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Campanha de cuidados contra quimaduras no São João

Publicado em: 01/06/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Entre os pacientes com queimaduras graves atendidos nas unidades especializadas, as crianças entre 3 e 12 anos de idade são as maiores vitimas, representando cerca de 40% da população atingida. Neste mês de junho, com as tradicionais brincadeiras com fogos e fogueiras, aumenta consideravelmente a incidência de casos nos hospitais de todo o Nordeste.
    
O cirurgião plástico Marcelo Borges, que coordena a Unidade de Queimaduras e Plástica do Hospital São Marcos, diz que o atendimento chega quase a dobrar nesta época do ano. Para tentar mudar os números está sendo lançada este mês uma nova campanha de prevenção de queimaduras, incluindo a distribuição de folders e cartilhas e treinamento das equipes médicas do Serviço de Atendimento Móvel de Emergência – SAMU, através de uma parceria entre a Sociedade e o Ministério, em Aracaju, Caruaru e Campina Grande.
     
O lançamento em Caruaru aconteceu no último dia 06, com a presença do ministro Humberto Costa, do prefeito da cidade Tony Gel, secretários e toda a diretoria da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Em Campina Grande o evento foi realizado na quinta-feira (9) e em Aracaju será no dia 17 de junho.
     
Ao todo foram produzidas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade, cinco mil cartilhas e dois milhões de panfletos educativos. As prefeituras estão se encarregando de ampliar o número de publicações.
    
De acordo com Marcelo Borges, já está fechada com o Ministério da Saúde uma outra campanha preventiva, para o Nordeste, que será desenvolvida não só no período junino, mas o ano todo. “O objetivo é conseguir posteriormente levar o trabalho para todos os estados do Brasil”, diz.
    
Segundo o médico, a maior causa dos acidentes hoje é por líquidos superaquecidos (60%) e 30% delas com álcool, “se levarmos em consideração o levantamento anual do São Marcos, porém, no mês de junho, os fogos são o grande problema, seguidos pelas fogueiras”. Borges explica que entre os conselhos básicos estão: jamais tente pular uma fogueira; mantenha uma distância razoável do fogo; jamais acenda fogueiras usando produtos inflamáveis como álcool, gasolina, querosene, etc. e nunca abandone o fogo aceso.
    
Quanto às bombas de São João, mesmo as aparentemente mais inofensivas, todo o cuidado é pouco. “Já atendi uma paciente de 12 anos que nem chegou a brincar com os fogos. O pai comprou um pacote com várias bombinhas e ela colocou no colo. No caminho de casa, com o balanço do carro, o atrito entre os fogos fez com que acendessem espontaneamente e ela terminou com queimaduras graves”, relata o médico.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da S.A. Comunicação.

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