Publicado em: 01/05/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Numa realizaçãodo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), especialistas discutiram nesta sexta-feira, 6 de maio, em Recife, alternativas para substituir a exigência do boletim de ocorrência (BO) por outro documento que permita a realização de aborto em casos de estupro na rede pública de saúde.
Representantes do Cremepe, Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Federação Latino-Americana de Ginecologia e Obstetrícia, Ordem dos Advogados do Brasil, Rede Feminista de Saúde e Articulação de Mulheres Brasileiras participaram do seminário sobre políticas de direitos sexuais e reprodutivos da mulher.
No último dia 22 de março, o Ministério da Saúde lançou uma norma técnica que autoriza os serviços médicos a realizar abortos em caso de estupro, sem a apresentação do boletim de ocorrência. Segundo o ministério, a medida está de acordo com o Código Penal, que não exige BO ou qualquer instrumento para que seja realizada a interrupção da gravidez nos serviços públicos.
Para o juiz de direito José Henrique Torres, a assistência médica para a realização do aborto, quando a gravidez resulta de violência sexual, é um direito da mulher. Ele diz que a exigência prévia do boletim de ocorrência é inconstitucional e desnecessária. “Nenhuma vítima de estupro, ou de qualquer outro crime, está obrigada a comunicar o fato à autoridade policial, ainda que tal providência seja recomendável”. A legislação brasileira permite a realização do aborto em dois casos: risco de vida para a mãe ou gravidez resultante de estupro.
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, Carlos Vital, afirma que, do ponto de vista jurídico, é preciso avaliar formas de dar segurança ao médico que se propõe a praticar o aborto sem exigir documentação, como a análise da história da agressão da vítima.
Na opinião da coordenadora da área técnica de saúde da mulher do Ministério da Saúde, Maria José Araújo, a política nacional de direitos reprodutivos não propõe a legalização do aborto. “O que o ministério está fazendo é uma norma que cumpre o código penal, não exigindo o BO”. Maria José diz ainda que, para garantir mais segurança, o médico deve estimular a vítima de violência a registrar a ocorrência, com o objetivo de denunciar o agressor e processá-lo criminalmente.
Aníbal Faundes, presidente da Federação Latino Americana de Ginecologia e Obstetrícia (Flasog), defendeu que as entidades médicas e o Ministério da Saúde devem chegar a um denominador comum, que seja o melhor, para melhorar o atendimento à saúde da mulher. “Os profissionais de saúde que atendem as mulheres devem ser capacitados de uma forma que recebam as pacientes da maneira mais humanizada possível. Num momento pós-violência, que a mulher acabou de sofrer, ela precisa de acolhimento, atenção e orientação, concluiu o presidente da Flasog.
Também conferiram palestra no evento o representante do Ministério da Saúde, Cristão Rosas; o coordenador do Seminário, Rivaldo Mendes e o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson Andrade.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do JC On Line
JORNALISTA: INÊS CALADO
Na manhã desta terça-feira (21/10), a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina...
Leia Mais
O presidente e a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco...
Leia Mais
Na tarde desta quarta-feira (15/10), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco...
Leia Mais
Na manhã desta segunda-feira (13/10), o diretor do Conselho Regional de Medicina...
Leia Mais
Na noite desta quinta-feira (09/10), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco...
Leia Mais
Na noite desta quarta-feira (08/10), o diretor do Conselho Regional de Medicina...
Leia MaisConselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |