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Médicos fazem assembléia para avaliar a implantação da CBHPM em Minas Gerais

Publicado em: 01/04/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Médicos de Minas Gerais se reúnem, na próxima quarta-feira (27/04), às 19h30, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), para a décima assembléia pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). O objetivo do encontro é avaliar o movimento, debater os acordos firmados entre médicos e operadoras de planos de saúde e traçar estratégias para enfrentar a resistência das seguradoras de saúde, cujos 600 mil usuários em Minas estão sendo atendidos pelo sistema de reembolso há mais de ano (com exceção dos procedimentos de urgência e emergência).
    
Além de atualizar a remuneração dos profissionais, a Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos traz cerca de 1.500 novos procedimentos médicos, hoje não custeados pela maioria dos planos de saúde. Segundo o presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Castinaldo Bastos Santos, esses procedimentos incorporam os avanços da medicina nos últimos anos e aumentam a eficácia dos diagnósticos e tratamentos.
     
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), existem em Minas Gerais cerca de 3,8 milhões de usuários de planos e seguros de saúde. Os médicos mineiros já negociaram a adoção da CBHPM com planos de saúde que atendem a 80% desse contingente. O maior impasse são as seguradoras de saúde ligadas à Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), que se recusam a dialogar com as entidades médicas.
    
O Bradesco, por exemplo, remunera a consulta médica em R$ 34,00 para planos empresariais e R$ 30,00, para individuais. Os médicos não concordam com essa diferenciação. “Entendemos que todos pacientes são iguais”, enfatiza o presidente da AMMG. Os médicos querem que o valor mínimo da consulta seja R$ 33,60 e aceitam negociar a implantação da CBHPM de forma gradativa, como já foi feito com a maioria dos planos de saúde. “A intransigência das seguradoras é um desrespeito com médicos e pacientes”, avalia Bastos Santos. Ele lembra que os seguros saúde integram um grupo economicamente forte e que tem plenas condições de adotar a CBHPM.
    
Até agora, já foram firmados acordos para adoção da CBHPM com a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde de Minas Gerais (Unidas), operadoras ligadas à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Unimed”s e vários outros planos de saúde. A lista completa está disponível no site www.ammg.org.br. Quatro operadoras já foram descredenciadas pelos médicos, por esgotarem as negociações sem nenhum entendimento. São elas: Amil, Asmédica, Medial e Só Saúde.
     
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Assessoria de Imprensa da AMMG.

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