Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
SÃO PAULO – Há uma semana, um banco privado de cordão umbilical recebeu autorização da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para liberar o uso de um cordão num transplante alogênico aparentado (quando é feito entre parentes). O fato é inédito, pois desde que o setor foi regulamentado pelo governo, em 2004, bancos privados só podem coletar e armazenar sangue de cordão umbilical autólogo (para uso da própria pessoa que doou).
A autorização foi solicitada em 16 de junho pelo banco paulista CordVida. A liberação, em caráter extraordinário, tem justificativa técnica. “O transplantado tinha excelente compatibilidade com o sangue do cordão do irmão”, diz José Antônio de Faria Vilaça, da Gerência de Sangue, Células e Órgãos da Anvisa. Com a liberação, o transplante do cordão entre os irmãos ficou marcado para a próxima terça-feira – será o sétimo feito no Brasil.
O receptor é o gaúcho João Roberto Dorneles Júnior, 4 anos. Há um ano ele recebeu o diagnóstico de leucemia. A primeira opção foi procurar uma medula compatível entre parentes de primeiro grau. Depois, inscrever o garoto no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio. Lá, ele encontrou um doador.
Nesse meio tempo, a mãe do garoto descobriu que estava grávida. O cordão do bebê, que nasceu em 14 de junho, era compatível com Roberto. “O benefício do sangue do cordão em relação à medula, além da riqueza em células-tronco, é que bastam quatro genes compatíveis entre doador e receptor. Com a medula, são necessários seis”, explica Carlos Alberto Moreira Filho, diretor do Instituto de Pesquisa do Hospital Albert Einstein e coordenador do Projeto RedeCord, parceria entre bancos públicos em São Paulo.
O impasse da família de Porto Alegre começou quando a opção foi pelo cordão umbilical. “Não existe lugar em Porto Alegre para coletar e armazenar cordão”, conta Cláudio Galvão de Castro Júnior, oncologista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, o médico do menino. “A única solução foi procurar um banco privado. Mas nem em sonho eu poderia imaginar que para ter a liberação do cordão para o transplante seria necessária a autorização do governo.”
Em apenas um ano, a CordVida coletou cerca de mil amostras de autólogos. No primeiro ano, o preço do armazenamento (com a coleta) é de R$ 4 mil. Depois, R$ 700 por ano. Em 24 de setembro, foi criada a primeira rede nacional pública de sangue de cordão umbilical, a Brasilcord.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.
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