. O restante virá do governo federal. São verbas que estão sendo captadas por meio de projetos junto ao Ministério da Saúde. “Estou satisfeito. Encontramos uma situação limite e estamos conseguindo atravessá-la”, observou Campos antes do detalhamento das ações, principal atividade do 100º dia como governador. A situação limite seria o débito de R$ 66,4 milhões herdado da gestão anterior, desabastecimento de remédios, falta de médicos e ameaça de fechamento de hospitais, como o de Câncer e o Procape.
O plano, segundo o governador, tem o objetivo de melhorar a estrutura física da rede já existente e ampliar o atendimento à população. Tudo definido depois de relatos de entidades do setor e de estudos técnicos feitos pela equipe do secretário de Saúde, Jorge Gomes. Eduardo Campos reafirmou o compromisso de cumprir os investimentos em saúde de acordo com a Constituição Federal (12% no mínimo do orçamento) e prometeu para agosto de 2008 a conclusão do primeiro hospital metropolitano de urgência, que será instalado em Paulista. Além de assistência em trauma, fará primeiros-socorros em casos de infarto e problemas neurológicos, conforme o secretário Jorge Gomes. A licitação do projeto arquitetônico deve ser lançada ainda esta semana.
Das grandes emergências, o Hospital da Restauração (HR) ficará com R$ 5,8 milhões dos novos investimentos e ampliará em 3.200 exames sua capacidade por mês. Mas o Getúlio Vargas e o Otávio de Freitas, que têm obras inacabadas, também foram contemplados. No último, a prioridade é a conclusão da nova unidade de trauma, que vai ampliar de 26 para 100 o número de leitos. Na cardiologia, o Procape terá mensalmente do SUS R$ 1,7 milhão, sendo R$ 900 mil conquistados com o acréscimo obtido mês passado pelo Estado junto ao Ministério da Saúde. O reforço do sistema único no Estado é de R$ 1,7 milhão por mês. Depois do pacote de investimentos, o governo deve anunciar em 90 dias mudança no modelo de gerenciamento dos hospitais. Projeto nesse sentido será encaminhado à Assembléia Legislativa.
Intervenção vai tentar tirar Hospital de Câncer da crise
Ao lançar o plano de ações para este ano, o governador Eduardo Campos assinou também, no início da tarde de ontem, o decreto de intervenção no Hospital de Câncer de Pernambuco. Em vez da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC), a unidade será comandada por um interventor, o cirurgião Francisco Saboya, que dirigiu no terceiro governo Arraes a 6ª Regional de Saúde, com sede em Arcoverde.
Essa é a primeira intervenção do Estado em um hospital filantrópico conveniado ao SUS e foi a solução encontrada pelo governo após estudo realizado no mês passado por técnicos do Estado e do hospital. Segundo o secretário de Saúde, Jorge Gomes, a intervenção deve durar inicialmente seis meses, mas pode ser prorrogada. O Estado não vai assumir as dívidas da instituição que se acumularam por dez anos,em torno de R$ 40 milhões, relativas a fornecedores e ações trabalhistas.
“A intervenção é temporária, para a implantação da política de oncologia e um novo contrato com o Ministério da Saúde. Isso não foi feito por falta de vontade de gestores do hospital, mas porque os débitos e as dificuldades não permitiram”, explicou o governador.
É que devendo na praça, a Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer não tinha certidão negativa exigida pelo ministério para assumir novos serviços e financiamentos. Além disso, havia pressão do Conselho Estadual de Saúde para que o Estado só repassasse recursos ao hospital com controle efetivo dos gastos. A Associação de Defesa de Pacientes (Aduseps) fez abaixo-assinado pela intervenção.
“É uma atitude dura, no entanto, o remédio mais adequado à situação”, afirmou Campos. Ele destacou a que não há desconfiança quanto à qualidade da gestão do hospital e que a decisão do Estado é um ato de respeito aos funcionários e aos que ajudaram a construir o HCP. “Queremos garantir o funcionamento e a melhoria do serviço à população, para que o hospital volte a ser referência.”
A intervenção no HCP sem assumir a dívida de R$ 40 milhões não funcionará, na opinião do presidente da SPCC, Roberto Sampaio. Ele alega que a entidade filantrópica não tem condições de pagar os credores. Crê que agora a responsabilidade deveria ser do Estado. Por outro lado, aplaude o gesto do governo, pois vê um esforço em manter o atendimento à população. Sequer informado oficialmente da intervenção, o até ontem gerente executivo do HCP, Ernani Bérgamo, considerou “deselegante” a atitude do governo com os administradores da unidade. “Foi uma surpresa. Ficamos sabendo pela imprensa.”
Parte da dívida herdada será paga em três meses
O secretário estadual de Saúde, Jorge Gomes, disse, ontem, que em três meses pretende liquidar uma parte da dívida deixada pela gestão anterior. Dos R$ 66,4 milhões atribuídos ao governo Jarbas/Mendonça Filho, R$ 20 milhões já foram quitados.
A prioridade, agora, conforme assessores de Gomes, será o pagamento de R$ 16 milhões, verbas repassadas pelo Ministério da Saúde (do SUS) e que deveriam ter sido pagas a hospitais públicos, prefeituras e fornecedores por serviços prestados no ano passado.
A forma e a data de pagamento do restante, cerca de R$ 30 milhões, dependem de avaliação da Secretaria da Fazenda, que analisa também outros restos a pagar de diferentes pastas do Executivo. A conta exige recursos do Tesouro Estadual. Jorge Gomes afirmou também que este mês colocará em dia as contas de 2007. Ou seja, não ficará para maio o pagamento de serviços do SUS realizados nos três primeiros meses do ano.
PREFEITURAS – O pacote anunciado ontem reservou espaço à atenção primária, com apoio às prefeituras no Programa Saúde da Família e na farmácia básica. Todo município voltará a receber R$ 1 por habitante/ano para a compra de remédios e cinqüenta cidades vão ter incentivo para o PSF. A idéia é repassar por mês R$ 1 mil por equipe.
O Estado também vai descentralizar o diagnóstico de câncer no interior (de útero e mama) e criará comitês de acompanhamento de mortalidades materna e infantil. O Hospital São Sebastião, em Caruaru (Agreste), deve ser reaberto no futuro, com serviço de cardiologia.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
TEXTO: Jornal do Commercio.
Num futuro não muito distante, se você for diabético e estiver com...
Leia MaisDívidas, atraso no pagamento a profissionais e ao Centro de Radioterapia e...
Leia MaisAs entidades médicas de Pernambuco – SIMEPE, Cremepe, Sociedade de Medicina –...
Leia MaisMedida será adotada para minimizar o calor na unidade, que está sem...
Leia MaisA Associação Nacional de Assistência ao Diabético promoverá, entre 22 e 24...
Leia MaisConselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |