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Médicos voltam a boicotar planos de saúde

Publicado em: 01/08/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

SALVADOR – Paralisação no atendimento começa segunda-feira e vai atingir Norclínicas, Medial e Previna.
    
Os médicos baianos vão paralisar o atendimento, a partir da próxima segunda-feira, aos usuários dos planos de saúde Norclínicas, Medial Saúde e Previna. A decisão também inclui a Promédica, mas apenas na especialidade de hemodinâmica e cardiologia intervencionista. O boicote, aprovado em assembléia geral, na Associação Bahiana de Medicina (ABM), atingirá, desta vez, cerca de 200 mil clientes destas operadoras.
    
O diretor do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb-Ba), José Márcio Villaça, informou que as emergências e urgências estão fora da paralisação. Ele disse ainda que os pacientes com horários já agendados, até o final da próxima semana, também deverão ser atendidos. A decisão pelo boicote levou em conta os que os médicos consideram de baixos valores de remuneração dos honorários. Além disso, as operadoras estariam atuando com tabelas defasadas, e que não contemplam determinados avanços da medicina.
    
A paralisação atinge as empresas de medicina de grupo, cujas negociações para cumprimento da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) não avançaram. “Até o momento, conseguimos chegar a um acordo apenas com as seguradoras, com as empresas de autogestão e com as cooperativas médicas, como é o caso da Unimed”, afirmou Villaça. Segundo ele, foram realizadas quatro assembléias este ano, sem sucesso nas negociações com este segmento de planos de saúde. “Não dá mais para ficar apenas na conversa e a paralisação é hoje o único instrumento que temos”, disse.
     
José Márcio Villaça tomou como exemplo os valores pagos pela consulta para mostrar a defasagem praticada pela maioria das empresas de medicina de grupo, cujas tabelas variam de R$18,90 a R$25. Já as seguradoras, como Sul América e Bradesco Saúde, pagam R$38, mesmo valor a ser praticado pelas empresas de autogestão, como Cassi, que atualmente estão pagando R$33,60. “Há outros valores que são inadmissíveis, como é o caso da cesariana, que não passa de R$140”, citou.
     
O diretor-presidente da Previna, Fábio Aguiar, disse que a empresa conta com uma rede de clínicas próprias, o que garantirá o atendimento aos seus usuários nestes locais. O boicote, de acordo com o diretor do Cremeb-Ba, pode ser estendido a outras empresas de medicina de grupo a partir do dia 29 de agosto, quando a questão volta a ser discutida em uma nova assembléia na ABM.
    
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações do Correio da Bahia.
Pedro Carvalho, da editoria de Economia.

× Imagem ampliada da notícia
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