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Grevista denuncia que Hemope está sendo sucateado

Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Servidores protestaram em frente à sede do órgão, no Derby, e fizeram pedágio. Segundo funcionários, faltam medicamentos na unidade
    
Em greve desde o dia 8 para cobrar reajuste salarial do Governo do Estado, os servidores da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) organizaram um pedágio, ontem, com o objetivo de denunciar a falta de medicamentos da unidade e angariar recursos. A manifestação, que ocorreu em frente à sede do órgão, na rua Joaquim Nabuco, no Derby, no Recife, teve início às 10h30 e se estendeu até o início da tarde.

O protesto reuniu cerca de 50 pessoas, entre médicos, enfermeiros e pacientes, e provocou retenções no trânsito. Munidos de faixas e panfletos, os servidores interromperam regularmente o tráfego de veículos, por um período de meio minuto, para solicitar contribuição financeira da população. “Queremos que todos tomem conhecimento do estado crítico em que se encontra a instituição”, disse o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Hemope (SindsHemope), Ubirajara Carvalho.
    
De acordo com a categoria, que anteontem decidiu em assembléia manter o fornecimento reduzido de sangue e a greve por tempo indeterminado, o atendimento aos pacientes está sendo prejudicado pela falta de medicamentos, profissionais e infra-estrutura adequada da unidade.
    
Paciente do Hemope há vários anos, o desempregado Adeíldo Rodrigues, 54 anos, que sofre de leucemia, afirmou estar há duas semanas sem medicamentos. “Preciso tomar duas injeções diárias, mas quando venho aqui sou informado da inexistência de remédios”, reclamou.
    
Por causa dessas denúncias, deputados da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa visitaram ontem as dependências da instituição e constataram as irregularidades. “Verificamos as condições precárias de funcionamento, com escassez de remédios e pessoas dormindo em bancos por falta de leitos”, afirmou o deputado Roberto Leandro. Uma audiência será realizada, hoje, às 11h, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho, no Espinheiro, entre os servidores e a diretoria do órgão para tentar resolver o impasse.
    
A direção do Hemope admitiu que o número de leitos disponibilizados e os recursos recebidos pela instituição não têm sido suficientes para atender satisfatoriamente os pacientes. “Temos um déficit de R$4,4 milhões acumulado desde 2001, devido a cortes no orçamento feitos pelo Governo Federal”, disse a diretora Alita de Azevedo.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Jornal do Commercio.
Editoria de Cidades.

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