Publicado em: 29/06/2007 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Excesso de trabalho afeta saúde e qualidade de vida dos profissionais
O estresse e a longa carga horária de trabalho aliada às condições insalubres dos hospitais públicos têm afastado cada vez mais os médicos das emergências no estado. Essa foi uma das conclusões da pesquisa Perfil Médico 2007, divulgada ontem pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe). Um total de 85% dos 403 médicos entrevistados afirmaram que os baixos salários dificultam a contratação de profissionais para atuar nas emergências. No Hospital Otávio de Freitas (HOF), a maioria dos médicos contratados para atuar no setor este ano já desistiu e pediu demissão. Hoje, um médico plantonista chega a atender quase 100 pacientes em 12 horas de serviço, 60 a mais do que é recomendado pelo Conselho Regional de Medicina.
O clínico geral e infectologista, José Tenório Cerqueira Filho, sente na pele diariamente o problema. Coordenador das emergências do HOF, ele se queixa do volume de pacientes e admite que se sente exausto ao final de cada plantão. “Chego a atender mais de cem pacientes por dia, além de outrasintercorrências”, comentou. Formado há 23 anos, José Tenório já passou por quase todas as grandes emergências do estado. E confessa não ter mais tempo para o lazer. “Me matriculei numa academia de dança, mas tem semana que não consigo ir a uma aula”, diz. Além de atuar na rede pública, ele atende pacientes em seu consultório particular.
A jornada dupla foi confirmada por um total de 46% dos entrevistados no Perfil Médico 2007. Eles declararam ter dois vínculos empregatícios, geralmente na rede pública (55%). O que garante por mês uma remuneração média entre R$ 1 mil a R$ 3 mil, em cada unidade médica. O presidente do Simepe, Mário Fernando Lins, defende que os salários da categoria deveriam ser equiparados aos de juízes, promotores e delegados. “Afinal, todos têm função social semelhante”, diz. O Perfil Médico 2007, em sua segunda edição, foi produzido pela Datamétrica entre os dias 23 de março e 26 de abril desse ano. A pesquisa traçou um perfil sócio-demográfico, acadêmico, de conduta e procedimentos, além de hábitos e costumes dos médicos. Dos 403 consultados, 73% declararam ser casados e ter mais de 40 anos (63%) e em média 22 anos de profissão.
Foi observado que 16% dos entrevistados são portadores de doenças que merecem cuidados especiais. A hipertensão seguida da diabetes são as doenças que mais acometem os médicos. O tabagismo, praticamente, não existe. Apenas 6% afirmaram ter o hábito de fumar.
Mas um dado preocupante revelado no levantamento foi o fato de 18% dos pesquisados terem admitido conhecer um colega médico usuário de drogas. Entre as drogas mais usadas estariam os psicotrópicos (estimulantes) e a morfina, ambos com 34%; maconha (21%); álcool (16%); cocaína (5%), meripedina (dolantina) (3%). Quanto às especialidades mais afetadas estariam a anestesiologia, com 46%; clínica médica, com 10%; seguida da cirurgia, com o mesmo percentual e a ginecologia, com 8%.
A presidente da Cooperativa dos Anestesistas de Pernambuco, Célia Costa, informou que entre os anos de 1995 e 2001, cinco anestesistas foram afastados de suas funções por dependência de dolantina, substância usada nos procedimentos médicos. “Nenhum dos profissionais teve condições de retornar ao serviço”, disse.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
FONTE: Diário de Pernambuco.
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