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Transtorno do estresse pós-traumático cresce no Brasil

Publicado em: 01/07/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Seqüestros, assaltos, roubos, estupros, tragédias: cenário assustador faz parte do cotidiano do brasileiro, que começa a adoecer devido ao dia-a-dia sempre estressante.
    
Violência urbana, estresse, tragédias. Quem, no mundo atual, consegue escapar de pelo menos um desses aspectos? Nas grandes capitais brasileiras, a violência é uma “companheira” indesejável, mas presente na vida das pessoas, independente de classe social.
    
Não é à toa que a sociedade contemporânea está “adoecendo”. São doenças sociais cada vez mais comuns, pois se disseminam na população, como os distúrbios de ansiedade e síndrome de pânico. Elas são causadas por fatores desagradáveis, estressores, que fizeram parte da vida do indivíduo. É o que se chama de “ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO”. Vítimas de seqüestro, estupro, assalto à mão armada, roubo e tragédias (desmoronamento de prédios) ficam com seqüelas quase inapagáveis na mente humana.
    
DEFINIÇÃO MÉDICA – O transtorno de estresse pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente de um evento ameaçador ao próprio paciente ou sendo esse apenas testemunha da tragédia. Ele consiste num tipo de recordação que é definido como revivescência, pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência, além de recordar as imagens, o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que, além do próprio sofrimento, é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.
    
Diagnóstico – Para o diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado um evento traumatizante ou gravemente ameaçador. Quando esse evento ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo ou horror imediatamente após o evento traumático.
    
Depois, o indivíduo passa a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos, sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo o evento traumático. É possível que o paciente tenha alucinações. As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e costumam ser evitadas pela pessoa.
    
Qualquer indivíduo pode desenvolver Estresse Pós-traumático, desde uma criança até um idoso. Os sintomas não surgem necessariamente logo após o evento, podem levar meses. O intervalo mais comum entre o evento traumatizante e o início dos sintomas são três meses. Muitas pessoas se recuperam dos sintomas em seis meses, aproximadamente, outras podem ficar com os sintomas durante anos.
    
COGNITIVO-COMPORTAMENTAL – A Psicoterapia Cognitivo-comportamental é um dos caminhos disponíveis mais promissoras para ajudar na cura do paciente “traumatizado”. Isso porque tem características próprias, possui enfoque diretivo, trabalha os pensamentos automáticos, as crenças irracionais, comportamentos desadaptativos e, conseqüentemente, obtém resultados eficazes.
    
Esse tipo de psicoterapia está focado na resolução dos problemas, fornecendo ao indivíduo uma explicação clara das dificuldades emocionais, prevenindo a recaída.
    
No tratamento psicológico, o paciente é ensinado a identificar os pensamentos que originam as perturbações emocionais e a substituí-los por modos de pensar mais saudáveis.
    
Ao longo desse processo, a pessoa aprende técnicas de auto-ajuda que produzem alívio rápido dos sintomas e o aumento do autocontrole diante das adversidades.
    
A psicoterapia cognitivo-comportamental envolve também a mudança de comportamentos que prejudicam o próprio indivíduo, como é o caso de problemas com a assertividade e com a intimidade relacional.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Comunicativa.
Jornalista: Keila Vasconcelos.

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