Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Um grupo de cientistas austríacos e alemães conseguiu esclarecer detalhes importantes do mecanismo de formação da leucemia. Essa informação é promissora para as vítimas da doença.
O Centro de Pesquisa de Medicina Molecular, instituição parte da Academia de Ciências da Áustria, informou nesta quinta-feira que os resultados do estudo prometem facilitar o desenvolvimento de novos remédios.
Um porta-voz da equipe de Giulio Superti-Furga explicou que os especialistas descobriram quais são as condições particulares que levam ao crescimento descontrolado de células afetadas pela leucemia.
O elemento decisivo, já conhecido anteriormente, é a proteína chamada “bcr-abl”, composta de duas partes (bcr e abl), localizadas nas células saudáveis em cromossomos diferentes, o que evita sua fusão.
Agora se descobriu que nos potenciais portadores da doença essas duas partes da proteína estão localizadas juntas em um só cromossomo para formar uma substância combinada. Condição prévia para a fusão é a denominada “translocação”, uma troca no material genético que, nesta situação, leva à evolução da doença.
Graças a essas novas descobertas, os pesquisadores esperam poder produzir uma nova geração de remédios contra a leucemia, mais eficientes que os usados até agora.
Sangue umbilical pode curar leucemia também em adultos
O sangue do cordão umbilical, utilizado até agora para tratar com êxito leucemia em crianças, pode salvar a vida de cerca de 16 mil adultos por ano.
Rico em células-tronco, este tipo de sangue pode substituir enxertos de medula óssea em adultos que não conseguem encontrar doadores compatíveis, segundo trabalhos de duas equipes de pesquisadores, uma norte-americana e outra européia, divulgados pelo “New England Journal of Medicine”.
No estudo europeu, que avaliou 682 doentes, pacientes que receberam sangue umbilical tinham praticamente o mesmo potencial de cura que os do grupo que recebeu enxertos de medula óssea, dois anos depois do tratamento. O estudo norte-americano avaliou 601 pacientes, durou três anos e teve resultados igualmente prometedores.
Os portadores de leucemia são tratados por quimioterapia ou radiações para destruir as células cancerosas, o que enfraquece o seu sistema imunológico, que os médicos reconstituem com transfusões de sangue provenientes do cordão umbilical ou com enxertos de medula óssea.
Os dois estudos basearam-se em transfusões e enxertos realizados entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000.
Menos agressivas
As células-tronco contidas na medula e no sangue umbilical desenvolvem-se para se converter em glóbulos vermelhos e brancos, que formam o sistema imunológico.
Uma das grandes vantagens das células-tronco com origem no sangue umbilical é que elas têm menos tendência para atacar as células do corpo de quem as recebe, explicam os pesquisadores.
Até agora, o sangue umbilical só era usado para tratar crianças com leucemia porque cada doação contém apenas um décimo das células-tronco obtidas na doação de medula óssea adulta.
Demanda
O volume de sangue extraído dos cordões umbilicais e da placenta no momento do nascimento terá de quadruplicar para responder à procura dos adultos com leucemia.
A aposta dos pesquisadores para resolver o impasse é lançar mão do sangue umbilical proveniente dos 4 milhões de nascimentos registrados por ano nos Estados Unidos, material muitas vezes jogado fora.
Descoberto gene responsável por forma de leucemia infantil
Cientistas norte-americanos descobriram um gene cuja mutação provoca uma forma de leucemia particularmente agressiva nas crianças, indica estudo publicado pela revista científica “Science”.
Este câncer do sangue –chamado leucemia linfoblástica grave ou T-ALL– é tratado mediante quimioterapia com um índice de cura de 75%, precisam os autores do estudo.
Todavia, o tratamento pode provocar problemas de saúde prolongados em crianças frágeis, adverte Andrew Weng, do Hospital Brigham and Women da faculdade de medicina da Universidade de Harvard, que coordenou os trabalhos.
Weng descobriu que a mutação de um gene chamado NOTCH1 está presente em quase 60% de todos os casos de leucemia T-ALL.
Esse gene desempenharia um papel no controle das células T do sistema imunológico, que proliferam desordenadamente nesta forma de câncer.
E os pesquisadores observaram ainda que a enzima gama-secretase –que destrói as proteínas responsáveis, no cérebro, pela doença de Alzheimer– tem também um efeito destrutivo sobre o NOTCH1.
Na perspectiva dos cientistas, deveriam prosseguir os estudos sobre a enzima, que oferece uma possibilidade de tratamento eficaz da leucemia T-ALL e tem muito menos efeitos nocivos ao organismo.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da EFE, em Viena e da Agência Lusa, em Washington (EUA).
A Associação Nacional de Assistência ao Diabético promoverá, entre 22 e 24...
Leia MaisO 9º Congresso Norte-Nordeste de Reprodução Humana será realizado em Belém (PA),...
Leia MaisEntre 3 e 6 de setembro será realizado em Salvador, na Bahia,...
Leia MaisUm menino de quatro anos, do bairro Iraque, é a nova vítima...
Leia MaisO Ministro da Saúde, Humberto Costa, anunciou nesta quarta-feira dia dois, durante...
Leia MaisConselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |