Publicado em: 01/06/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Uma fiscalização surpresa do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e Sindicato dos Médicos de Pernambuco flagrou, na noite desta terça-feira (21.06), atendimento desumano a pacientes em três serviços públicos do Sistema Único de Saúde no Recife.
Acompanhados por repórteres de diferentes veículos que foram credenciados pelo Cremepe, a equipe encontrou as duas únicas Emergências Cardiológicas da RMR, a do Hospital Agamenon Magalhães e a do Oswaldo Cruz (mantidas pelo Estado), com uma quantidade de doentes equivalente ao dobro da capacidade e parte deles, segundo médicos de plantão, correndo risco de morrer por falta de atendimento adequado.
Pelo menos 18 pacientes aguardavam vaga de UTI em leitos comuns e até cadeiras, alguns com infarto, necessitando, mas sem direito a cateterismo e angioplastia de urgência. Na Emergência Cardiológica do HAM, equiparada pelo presidente do Sindicato dos Médicos, André Longo, a “um hospital de campanha” (como em situações de guerra), todos os 20 leitos estavam ocupados e ainda havia 13 pacientes em macas, no mesmo espaço, além de oito em bancos. No HUOC, Givanilda França contou que estava internada numa cadeira desde as 21h de segunda-feira (20.06).
Na Policlínica Amaury Coutinho, na Campina do Barreto, administrada pela Prefeitura do Recife e um dos poucos serviços que têm ortopedista de plantão, a fiscalização constatou que o raio X está quebrado há duas semanas, aumentando a demora para diagnóstico não só de fraturas, mas de problemas da clínica médica e pediatria, serviços oferecidos no local.
Na unidade, onde são atendidas 400 a 600 por dia, a fiscalização encontrou de plantão quatro auxiliares de enfermagem, quando deveriam ser sete ou oito. Também faltavam lençóis e a limpeza foi considerada precária.
O vice-presidente do Cremepe, Carlos Vital, atribuiu o cenário encontrado nos três serviços à falta de ética dos gestores públicos com a responsabilidade social. O Conselho de Medicina pretende denunciar ao Ministério Público e à Justiça os problemas detectados. Como também, relatar ao governador Jarbas Vasconcelos os obstáculos que enfrentou para entrar no HAM.
Os vigilantes barraram cinegrafistas e tentaram até impedir que a equipe do Cremepe gravasse imagens. Foi preciso que o presidente do conselho, Ricardo Paiva, ameaçasse chamar a Polícia Federal para conseguir filmar o local, atividade que auditores fazem de rotina.
Conforme o Cremepe, a diretora do hospital chegou a autorizar a entrada de repórteres ao chefe do plantão, mas voltou atrás quando foi procurada, por telefone, por vigilantes.
Para Ricardo Paiva “os vigilantes do HAM parecem ter mais autonomia do que a diretoria do hospital”, declarou. “Isso não pode acontecer. O que eles fizeram foi cercear o trabalho da imprensa, o que é um absurdo. Ai dentro deve ter algo de muito grave para que a entrada dos repórteres seja proibida”, completou o presidente do Cremepe.
As imagens da emergência cardiológica do HAM foram feitas pelos assessores de imprensa do Cremepe e disponibilizadas para todas as televisões.
Essa blitz realizada pelo Conselho e Sindicato vai se repetir em outros hospitais. A princípio a nova data será 12 de julho em outras emergências administradas pelos governos Estadual e Municipal.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.
Jornalista: Verônica Almeida.
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