Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Acesse o site do seu regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins
Selecione a Regional
Acesse o site do seu regional
Federal
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraná
Paraíba
Pará
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins

Grupo norte-americano quer recompor fauna da Era do Gelo

Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Recriar os dinossauros numa ilha remota do Caribe, por enquanto, é terreno da ficção. Mas que tal recompor os mamíferos extintos da Era do Gelo na vastidão das pradarias da América do Norte? A proposta está sendo feita por um grupo de biólogos de instituições respeitáveis dos EUA. E, acredite, há quem a leve a sério.
    
Não se trata, diga-se logo, de algum truque da biotecnologia para ressuscitar mamutes, tigres dente-de-sabre ou outras figuras da chamada megafauna do Pleistoceno, extinta nas Américas há cerca de 13 mil anos. A proposta, desta vez, é povoar a América do Norte com parentes próximos desses animais que ainda sobrevivem: elefantes, cavalos, leões, guepardos e camelos, deixando-os ocupar os nichos ecológicos deixados vagos pelos seus primos.
    
“A idéia é promover ativamente a restauração dos grandes vertebrados selvagens da América do Norte, preferindo-os às pestes e ervas-daninhas que de outra forma dominarão a paisagem”, afirma Josh Donlan, pós-graduando em ecologia na Universidade Cornell, em artigo na edição de hoje da revista científica britânica “Nature” (www.nature.com).
    
Afinal, argumentam Donlan e colegas de várias instituições acadêmicas dos EUA, há vários precedentes “ecológicos, evolutivos, éticos, estéticos e econômicos” para transformar o centro-sul dos EUA em Parque Pleistocênico.
    
Para começo de conversa, segundo os autores, a Terra não tem mais nada de “selvagem”. A influência humana se faz sentir em todos os ecossistemas do planeta -e propostas de conservação em larga escala precisam levar em conta a possibilidade de manipulação desses ecossistemas.
    
Crime de responsabilidade
    
Depois, Donlan e seus colegas afirmam que a humanidade teve um papel na extinção da megafauna americana e que, portanto, teria uma espécie de obrigação moral de restaurá-la. A polêmica hipótese de que a culpa pelo fim de mamutes e companhia é dos humanos foi proposta na década de 1980 por Paul Martin, da Universidade do Arizona. Martin é co-autor do artigo na “Nature”.
    
Um outro ponto (politicamente carregado) da proposta é que a megafauna sobrevive hoje apenas na África e na Ásia, continentes pobres, nos quais a ameaça de extinção no futuro próximo é alta.
     
Por fim, afirmam os autores, é preciso levar em conta que muitos animais hoje extintos na América do Norte, como os cavalos e os camelos, surgiram naquele continente. Portanto, estariam apenas sendo reintroduzidos. Uma reintrodução dividida em fases, que começaria com herbívoros e terminaria, no futuro, com leões e guepardos correndo soltos pelas pradarias. Para quem acha bizarro, Donlan dá um dado: já existem hoje 77 mil grandes mamíferos africanos e asiáticos em fazendas de caça do Texas.
    
A proposta soa maluca. Mas muitos biólogos vêem sentido nela. “Seria certamente a maior intervenção humana no planeta a favor de espécies silvestres”, disse à Folha o zoólogo Mario de Vivo, do Museu de Zoologia da USP. “A idéia é um pouco chocante para mim. Mas o fato é que somos uma das maiores forças de transformação planetária em ação. Transformar na direção da conservação pode ser uma das saídas para a manutenção de parcelas da biodiversidade que demandam amplos espaços, como a megafauna.”
     
O ecólogo Stuart Pimm, da Universidade Duke (EUA), diz que a idéia é a princípio factível. “Podemos trazer a megafauna de volta? Acho que sim. Muitos desses animais sobrevivem em fazendas no Meio-Oeste. Será que eles iriam se adaptar? Provavelmente.”
    
Já os especialistas em Era do Gelo discordam. “Um projeto desses teria de supor a existência das mesmas espécies extintas para reintrodução, o mesmo clima e a possibilidade de criar um ambiente muito semelhante”, diz o paleontólogo Jorge Ferigolo, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. “Acho muito interessante, mas só para ganhar dinheiro. É uma palhaçada chamar isso de Pleistoceno.”
    
Claro, ninguém consultou os africanos a respeito. “Essas realocações afetariam o turismo na África no futuro”, disse à agência de notícias Associated Press Elizabeth Wamba, do Ifaw (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal) no Quênia.
    
