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Imip é referência em medicina fetal

Publicado em: 01/07/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Desde 2002, o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira – IMIP oferece especialização em Medicina Fetal, sendo um dos poucos hospitais da rede pública a disponibilizar esse serviço na região. Coordenado pelo Dr. Marcelo Marques, o Setor de Medicina Fetal do IMIP é composto por 8 médicos, sendo 3 residentes.
    
Medicina Fetal é um conjunto de ações preventivas, diagnósticas e terapêuticas que visa avaliar, assistir e promover a saúde do feto, numa visão ética multiprofissional, dentro do contexto social e cultural da população.
    
Por conta dessa especialidade, muitas doenças podem ser evitadas. “Através da ultra-sonografia, é possível identificar alguma anomalia, e assim, realizar um tratamento no feto dentro do útero”, afirma Marcelo Marques.
    
Para ele, durante o acompanhamento pré-natal é importante verificar se a mãe é imune a algumas doenças que podem afetar seriamente o feto, como rubéola, toxoplasmose, hepatites B e C, sífilis e aids, entre outras. É importante também determinar o fator Rh do sangue materno, para prevenir ou tratar a hemolítica perinatal no bebê, uma doença que resulta em anemia grave e pode ser evitada e tratada pela Medicina Fetal, através de transfusão de sangue fetal.
    
EVOLUÇÃO DA GINECOLOGIA OBSTÉTRICA
    
Até aproximadamente 20 anos atrás, para ter idéia de como evoluía a gravidez de uma mulher, o médico tinha de contentar-se com os próprios sentidos. Fazia o toque vaginal, palpava o útero com as duas mãos, tentava ouvir o batimento cardíaco do feto encostando um aparelho rudimentar na barriga da mãe e a cavidade uterina era uma espécie de caixa preta que guardava segredos até o nascimento do bebê.
    
Foi só com o advento da ultra-sonografia que se pôde visualizar o interior do útero para saber como o feto estava se desenvolvendo. Nestes últimos anos, porém, os aparelhos de ultra-som se sofisticaram de tal maneira, que tornaram possível obter imagens muito nítidas da criança e do interior da cavidade uterina.
    
Essas imagens não apenas satisfazem a curiosidade das mães, pais e avós, como também permitem que os médicos tenham acesso ao local, introduzam agulhas para colher material para exame e avaliem as condições da gravidez e do feto. Esse tipo de tecnologia evoluiu a tal ponto que se transformou numa área especializada da medicina que se chama Medicina Fetal.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Assessoria de Imprensa do Imip.

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