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Pernambuco recebeu anestésico que matou 3 pessoas

Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

As vigilâncias sanitárias do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins – destinos do anestésico Lidocaína vendido pela empresa Medic Minas – iniciaram ontem um rastreamento do produto nos Estados. O anestésico teria provocado a morte de três pessoas em Itagibá (BA).
    
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da comercialização e do uso da Lidocaína spray 500 ml, 10% solução 500 ml e 2% gel 120 g da empresa, sediada em Belo Horizonte. A proibição é nacional, mas a medida é cautelar, já que não há a certeza de que o medicamento provocou as mortes.
    
Robenice Ferreira Alves, 58 anos, Rosilda Santos da Hora, 21, e Damião Jesus Marinho, 57, morreram e outras 12 apresentaram reação inesperada, como dores de cabeça e tonturas, cerca de uma hora após usar o anestésico. Os laudos dos exames realizados nas vítimas e no produto só devem ser divulgados no fim da semana.
    
Em Mato Grosso, a vigilância está em alerta, já que há um caso em investigação. O órgão não deu mais detalhes. Informou apenas que uma pessoa passou mal após receber o anestésico. Ainda não se sabe se o remédio é da empresa clandestina.
    
A Medic Minas Equipamentos Hospitalares foi interditada anteontem pela vigilância de Minas Gerais, pois não possuía licença para vender o remédio. Nos outros Estados, não há registros de reclamações referentes ao medicamento. Na Bahia, não houve novos incidentes.
     
PERNAMBUCO – Em Pernambuco, técnicos da Vigilância Sanitária iniciaram ontem a inspeção das 14 clínicas de endoscopia da Região Metropolitana de Recife. Nas 11 já inspecionadas, nada foi encontrado. Segundo a Secretaria da Saúde, se o produto for localizado, a clínica será notificada, para apresentar as fichas de atendimento dos pacientes tratados com o anestésico. Nos demais Estados, foram enviados ofícios às coordenadorias regionais da saúde, mas não havia balanços de medicamentos apreendidos.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.
Editoria: Brasil.

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