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Médicos dizem não à proposta da Prefeitura

Publicado em: 01/07/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Reunidos ontem à noite, os médicos que trabalham para a Prefeitura do Recife rejeitaram a proposta oferecida pelo município. Eles vão realizar nova assembléia e podem fazer greve
    
Em assembléia realizada ontem à noite, os médicos que atuam nos postos, policlínicas e hospitais da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) rejeitaram a proposta salarial oferecida pela Secretaria Municipal de Saúde. Agora, eles vão mobilizar a categoria até o dia 10 de agosto, quando realizarão nova assembléia para definir os rumos da classe. A possibilidade de greve não está descartada.
    
Na Prefeitura trabalham aproximadamente mil médicos. Cerca de 50 deles participaram da assembléia que ocorreu na Sociedade de Medicina de Pernambuco, na Boa Vista. O presidente do Sindicato dos Médicos, André Longo, relatou os detalhes da rodada de negociação feita com a PCR, anteontem. No encontro com os representantes dos médicos, a Secretaria de Saúde do Recife ofereceu uma proposta de reajuste salarial zero para a categoria, mas concordou em equiparar a gratificação por plantão dos médicos do município, de R$ 320, com os do Estado, que é de R$ 600.
    
Na conversa com o Sindicato dos Médicos, a Prefeitura também prometeu realizar concurso público para efetivar os 250 médicos do Programa Saúde da Família (PSF), que têm contrato temporário.
    
Apesar de a equiparação ser uma das principais reivindicações da categoria, a classe rejeitou a proposta porque os médicos de ambulatório e os que atuam no Programa Saúde da Família ficariam de fora.
    
Os médicos exigem 50% de reajuste. “Vamos mobilizar a categoria para fortalecer o movimento. Esta semana, vamos lançar uma campanha na mídia para mostrar a realidade salarial dos médicos do município”, explicou André Longo.
     
Na Prefeitura do Recife, um médico diarista, com jornada de 20 horas semanais, recebe no início de carreira R$ 870. No Estado, o valor é R$ 1.260. Conforme o sindicato, o piso estipulado pela PCR é um dos menores mínimos pagos à categoria no País. Os médicos que atuam nas no PSF recebem pouco mais de R$ 4 mil e pedem reajuste em torno de 25%. Eles têm contrato temporário.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.

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