Paladar exigente extinguiu mastodontes, diz pesquisa
    
As mães que arrancam os cabelos na tentativa de fazer as crianças comerem de tudo acabam de ganhar um aliado melhor que o bicho-papão nessa tarefa: os mastodontes sul-americanos, que se extinguiram há mais de 10 mil anos. Segundo um novo estudo, esses paleoelefantes só não estão mais por aqui porque deixaram de comer de tudo e se fixaram em poucos tipos de guloseima.
    
A tese foi apresentada durante o 2º Congresso Latino-Americano de Paleontologia de Vertebrados, realizado na semana passada no Rio de Janeiro. “Claro, é só uma hipótese”, admitiu à Folha José Luis Prado, da Universidade Nacional do Centro, na Argentina. “Mas certamente é mais promissora do que dizer que a extinção foi causada pela ação humana.” A idéia é que os gigantes viraram fãs de um único tipo de planta e não conseguiram mudar a dieta quando a vegetação se modificou.
     
O jeito mais correto de se referir aos mastodontes sul-americanos é chamá-los de gonfotérios. Trata-se de um grupo aparentado aos elefantes atuais que colonizou vários continentes antes de se extinguir, no fim da Era do Gelo, ou Pleistoceno, como também é chamada pelos cientistas.
    
As formas sul-americanas –três espécies, conhecidas como Cuvieronius hyodon, comum nos Andes; Stegomastodon waringi, presente em regiões mais tropicais, como o Brasil; e S. platensis, mais sulina– vieram parar aqui vindas da América do Norte. Prado e seus colegas avaliam que sua origem esteja, em última instância, na China. Todos tinham mais ou menos o tamanho de um elefante asiático moderno. O S. waringi brasileiro exibia, no entanto, presas quase retas.
    
Há basicamente duas maneiras de determinar a dieta de um animal extinto: por meio da forma e tamanho de seus dentes ou examinando a composição deles. Como o primeiro método parece estar mais sujeito a erro do que os pesquisadores gostariam, Prado e sua colega Maria Teresa Alberdi, do Museu Nacional de Ciências Naturais da Espanha, decidiram verificar a presença de determinados isótopos (variantes) do elemento químico carbono nos dentes dos bichos.
    
O processo pelo qual tais isótopos se acumulam ali é simples: o carbono que compõe o alimento de origem vegetal é usado para “construir” o dente do animal. Acontece, no entanto, que os isótopos de carbono vêm em duas formas principais, o carbono-12 e o carbono-13. Mais importante: a proporção das variantes muda de acordo com o tipo de planta.
    
De versátil a enjoado
    
A maioria dos vegetais em forma de árvore, assim como diversas gramíneas de folha mais macia, são apelidadas de plantas C3 de acordo com esse critério, enquanto as gramíneas tropicais e temperadas, mais “duras”, são plantas C4. O que os pesquisadores viram é que, no começo do Pleistoceno, os mastodontes sul-americanos eram herbívoros sem frescura, consumindo ambos os tipos de planta, a julgar pela proporção dos isótopos nos dentes.
     
“Eram basicamente como um elefante africano, que come praticamente tudo o que vê”, compara Prado. Os dados vieram de 68 espécimes dos bichos, oriundos do Brasil, do Chile, da Argentina, da Bolívia e do Equador.
    
Aliás, de acordo com Prado, foi isso que permitiu a migração dos animais para a América do Sul, enquanto os mamutes, seus parentes, continuaram restritos ao norte do istmo do Panamá. Ele diz acreditar que os mamutes eram pastadores especializados, o que lhes impediu de atravessar regiões de vegetação mais fechada. “Nesse caso, o Panamá teria funcionado como uma barreira”, afirma.
    
No entanto, parece que os gonfotérios acabaram adotando a dieta pouco balanceada dos mamutes ao longo do Pleistoceno. “As formas mais tardias mostram uma especialização muito maior na dieta”, diz. Quando as condições climáticas se alteraram de vez no fim desse período, a vegetação teria assumido uma feição diversificada, com pouca comida para os especialistas.
    
Para Prado, a chegada dos primeiros seres humanos ao continente (já havia pessoas no Chile há pelo menos 12,5 mil anos) pode ter contribuído para a extinção, mas certamente não foi o fator decisivo para sua ocorrência.
     
O congresso, que reuniu 300 pesquisadores de todo o mundo, foi organizado pelo Museu Nacional e patrocinado pela Petrobras.
    
Geólogo encontra “mina” de dinossauros no nordeste brasileiro
    
Graças a um tremendo golpe de sorte, pesquisadores do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro toparam com uma área de 3 quilômetros de extensão repleta de fósseis de dinossauros naquele Estado nordestino.
    
Trata-se do primeiro registro dos megarrépteis pré-históricos por ali, e as análises preliminares já estão revelando pelo menos três tipos diferentes de herbívoro e carnívoro, além de crocodilos e peixes.
    
“Não é preciso nem ser paleontólogo para imaginar que existem espécies desconhecidas, porque o material é muito abundante mesmo”, disse à Folha o geólogo Francisco Pinheiro Lima Filho, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
    
Ao lado de colegas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Uern (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte) e Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), ele participou da ida a campo que identificou o cemitério de dinos, há apenas 15 dias.
    
Vértebra desprezada
    
Lima Filho estava de olho no lugar havia uns dois anos, quando o visitou para fazer levantamentos geológicos financiados pela Petrobras. Na época, ele e seus colegas encontraram uma vértebra grande, mas nem deram bola. É que o Rio Grande do Norte vive revelando restos de outros bichos monstruosos: os grandes mamíferos da Era do Gelo, como preguiças gigantes e mastodontes.
    
O geólogo mostrou a vértebra para uma ex-aluna, a paleontóloga Maria de Fátima dos Santos, do Museu Câmara Cascudo da UFRN. Uma rápida olhada foi suficiente para determinar que o fóssil era de dinossauro.
     
“Nessa hora, já acendeu uma luzinha”, brinca o pesquisador. Faltava, no entanto, o principal: dinheiro para voltar para o lugar trazendo especialistas, o que fez Lima Filho esperar até o começo deste ano.
    
Como o local onde a vértebra foi coletada estava marcado com um aparelho de GPS (sistema de posicionamento global), o geólogo não teve dificuldade para reencontrá-lo e examiná-lo, com a ajuda da paleontóloga Lilian Paglarelli Bergqvist, da UFRJ, e outros colegas.
    
Esse primeiro osso tinha rolado de sua posição inicial, mas não foi difícil encontrar fósseis muito maiores (inclusive alguns fêmures, o osso da coxa, com 1,5 m de comprimento). Alguns ossos ainda estavam nas pedras, e a equipe logo topou com grande variedade de dentes, que costumam ser um bom indicador do grupo ao qual um animal pertencia.
    
Foi com base na dentição e nos fêmures que Carlos Roberto dos Anjos Candeiro, aluno de doutorado de Bergqvist na UFRJ, identificou pelo menos três tipos de dino potiguar: carcaradontossaurídeos e abelissaurídeos (ambos comedores de carne bípedes, com comprimento entre 3 m e pouco mais de 10 m); e diplodocóides, herbívoros de pescoço longo que estão entre os maiores animais terrestres de todos os tempos.
    
Um dos últimos dinossauros brasileiros a serem descritos pela ciência, o Amazonsaurus maranhensis, de 10 m, pertencia a esse segundo grupo. O conjunto lembra a fauna de dinos da África, continente que ainda mantinha conexões com o Brasil na época.
    
As camadas geológicas que abrigam os bichos pertencem à chamada bacia Potiguar e datam do Cenomaniano –uma subdivisão do Período Cretáceo com cerca de 90 milhões de anos. Na época, a área era uma grande desembocadura de rio.
    
Os pesquisadores estão buscando o apoio da Petrobras para explorar as jazidas em detalhe. Enquanto o financiamento não vem, a equipe prefere manter a localização exata do sítio em sigilo. “A gente não quer que aconteça o mesmo que no Ceará”, explica Lima Filho, referindo-se à chapada do Araripe, que é o paraíso dos fósseis de pterossauro –e também do comércio ilegal deles.
    
Conexão africana
    
Para o paleontólogo Carlos Roberto Candeiro, os animais do sítio potiguar sugerem que as faunas do Brasil e da África ainda mantinham contato na região, embora os continentes já estivessem bastante separados.
    
“O material do Maranhão, que é quase da mesma idade, também mostra essa semelhança com a África”, afirma Candeiro. Um exemplo disso é a presença dos carcaradontossaurídeos, comuns em regiões como o atual Marrocos. Segundo o pesquisador, é possível esperar novas espécies no sítio do Rio Grande do Norte.
    
Vulcões causaram pior extinção que já afetou a Terra, diz estudo
    
Milhões de anos de atividade vulcânica, arrematados com um último grande espasmo geológico, podem estar por trás da maior extinção que já afetou a Terra. Essa é a conclusão de duas equipes internacionais de pesquisadores, que examinaram os traços que a catástrofe deixou em rochas e fósseis de vários locais do mundo.
    
