Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Somente hoje a Vigilância Sanitária do Estado vai receber da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a lista de clientes pernambucanos da Medic Minas, empresa mineira que vendia o anestésico Lidocaína. O produto teria provocado a morte de três pessoas em Itagibá, na Bahia. Sua comercialização e uso estão suspensos temporariamente por determinação da Anvisa.
A divulgação dos clientes estava prevista para ontem. “A Anvisa encontrou na distribuidora uma lista extensa e não deu tempo de separar os clientes de Pernambuco”, explicou Jaime Brito, diretor da Vigilância Sanitária do Estado. Como vai a Brasília hoje, participar de uma reunião na Anvisa, ele terá acesso à relação.
Jaime Brito disse que já foram inspecionadas 14 clínicas de endoscopia na Região Metropolitana do Recife, mas o anestésico não foi encontrado em nenhuma delas. Segundo ele, a Lidocaína líquida e em spray é utilizada em exames de endoscopia. O gel, em procedimentos odontológicos. As inspeções voltarão a ser realizadas com a divulgação da lista de clientes do produto no Estado.
O anestésico estava sendo fabricado por uma farmácia de manipulação e rotulado e comercializado pela Medic Minas, sediada em Belo Horizonte. Além de Pernambuco, o destino da Lidocaina foram os Estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
VÍTIMAS – Robenice Ferreira Alves, 58 anos, Rosilda Santos da Hora, 21, e Damião Jesus Marinho, 57, morreram e 12 pessoas apresentaram reação inesperada, como dores de cabeça e tonturas, cerca de uma hora após usar o anestésico. Os laudos dos exames realizados nas vítimas e no produto devem ser divulgados no fim da semana. A Medic Minas foi interditada pela vigilância de Minas Gerais por não possuir licença para vender o remédio.
Vigilância interdita laboratório em Minas
BELO HORIZONTE – A superintendência da Vigilância Sanitária de Minas Gerais interditou ontem as quatro lojas e um laboratório da farmácia de manipulação Neoativa, suspeita de ter produzido o anestésico Lidocaína, medicamento usado em exames de endoscopia que teria causado a morte de três pessoas na Bahia.
Nenhuma das cinco unidades tinha alvará de funcionamento em dia nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para manipular medicamentos. Segundo a Vigilância Sanitária, não há dúvidas que a Neoativa vendeu Lidocaína à empresa Medic Minas, que revendeu para hospitais e clínicas em 11 Estados do País, entre eles Pernambuco.
“A farmácia é clandestina, irregular e funciona com todas as inadequações. Não tem alvará sanitário nem autorização da Anvisa para produzir medicamentos. Não poderia estar aberta”, disse o superintendente da Vigilância Sanitária, José Geraldo Castro, após acompanhar a vistoria na loja matriz da Neoativa. O último alvará havia sido dado em 2002.
O advogado José Cordeiro Júnior, que representa os donos da Neoativa, disse que seus clientes têm todas as autorizações necessárias para produção de medicamentos. Segundo ele, no momento oportuno, eles irão falar com a imprensa.
“As mortes geraram uma comoção, e a Vigilância Sanitária, para mostrar serviço, saiu fechando tudo”, denunciou Cordeiro.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.
Editoria de Cidades e Brasil.
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