Publicado em: 04/11/2005 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Washington, 3 nov (EFE) – A cirurgia molecular para eliminar genes defeituosos deixou de ser ficção científica com a notícia de que os cientistas já utilizam a nanotecnologia para introduzir nas células cancerosas remédios que combatem o mal de dentro delas. Cientistas do Instituto de Nanotecnologia para Medicina e Ciências Biológicas fabricaram moléculas capazes de transportar remédios direto às células cancerosas.
“A nanotecnologia nos permite fabricar materiais que são milhares de vezes menores que a menor célula do corpo”, disse hoje James Baker, professor e diretor do Instituto, ligado à Universidade de Michigan.
Baker explicou que estes materiais são tão pequenos que podem entrar facilmente nas células e mudar seu funcionamento.
“Para comparar o tamanho de uma nanopartícula com o tamanho de uma célula, imagine um grão de areia em um campo de futebol”, comparou.
Um nanometro equivale a um milionésimo de milímetro.
A comunidade científica observa com atenção o desenvolvimento destes tratamentos nanotecnológicos, mais eficazes e com menos efeitos secundários do que os tratamentos tradicionais na luta contra o câncer.
Como exemplo, Baker mencinou a recente criação, por sua equipe de pesquisa, do que ele chama de “cavalo de Tróia da nanotecnologia”, em alusão a sua capacidade para transportar remédios.
O “cavalo de Tróia” funciona com uma nanopartícula, batizada de dendrímero e desenhada para introduzir um fármaco anticâncer nas células do tumor, onde o efeito do remédio aumenta e a toxicidade diminui.
Com um diâmetro menor do que cinco nanometros, a partícula é pequena o suficiente para se introduzir através de pequenas aberturas nas membranas das células.
“É como um “cavalo de Tróia”. A célula cancerosa pensa que está recebendo comida. Uma vez dentro, há veneno na nanopartícula que mata a célula”, explicou o cientista.
Quando a equipe de pesquisa de Baker forneceu a ratos com tumores a combinação de nanopartículas e metotrexato – poderoso remédio contra o câncer -, descobriu que esta era mais eficaz que o simples fornecimento do composto anticâncer.
“O crescimento de tumores em ratos se atrasou em 30 dias. Isto tem importância se considerarmos que um mês de um rato equivale a três anos de uma pessoa”, disse Baker.
Embora a pesquisa ainda esteja em etapa experimental, Baker e sua equipe estão convencidos do potencial da nanotecnologia para mudar de maneira radical a forma como os médicos tratam o câncer.
Seria possível passar de tentar destruir as células cancerosas a tratar o câncer “como uma doença crônica e contê-la”, como é feito, por exemplo, com a diabetes.
“Utilizando um tratamento baseado na nanotecnologia, seria possível manter o câncer sem crescer, permitindo que o paciente viva uma vida normal sem ter de erradicar o câncer”, disse o professor.
Os pesquisadores do Instituto de Nanotecnologia da Universidade de Michigan também buscam usar tratamentos baseados na nanotecnologia utilizando outras drogas anticâncer que são eficazes, porém tóxicas, o que impossibilita sua aplicação.
“Com a nova tecnologia seria possível superar o problema da toxicidade e oferecer uma gama mais ampla de agentes terapêuticos para gente que sofre de câncer”, afirmou Baker.
A pesquisa é financiada pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA. A Avidimer Therapeutics, uma companhia farmacêutica de Ann Arbor, no estado do Michigan, tem os direitos de licença da nova tecnologia.
Baker tem um grande interesse financeiro nessa companhia, segundo informou o Instituto de Nanotecnologia.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Agência EFE.
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