A hecatombe em questão é a grande extinção do Permiano, que acabou com 90% das formas de vida marinhas e 70% das terrestres no fim do período geológico de mesmo nome, há cerca de 250 milhões de anos.
    
Como no caso do desaparecimento dos dinossauros, houve quem propusesse o impacto de um grande meteorito para explicar a extinção, mas as novas evidências, publicadas hoje na revista “Science”, apontam algo muito mais gradual –e nem por isso menos terrível.
    
Os dados vêm de duas pesquisas, uma coordenada por Peter Ward, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e a outra por Kliti Grice, da Universidade Curtin de Tecnologia em Perth, Austrália.
    
Da África à Austrália
    
Ward e seus colegas se enfurnaram numa das regiões mais áridas da África do Sul, a bacia do Karoo, em busca de fósseis de animais que documentassem quem pereceu e quem agüentou a catástrofe. Já o grupo de Grice estudou a composição química de rochas na costa australiana e chinesa, para inferir o que acontecia no mar e na atmosfera nessa época.
    
Os cientistas australianos examinaram rochas que, na época do desastre, estariam na chamada zona fótica do oceano –a faixa onde bate a luz do Sol e as formas de vida vegetal, em tese, podem crescer.
    
É bom frisar o “em tese” porque Grice e seus colegas descobriram que, quando a extinção aconteceu, a zona fótica tinha tão pouco oxigênio quanto o fundo do rio Tietê –ou o de uma lagoa entupida de matéria orgânica.
    
Nessas condições nada hospitaleiras, parece que só não sufocaram bactérias que usam compostos de enxofre e não dependem de oxigênio. A coisa ficou tão feia que as formas do elemento carbono que normalmente são as preferidas pelos seres vivos passaram a ser absorvidas pelos minerais –sinal de que quase ninguém mais estava vivo para usá-las na construção de seu organismo.
    
Todos esses acontecimentos são coerentes com o aparecimento na atmosfera de grandes quantidades de enxofre (elemento liberado aos montes por vulcões) e com um período prolongado de aquecimento global, também movido a vulcanismo, segundo os cientistas.
    
Com o calor, quantidades colossais de metano, uma substância que turbina o efeito estufa, subiram das profundezas do oceano para o ar –e o microondas global passou a funcionar a todo vapor.
     
“Os animais e as plantas, tanto no mar quanto na Terra, morreram ao mesmo tempo, e aparentemente pelo mesmo motivo: calor demais e oxigênio de menos”, afirmou Ward num comunicado oficial.
    
Além de algumas análises sobre as características químicas das rochas sul-africanas, Ward e sua equipe avaliaram detalhadamente o que aconteceu com os bichos terrestres –e chegaram à conclusão de que o sumiço foi lento e gradual, ao menos na maior parte do tempo.
    
Entra e sai
    
Em sete anos de trabalho, a equipe coletou 126 crânios de vertebrados que viveram pouco antes, durante e logo depois da hecatombe. Muitos deles pertenciam ao grupo dos dicinodontes, répteis herbívoros aparentados aos mamíferos que sofreram muito com a extinção, mas ainda sobreviveram até o período geológico posterior, o Triássico.
    
Acontece que as espécies vão desaparecendo durante todo o último terço das camadas de rocha correspondentes ao Permiano. São quatro extinções ao longo de cerca de 10 milhões de anos, até um último espasmo mortal, com seis baixas, nas proximidades da fronteira com o Triássico. Ao mesmo tempo, muitas espécies estavam surgindo enquanto o desastre se prolongava. Algumas sobreviveram às mais antigas.
    
No fim das contas, diz Ward, o oxigênio da atmosfera se tornou tão rarefeito quanto o de uma montanha de 4.200 m. Com todas essas evidências, “concluímos que, se um impacto [de asteróide] aconteceu, ele teve apenas um papel menor na extinção”, escrevem os cientistas.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Folha de São Paulo e da France Presse.

×
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Aviso de Expediente – Carnaval

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informa que, em razão...

Leia Mais

Cremepe alerta sobre esquema fraudulento de emissão de...

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informa aos médicos e...

Leia Mais

Médicos podem acessar o CRM Virtual para pagar...

Os médicos têm até o próximo dia 31 de janeiro para pagar...

Leia Mais

Alerta sanitário sobre falsificação do medicamento Imbruvica

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informa que a Agência...

Leia Mais

Nota Oficial

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) acompanha com preocupação os...

Leia Mais

Cremepe discute recomposição de equipes e funcionamento da...

Na tarde desta quinta-feira (15/01), a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina...

Leia Mais

Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94

Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco Rua Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro, Recife, PE, 52020-185
CNPJ 09.790.999/0001-94