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Jovens são novas vítimas da temida hipertensão

Publicado em: 01/07/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que o mal atinge cada vez mais jovens e adolescentes, em decorrência dos maus hábitos de vida.
    
Não é difícil perceber que doenças crônicas que antes atingiam apenas o público adulto e a terceira idade, hoje também afetam os jovens na mesma incidência. Esse fato pode se atribuído aos hábitos de vida “destrutivos” adotados por pessoas de idade entre 18 e 30 anos.
    
Uso constante de bebidas alcoólicas, cigarro, má alimentação, sal em excesso, obesidade e sedentarismo são fatores determinantes para esse novo cenário. A descoberta recente foi feita pelo Ministério da Saúde, no programa das farmácias populares do Governo Federal, em que ficou constatado o elevado número de jovens em busca de medicamento de uso contínuo para baixar a pressão.
     
Hipertensão arterial ou pressão alta ocorre quando a pressão sistólica em repouso é superior a 140 mm Hg ou quando a pressão diastólica em repouso é superior 90 mm Hg, ou ambos.
    
A hipertensão é uma patologia de caráter predominantemente hereditário, mas pode se desenvolver por aspectos ligados ao modo de vida do indivíduo. Dieta balanceada e caminhadas diárias ainda são as dicas principais para amenizar o problema, que, uma vez descoberto, tem tratamento, mas não existe a cura definitiva; o paciente terá que manter a pressão controlada à base de remédios e exercícios, pelo resto da vida.
    
SINTOMAS – Grande parte das pessoas com pressão alta não apresenta sintomas. Pode ocorrer, por coincidência, manifestações que são erradamente atribuídas à pressão alta: dor de cabeça, sangramento do nariz, tontura, rosto avermelhado e cansaço. Esses sintomas, entretanto, também aparecem freqüentemente em pessoas com pressão normal.
    
Se uma pessoa com hipertensão arterial severa passar um longo período sem tratamento, sintomas como dor de cabeça, fadiga, náusea, vômito, falta de ar e visão borrada aparecem provocados por danos no cérebro, olhos, coração e rins. Ocasionalmente, em estágios avançados da hipertensão arterial, elas podem ter tontura ou mesmo coma, ou seja, encefalopatia hipertensiva – em casos extremos -, e necessitam de tratamento emergencial.
    
A hipertensão arterial deve ser tratada para prevenir complicações. Antes da prescrição de qualquer medicamento, medidas alternativas, que sugerem uma mudança radical dos hábitos de vida, devem ser experimentadas.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com informações da Comunicativa.
Jornalista: Keila Vasconcelos.

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